Há quinze dias atrás, numa primeira análise aos resultados eleitorais, pareceu-me claro que depois de um desaire eleitoral com a dimensão do verificado em Penafiel, a todos os socialistas se tornaria evidente a necessidade de tocar a reunir.
Os sinais que, entretanto, foram sendo dados, apontam, porém, em sentido contrário.
O candidato do PS e a partir de agora primeiro vereador da oposição na Câmara Municipal, numa atitude de quem ainda não deu conta da dimensão da derrota sofrida, antes de qualquer reflexão sobre as razões mais profundas para tão manifesta reprovação do projecto e atitudes que defendeu e assumiu durante a pré-campanha e campanha eleitoral, insiste na lógica da divisão interna, procurando, por antecipação, marcar diferença em relação aos que o precederam no exercício daquele cargo, anunciando que, com ele, Penafiel terá uma oposição à altura.
Não fosse essa lógica, o reincidir num comportamento que tão maciçamente foi rejeitado nas eleições e louvaria tão arrojada atitude. Depois de tão copiosa derrota, é digno de registo que não tenha assolado ao candidato do PS qualquer ideia de desânimo, de convencimento da rejeição sofrida, assumindo ares de vencedor pronto para os combates.
Porém, a dimensão da derrota eleitoral, aconselha prudência e reflexão. Penafiel disse claramente que não quer uma qualquer oposição, muito menos o continuar do discurso que marcou a campanha do Partido Socialista.
Sejamos claros.
Se em 2005, com um partido dividido, exaurido por uma luta interna, com os protagonistas do tempo em que o PS foi poder alheados da candidatura ou declaradamente contra ela, com um clima nacional prejudicial, por força das reformas iniciadas pelo governo da Republica, com um candidato “desconhecido”, “lá de baixo”, foi possível conseguir um resultado de 30%, em 2009, com um candidato preparado a quatro anos, no desempenho de relevantes funções públicas, ex-super vereador da Câmara socialista, “muito conhecido”, com o apoio entusiástico do PS, (pelo menos do PS/ 93 a 99), com todos a remar para o mesmo lado, sem qualquer contestação interna, qualquer resultado abaixo dos 40% teria, necessária e coerentemente, de ser considerado um mau resultado. Um resultado abaixo dos 30% não tem qualificação possível. Se no rescaldo das eleições de 2005 foram pedidas demissões, se os candidatos perdedores foram aconselhados a demitirem-se e depois corridos de todos os lugares de direcção do partido, que dizer agora perante um resultado destes?!
No PS , depois de tudo o que aconteceu nestes últimos quatro anos e das escolhas feitas para a candidatura de 2009, ainda há quem se atreva a culpar os candidatos de 2005 pelos resultados de agora.
Haja paciência…
Escrevi, há quinze dias atrás que é nas grandes derrotas que se começam a construir as grandes vitórias.
Temo, pelas reacções de camaradas meus aos resultados eleitorais, que a unidade que defendi, como condição necessária à afirmação do PS, seja um caminho muito mais árduo que aquele que previa, convicto que estava que a coerência dos que tanto me fustigaram com os resultados obtidos em 2005, os levaria a arrepiar caminho, reconhecendo os erros cometidos, compreendendo a mensagem que os Penafidelenses nos quiseram dar, ao diferenciar de forma tão vincada, o seu voto para as legislativas, do seu voto para as autárquicas.
Espero que a ressaca de uma noite eleitoral tão adversa passe rapidamente e que a clarividência daqueles que no rescaldo de 2005 tão assertivamente fizeram o diagnóstico das causas de uma derrota por eles anunciada a um ano de distância, os faça compreender que não é insistindo nas lógicas de diferenciação interna que o PS recuperará o prestígio perdido e a credibilidade necessária para se afirmar como alternativa de poder.
E não podemos esquecer que 2013 é já ao virar da esquina…
Os sinais que, entretanto, foram sendo dados, apontam, porém, em sentido contrário.
O candidato do PS e a partir de agora primeiro vereador da oposição na Câmara Municipal, numa atitude de quem ainda não deu conta da dimensão da derrota sofrida, antes de qualquer reflexão sobre as razões mais profundas para tão manifesta reprovação do projecto e atitudes que defendeu e assumiu durante a pré-campanha e campanha eleitoral, insiste na lógica da divisão interna, procurando, por antecipação, marcar diferença em relação aos que o precederam no exercício daquele cargo, anunciando que, com ele, Penafiel terá uma oposição à altura.
Não fosse essa lógica, o reincidir num comportamento que tão maciçamente foi rejeitado nas eleições e louvaria tão arrojada atitude. Depois de tão copiosa derrota, é digno de registo que não tenha assolado ao candidato do PS qualquer ideia de desânimo, de convencimento da rejeição sofrida, assumindo ares de vencedor pronto para os combates.
Porém, a dimensão da derrota eleitoral, aconselha prudência e reflexão. Penafiel disse claramente que não quer uma qualquer oposição, muito menos o continuar do discurso que marcou a campanha do Partido Socialista.
Sejamos claros.
Se em 2005, com um partido dividido, exaurido por uma luta interna, com os protagonistas do tempo em que o PS foi poder alheados da candidatura ou declaradamente contra ela, com um clima nacional prejudicial, por força das reformas iniciadas pelo governo da Republica, com um candidato “desconhecido”, “lá de baixo”, foi possível conseguir um resultado de 30%, em 2009, com um candidato preparado a quatro anos, no desempenho de relevantes funções públicas, ex-super vereador da Câmara socialista, “muito conhecido”, com o apoio entusiástico do PS, (pelo menos do PS/ 93 a 99), com todos a remar para o mesmo lado, sem qualquer contestação interna, qualquer resultado abaixo dos 40% teria, necessária e coerentemente, de ser considerado um mau resultado. Um resultado abaixo dos 30% não tem qualificação possível. Se no rescaldo das eleições de 2005 foram pedidas demissões, se os candidatos perdedores foram aconselhados a demitirem-se e depois corridos de todos os lugares de direcção do partido, que dizer agora perante um resultado destes?!
No PS , depois de tudo o que aconteceu nestes últimos quatro anos e das escolhas feitas para a candidatura de 2009, ainda há quem se atreva a culpar os candidatos de 2005 pelos resultados de agora.
Haja paciência…
Escrevi, há quinze dias atrás que é nas grandes derrotas que se começam a construir as grandes vitórias.
Temo, pelas reacções de camaradas meus aos resultados eleitorais, que a unidade que defendi, como condição necessária à afirmação do PS, seja um caminho muito mais árduo que aquele que previa, convicto que estava que a coerência dos que tanto me fustigaram com os resultados obtidos em 2005, os levaria a arrepiar caminho, reconhecendo os erros cometidos, compreendendo a mensagem que os Penafidelenses nos quiseram dar, ao diferenciar de forma tão vincada, o seu voto para as legislativas, do seu voto para as autárquicas.
Espero que a ressaca de uma noite eleitoral tão adversa passe rapidamente e que a clarividência daqueles que no rescaldo de 2005 tão assertivamente fizeram o diagnóstico das causas de uma derrota por eles anunciada a um ano de distância, os faça compreender que não é insistindo nas lógicas de diferenciação interna que o PS recuperará o prestígio perdido e a credibilidade necessária para se afirmar como alternativa de poder.
E não podemos esquecer que 2013 é já ao virar da esquina…

