Quarta-feira, Junho 10, 2009

Apontamentos

I - João Almeida é um autarca que dedicou boa parte da sua vida à causa da sua terra, a freguesia de Guilhufe.
Ao serviço daquela freguesia, tornou-se num dos autarcas de referência do PS e no reconhecimento da excelência do trabalho desenvolvido, foi escolhido pelos socialistas de Penafiel para liderar a sua Comissão Politica Concelhia.

Foi Presidente da estrutura concelhia do PS, num período particularmente difícil, flagelado por divisões internas, cabendo-lhe a árdua missão de unir, de estabelecer pontes entre facções, de afirmar o interesse colectivo, em contraponto com as ambições particulares.


Contra os que dele esperavam a desistência, afirmou a sua liderança no respeito pelos estatutos do partido e com ele, o partido não resvalou para golpes de gabinete…

Nas eleições autárquicas de 2005, João Almeida colocou um ponto final na sua longa carreira de autarca de freguesia, aceitando o convite que lhe fiz para integrar a lista de candidatos do PS à eleição para a Câmara Municipal.

Na sua freguesia, Guilhufe, os eleitores reconhecendo a capacidade de João Almeida, deram ao PS a vitória que só alcançou em mais duas freguesias.

No próximo dia 14, este autarca do PS vai ser homenageado, por iniciativa da Freguesia de Guilhufe, numa decisão que mereceu a convergência unânime de todos os que integram os dois órgãos daquela freguesia: a Junta e a Assembleia.

Se há autarca em Penafiel que merece esta homenagem, é João Almeida.
São vinte e cinco, os anos que João Almeida leva de dedicação empenhada à causa autárquica.
O desenvolvimento de Guilhufe deve muito à dedicação deste homem.
O PS/Penafiel tem nele, uma das suas principais referências.

No dia 14, lá estarei para agradecer a João Almeida o seu exemplo de dedicação e de empenhamento, ao serviço da sua e da nossa terra.

II – No passado domingo, tivemos o primeiro dos três actos eleitorais que vão decorrer este ano.

Como era previsível a abstenção foi a grande vencedora.
Os eleitores, mesmo em momento de crise como aquele em vivemos, em que as razões para votar deveriam pesar, preferiram o comodismo ao exercício daquele dever cívico.
O alheamento e a indiferença voltaram a ser a imagem de marca destas eleições.
E, desta vez, até o tempo ajudou a temperar a tentação de uma voltinha domingueira que justificasse a tentação de ir para paragens mais longínquas que a mesa de voto.
Depois queixam-se dos políticos que temos, da crise, da incapacidade para resolverem os nossos problemas. Mas que querem, senão são capazes de um pequeno esforço para que os eleitos sejam os que se têm como os melhores?
Com povos conformados e alheados, nunca haverá boa governança, seja ela nacional ou europeia.
Estas eleições representam para o PS, (o grande derrotado), um sinal e um alerta.
Os números da abstenção são um sinal do descontentamento dos portugueses e da sua falta de esperança.
Um alerta porque os resultados obtidos pelo PS deixam tudo em aberto para as legislativas, quando, até aqui, a única questão que se colocava era a de saber se PS ganharia com ou sem maioria absoluta.
A incógnita, agora, é saber quem vai sair vencedor das próximas eleições.
Por mim, temo que o cenário europeu, mesmo com a alteração do vencedor, se volte a colocar e que, com ele, Portugal se torne num país ingovernável...

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Sameiro

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