No dia seguinte à noite das eleições europeias não faltou quem decretasse o fim do “Socratismo”.
O score eleitoral de 26,58% obtido pelo PS naquelas eleições, em contraponto com os 31,71% do PSD, sugeriu a muita boa gente que, com as eleições legislativas, o ciclo da governação socialista chegaria ao seu fim.
Enganaram-se!
O PS resistiu e saiu vencedor da noite eleitoral de 27 de Setembro, cabendo-lhe, por vontade dos portugueses, a difícil tarefa de governar Portugal, nos próximos quatro anos.
È certo que as condições que o País escolheu para ser governado são substancialmente diferentes das que resultaram das eleições de 2005.
Agora, teremos uma maior responsabilização dos demais partidos políticos que viram os eleitores reforçarem-lhes a sua legitimidade, conferindo-lhe mais mandatos. Não os suficientes para governarem, mas os indispensáveis para uma co-responsabilização da acção politica nos tempos que se vão seguir.
Não adianta de nada a quem viu reforçado o seu peso eleitoral proclamar vitória, quando, em contraponto, atesta a derrota de quem, afinal, ganhou as eleições.
O que os portugueses querem saber desses partidos é o que vão fazer com os muitos votos que lhes deram.
Se for para continuarem a colocarem-se na posição de quem da governação foge como o diabo da cruz, então não terá valido de nada tal reforço eleitoral.
Em Penafiel o PS obteve um resultado eleitoral bem acima do da média nacional. Os 44,28% de votos que os Penafidelenses deram ao PS, se obtidos a nível nacional, seriam suficientes para que Portugal prosseguisse, com estabilidade, as reformas tão necessárias ao nosso desenvolvimento.
Esperam-nos tempos difíceis, em que a concertação na Assembleia da Republica será muito mais propensa para a constituição de maiorias negativas, de bloqueio, do que para maiorias construtivas.
A evolução da economia e do emprego, determinarão, em larga medida, a longevidade do próximo governo.
Se os ventos soprarem de feição, a legislatura saída destas eleições chegará ao seu termo, com mais ou menos sobressaltos. Se os ventos da crise que assolou o Mundo persistirem, é certo que, mais cedo do que será desejável, seremos chamados, de novo, a escolher os deputados da Republica.
Os resultados obtidos em Penafiel, sem dúvida, são um vento de esperança para a candidatura socialista à Câmara Municipal.
Em Penafiel, o PS obteve mais votos que a soma dos votos obtidos pelo PSD e pelo CDS/PP. Sei que as eleições autárquicas têm dinâmicas diferentes e que a pessoa dos candidatos assume uma especial relevância na hora da decisão eleitoral autárquica.
Todavia, partir com o apoio de 18.525 Penafidelenses é um bom, diria mesmo, um excelente, começo. Conseguir, em 11 de Outubro, a renovação da confiança de tantos Penafidelenses no PS, é meio caminho andado para a vitória.>
O score eleitoral de 26,58% obtido pelo PS naquelas eleições, em contraponto com os 31,71% do PSD, sugeriu a muita boa gente que, com as eleições legislativas, o ciclo da governação socialista chegaria ao seu fim.
Enganaram-se!
O PS resistiu e saiu vencedor da noite eleitoral de 27 de Setembro, cabendo-lhe, por vontade dos portugueses, a difícil tarefa de governar Portugal, nos próximos quatro anos.
È certo que as condições que o País escolheu para ser governado são substancialmente diferentes das que resultaram das eleições de 2005.
Agora, teremos uma maior responsabilização dos demais partidos políticos que viram os eleitores reforçarem-lhes a sua legitimidade, conferindo-lhe mais mandatos. Não os suficientes para governarem, mas os indispensáveis para uma co-responsabilização da acção politica nos tempos que se vão seguir.
Não adianta de nada a quem viu reforçado o seu peso eleitoral proclamar vitória, quando, em contraponto, atesta a derrota de quem, afinal, ganhou as eleições.
O que os portugueses querem saber desses partidos é o que vão fazer com os muitos votos que lhes deram.
Se for para continuarem a colocarem-se na posição de quem da governação foge como o diabo da cruz, então não terá valido de nada tal reforço eleitoral.
Em Penafiel o PS obteve um resultado eleitoral bem acima do da média nacional. Os 44,28% de votos que os Penafidelenses deram ao PS, se obtidos a nível nacional, seriam suficientes para que Portugal prosseguisse, com estabilidade, as reformas tão necessárias ao nosso desenvolvimento.
Esperam-nos tempos difíceis, em que a concertação na Assembleia da Republica será muito mais propensa para a constituição de maiorias negativas, de bloqueio, do que para maiorias construtivas.
A evolução da economia e do emprego, determinarão, em larga medida, a longevidade do próximo governo.
Se os ventos soprarem de feição, a legislatura saída destas eleições chegará ao seu termo, com mais ou menos sobressaltos. Se os ventos da crise que assolou o Mundo persistirem, é certo que, mais cedo do que será desejável, seremos chamados, de novo, a escolher os deputados da Republica.
Os resultados obtidos em Penafiel, sem dúvida, são um vento de esperança para a candidatura socialista à Câmara Municipal.
Em Penafiel, o PS obteve mais votos que a soma dos votos obtidos pelo PSD e pelo CDS/PP. Sei que as eleições autárquicas têm dinâmicas diferentes e que a pessoa dos candidatos assume uma especial relevância na hora da decisão eleitoral autárquica.
Todavia, partir com o apoio de 18.525 Penafidelenses é um bom, diria mesmo, um excelente, começo. Conseguir, em 11 de Outubro, a renovação da confiança de tantos Penafidelenses no PS, é meio caminho andado para a vitória.>


