Penafiel conheceu, na passada semana, mais uma candidatura à sua Câmara Municipal, a do Bloco de Esquerda que será protagonizada pelo mesmo candidato de 2005.
Na sua apresentação, o candidato do Bloco nada disse aos Penafidelenses que estes já não lhe tivessem ouvido em 2005: tudo está mal em Penafiel e os responsáveis são os do costume, os autarcas do PSD/CDS o que é natural, por serem quem exerce o poder vai para oito anos e os do PS que o exerceram antes e durante vinte anos.
Com esta procura de culpados e justificação para as escolhas, um dia destes a culpa será de D. Afonso Henriques…
Para além disto, também como lhe é habitual, o candidato bloquista nada mais disse, o que não admira. O Bloco é pródigo em generalidades, que se acentuam nestas situações em que apresenta uma candidatura para marcar terreno, desconhecendo por completo a realidade do concelho.
De resto, sendo o candidato o mesmo de há quatro anos, será de lhe perguntar o que fez durante este tempo para tirar Penafiel da triste situação em que diz se encontrar? Convém ter presente que o Bloco, nos últimos quatro anos, não se pronunciou sobre nenhuma questão municipal e o seu candidato não foi visto em nenhuma reunião, assembleia ou evento realizado em Penafiel e que tivesse como motivo a politica municipal.
A candidatura do Bloco é, apenas, para marcar presença. Para afirmar a existência do Bloco. Utilidade para Penafiel e para os Penafidelenses, não tem nenhuma. Quando muito, podem servir para ajudar, com os poucos votos que, seguramente, terá, a coligação de direita…ou talvez não! Com estes “bloquistas” nunca se sabe. São de modas, sempre do contra. Desconfio que a vontade crónica e obsessiva que têm de “malhar”, estará muito mais dirigida para o PS que para o PSD/CDS!
Sejam, pois, bem-vindos, se não for muito incómodo, apresentem, pelo menos, meia dúzias de propostas. Das tais que sejam capazes de tirar Penafiel da triste situação de concelho “onde tudo está mal”.
Conhecido o candidato do Bloco, falta o que importa e que toda a gente está à espera: saber quem acompanhará o Dr. Alberto Santos e o Dr. Sousa Pinto na batalha eleitoral que se avizinha.
Há a curiosidade de saber como a coligação PSD/CDS irá resolver a questão dos homens excedentários. Fala-se que para a coligação a solução passará pelo regime da mobilidade. Tiram-se dois dos seus actuais vereadores, dá-se-lhes como garantida a vitória eleitoral e recambiam-se os mesmos para a promessa de uma assessoria, à semelhança do que aconteceu no primeiro mandato ou então, promete-se-lhes uma nomeação para uma das empresas municipais, agregada com a certeza de uma alteração do estatuto remuneratório dos respectivos Conselhos de Administração.
Dizem-me ser seguro que, verdadeiramente, não haverá alterações.
As substituições corresponderão a uma exigência legal e não passarão disso mesmo: o cumprimento de uma obrigação.
As alterações não terão, por isso, qualquer significado político e infelizmente as mulheres apenas integrarão a lista por força de uma lei com a qual não se concorda.
Serão meras figuras decorativas.
Oxalá que esteja enganado e que as senhoras que a candidatura PSD/CDS venha a apresentar sejam efectivas candidatas...
Do lado do PS, as escolhas dos “vereadores” do Dr. Sousa Pinto também serão muito importantes porque deixarão perceber as estratégias da candidatura e as suas reais possibilidades de afirmação eleitoral.
Igualmente condicionado pela obrigação de integrar mulheres na sua lista, a candidatura socialista terá aqui uma oportunidade de demonstrar a efectiva disponibilidade de todas as suas personalidades para integrarem um projecto que se acredita suficientemente mobilizador para produzir uma alternância de poder.
Espera-se que as escolhas recaíam sobre personalidades fortes da sociedade penafidelense. A integração de personalidades desse calibre demonstrará que no PS se acredita na vitória. Outras escolhas, naturalmente, terão um significado oposto.
Esperemos pois pela hora da apresentação de todos os candidatos.
Nesse dia, melhor se perceberá o cenário político que sairá das eleições de 9 de Outubro.
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