Terça-feira, Setembro 29, 2009

No dia seguinte

No dia seguinte à noite das eleições europeias não faltou quem decretasse o fim do “Socratismo”.

O score eleitoral de 26,58% obtido pelo PS naquelas eleições, em contraponto com os 31,71% do PSD, sugeriu a muita boa gente que, com as eleições legislativas, o ciclo da governação socialista chegaria ao seu fim.

Enganaram-se!

O PS resistiu e saiu vencedor da noite eleitoral de 27 de Setembro, cabendo-lhe, por vontade dos portugueses, a difícil tarefa de governar Portugal, nos próximos quatro anos.

È certo que as condições que o País escolheu para ser governado são substancialmente diferentes das que resultaram das eleições de 2005.

Agora, teremos uma maior responsabilização dos demais partidos políticos que viram os eleitores reforçarem-lhes a sua legitimidade, conferindo-lhe mais mandatos. Não os suficientes para governarem, mas os indispensáveis para uma co-responsabilização da acção politica nos tempos que se vão seguir.
Não adianta de nada a quem viu reforçado o seu peso eleitoral proclamar vitória, quando, em contraponto, atesta a derrota de quem, afinal, ganhou as eleições.
O que os portugueses querem saber desses partidos é o que vão fazer com os muitos votos que lhes deram.
Se for para continuarem a colocarem-se na posição de quem da governação foge como o diabo da cruz, então não terá valido de nada tal reforço eleitoral.


Em Penafiel o PS obteve um resultado eleitoral bem acima do da média nacional. Os 44,28% de votos que os Penafidelenses deram ao PS, se obtidos a nível nacional, seriam suficientes para que Portugal prosseguisse, com estabilidade, as reformas tão necessárias ao nosso desenvolvimento.

Esperam-nos tempos difíceis, em que a concertação na Assembleia da Republica será muito mais propensa para a constituição de maiorias negativas, de bloqueio, do que para maiorias construtivas.
A evolução da economia e do emprego, determinarão, em larga medida, a longevidade do próximo governo.
Se os ventos soprarem de feição, a legislatura saída destas eleições chegará ao seu termo, com mais ou menos sobressaltos. Se os ventos da crise que assolou o Mundo persistirem, é certo que, mais cedo do que será desejável, seremos chamados, de novo, a escolher os deputados da Republica.

Os resultados obtidos em Penafiel, sem dúvida, são um vento de esperança para a candidatura socialista à Câmara Municipal.

Em Penafiel, o PS obteve mais votos que a soma dos votos obtidos pelo PSD e pelo CDS/PP. Sei que as eleições autárquicas têm dinâmicas diferentes e que a pessoa dos candidatos assume uma especial relevância na hora da decisão eleitoral autárquica.

Todavia, partir com o apoio de 18.525 Penafidelenses é um bom, diria mesmo, um excelente, começo. Conseguir, em 11 de Outubro, a renovação da confiança de tantos Penafidelenses no PS, é meio caminho andado para a vitória.

Assim não, Sr. Presidente!

Sua Ex.ª o Senhor Presidente da República falou hoje ao país.
Quando toda a gente julgava ouvir do Presidente uma explicação para as alegadas escutas, foi surpreendido com um chorrilho de incompreensiveis acusações. Segundo o Presidente, altos dirigentes do partido do governo, procuraram trazê-lo para a disputa eleitoral, manipulando no sentido de criarem a ideia de que o Presidente estaria do lado do PSD. Terminou com a inacreditável desconfiança de que o seu correio electrónico é vulnerável. Quanto a esta desconfiança, cabe perguntar: não sabiam disso na Presidência? Não é todo o correio electrónico susceptível a vulnerabilidades? E o que é que isso tem a ver com as alegadas escutas?
Depois, quanto ao fundo da questão trazida pelo Sr. Presidente, se a razão de todo este caso estava na manipulação que o PS alegadamente pretendeu fazer, colando o Presidente ao PSD, porquê esperar tanto tempo para denunciar tais intenções?
Ao caso, às alegadas escutas, disse agora o Presidente que nunca falou nelas, o que equivale a dizer que as mesmas nunca foram motivo da sua preocupação. Se isso é assim, porque é que o Presidente não o disse há mais tempo e deixou no ar a ideia de que haveria problemas com questões de segurança?
Com esta lamentável declaração ao país Cavaco deixou claro que actuou fora da sua condição de PR. Que quis ou pelo menos deixou que da Presidência saíssem em defesa de um dos partidos concorrentes às eleições de 27 de Setembro, agindo com o deliberado propósito de prejudicarem o partido do Governo.
O mais preocupante é o Presidente da República achar que não é crime um dos seus assessores plantar uma noticia num jornal, inventado factos, criando intriga, sem qualquer preocupação para as relações entre duas das principais instituições da República: a Presidência e o Governo.
Faria bem melhor o Sr. Presidente se mantivesse o prometido silêncio. Se não tinha nada para dizer, melhor faria estar calado.

Sexta-feira, Setembro 11, 2009

Para quê escrever???


Este post segue exactamente o que diz o título. De que vale escrever sobre uma determinada denúncia da asfixia democrática, por parte de quem chegou a considerar que não devem ser os jornalistas a escolherem as notícias que dão. De que vale escrever sobre a asfixia democrática que existe no Continente e não existe na Madeira, porque na Madeira o Governante é eleito (pensava que também era no Continente). De que vale escrever sobre o patético silêncio do cada vez mais patético Presidente da República, sobre os excessos de linguagem do macaco da Madeira. De que vale escrever sobre o seguidismo acéfalo da claque JSD faz à líder do partido quando denuncia a tal asfixia democrática existente no Continente e ausente na Madeira.

De que vale falar disto tudo, quando o Jumento o faz....

A ler...

Segunda-feira, Setembro 07, 2009

Acefalia

Este é um local onde se pode observar, pela web, a acefalia crítica e profunda...

Eu sei que o voluntarismo deve ser incentivado, mas quando chega a este ponto, pode provocar graves danos neurológicos...

Notícia



Sameiro

Sameiro