Terça-feira, Dezembro 23, 2008

Porque é Natal

Dizia sua Excelência o Senhor Presidente da República que esta é uma época em que se deve colocar entre parêntesis as divergências, as disputas, tudo o que divide.

Na verdade, este é um tempo, em que os Homens, pelo menos os de boa vontade, reservam para a confraternização. Se sentem em paz. Querem de esperança.

Por assim ser, é que se cantava que “o Natal é quando o Homem quiser”.

Pena que o Homem só queira o Natal uma vez por ano e, as mais das vezes, a fingir, no espírito e no gesto.

Falavam-nos, há dias, as televisões que são cada vez mais os idosos que depois de internados em instituições hospitalares, não têm familiares que os queiram quando lhes é dada alta médica.

Esses idosos curados da doença, ficam presos ao pior dos males que é o abandono, a solidão.

Curados do corpo, vivem a tortura da solidão, o sentimento do abandono. Afinal, continuam a precisar do hospital, não pelos males do corpo, mas pela pior das doenças, a da alma.

Quantos destes idosos, não sonharão com o Natal na esperança que aqueles que amaram, acarinharam, trataram, cuidaram, deram a vida, lhes batam à porta, lhes dêem a mão e lhes digam:
È natal.
Vamos para casa.
A sua família espera-o.



Quando era miúdo, a minha avó, fingindo lembrar-se de tempos que não eram dela, dizia-me que, antigamente, os filhos, quando os pais eram velhos, levavam-nos para o monte e lá os deixavam sozinhos, para morrerem.

Pensavam os filhos daqueles idos tempos que aqueles velhos pais já nenhuma serventia lhes tinham. Afinal, faltava-lhes a força para o trabalho. Eram apenas mais uma boca para sustentar.

Dizia-me a minha avó, que fazia fé no que lhe tinha dito a sua velha avó, que assim foi até ao dia em que um filho, num gesto que queria de carinho, levou o velho pai ao monte para lá o deixar à espera que a morte o levasse. Condoído com a má sorte do pai, quis deixar-lhe uma velha manta para que ele se agasalhasse do frio que era muito. O velho pai, agradecido e homem sábio, foi à manta e rasgou-a em duas partes iguais. Ficou com uma parte para si e a outra entregou-a ao filho. O filho não percebeu o gesto do pai e perguntou-lhe:
Para que me dás tu, meu pai, metade da manta, se eu vou para o quente da minha casa e és tu que aqui ficas, neste monte tão frio?!
Respondeu-lhe o pai: “Essa metade da manta não precisas dela, agora. Dou-ta para que a entregues ao teu filho e lhe lembres que quando chegar a tua vez de para aqui vires, então, ta dê! Porque é verdade, meu filho, sem a metade da manta, não sei se conseguiria viver para além desta noite!
Caindo em si, o filho pegou no velho pai e levou-o de volta a casa. Lugar donde, estava ele certo, nunca deveria ter saído!

Nos dias de hoje, começa a ser, de novo, tempo para os avós contarem aos netos a história do velho e da manta, para que os filhos não se esqueçam que também, um dia, serão avós e que, o que agora fizerem, será o que amanhã receberão.

È inegável o investimento das nossas autarquias no ensino.
É evidente o salto qualitativo que a nossa região deu no que às infra-estruturas escolares diz respeito. A qualificação das novas gerações é substancialmente superior à das gerações mais idosas. Longe vão os tempos em que a maioria era constituída por iletrados, senão mesmo analfabetos.
Essa batalha foi ganha.

Faltam-nos ganhar a batalha do apoio e do respeito para com os mais velhos.
Que o novo ano nos traga a esperança de que essa batalha começará a ser ganha.

No ano de todas as eleições que os novos projectos não se esqueçam de privilegiar o apoio aos mais idosos.

A todos os leitores, os meus votos de um santo natal e de um novo ano com muita saúde, muita força e determinação para que todas as dificuldades da vida sejam vencidas.



Sábado, Dezembro 20, 2008

Porque é Natal

Dizia sua Excelência o Senhor Presidente da República que esta é uma época em que se deve colocar entre parêntesis as divergências, as disputas, tudo o que divide.
Na verdade, este é um tempo, em que os Homens, pelo menos os de boa vontade, reservam para a confraternização. Se sentem em paz. Querem de esperança.
Por assim ser, é que se cantava que “o Natal é quando o Homem quiser”.
Pena que o Homem só queira o Natal uma vez por ano e, as mais das vezes, a fingir, no espírito e no gesto.
Falavam-nos, há dias, as televisões que são cada vez mais os idosos que depois de internados em instituições hospitalares, não têm familiares que os queiram quando lhes é dada alta médica.
Esses idosos curados da doença, ficam presos ao pior dos males que é o abandono, a solidão.
Curados do corpo, vivem a tortura da solidão, o sentimento do abandono. Afinal, continuam a precisar do hospital, não pelos males do corpo, mas pela pior das doenças, a da alma.
Quantos destes idosos, não sonharão com o Natal na esperança que aqueles que amaram, acarinharam, trataram, cuidaram, deram a vida, lhes batam à porta, lhes dêem a mão e lhes digam:
È natal.
Vamos para casa.
A sua família espera-o.



Quando era miúdo, a minha avó, fingindo lembrar-se de tempos que não eram dela, dizia-me que, antigamente, os filhos, quando os pais eram velhos, levavam-nos para o monte e lá os deixavam sozinhos, para morrerem.
Pensavam os filhos daqueles idos tempos que aqueles velhos pais já nenhuma serventia lhes tinham. Afinal, faltava-lhes a força para o trabalho. Eram apenas mais uma boca para sustentar.
Dizia-me a minha avó, que fazia fé no que lhe tinha dito a sua velha avó, que assim foi até ao dia em que um filho, num gesto que queria de carinho, levou o velho pai ao monte para lá o deixar à espera que a morte o levasse. Condoído com a má sorte do pai, quis deixar-lhe uma velha manta para que ele se agasalhasse do frio que era muito. O velho pai, agradecido e homem sábio, foi à manta e rasgou-a em duas partes iguais. Ficou com uma parte para si e a outra entregou-a ao filho. O filho não percebeu o gesto do pai e perguntou-lhe:
Para que me dás tu, meu pai, metade da manta, se eu vou para o quente da minha casa e és tu que aqui ficas, neste monte tão frio?!
Respondeu-lhe o pai: “Essa metade da manta não precisas dela, agora. Dou-ta para que a entregues ao teu filho e lhe lembres que quando chegar a tua vez de para aqui vires, então, ta dê! Porque é verdade, meu filho, sem a metade da manta, não sei se conseguiria viver para além desta noite!
Caindo em si, o filho pegou no velho pai e levou-o de volta a casa. Lugar donde, estava ele certo, nunca deveria ter saído!

Nos dias de hoje, começa a ser, de novo, tempo para os avós contarem aos netos a história do velho e da manta, para que os filhos não se esqueçam que também, um dia, serão avós e que, o que agora fizerem, será o que amanhã receberão.

È inegável o investimento das nossas autarquias no ensino.
É evidente o salto qualitativo que a nossa região deu no que às infra-estruturas escolares diz respeito. A qualificação das novas gerações é substancialmente superior à das gerações mais idosas. Longe vão os tempos em que a maioria era constituída por iletrados, senão mesmo analfabetos.
Essa batalha foi ganha.
Faltam-nos ganhar a batalha do apoio e do respeito para com os mais velhos.
Que o novo ano nos traga a esperança de que essa batalha começará a ser ganha.
No ano de todas as eleições que os novos projectos não se esqueçam de privilegiar o apoio aos mais idosos.

A todos os leitores, os meus votos de um santo natal e de um novo ano com muita saúde, muita força e determinação para que todas as dificuldades da vida sejam vencidas.

Sábado, Dezembro 13, 2008

“Novo Rumo”


O PS/Penafiel já está em pré-campanha para as eleições autárquicas 2009.
As ruas da cidade já sentem o cheiro da azáfama dos socialistas empenhados em dar “um novo rumo” ao concelho.

Pelos primeiros sinais, parece que se continuará a insistir na ideia de que o actual executivo não passa de uma “Comissão de Festas”.

Porém, essa foi uma acusação vista e repetida vezes sem conta em anos anteriores e que não deu resultados. Pelo contrário. Estou mesmo convencido que insistir nessa tecla é contribuir para o reforço da imagem do executivo liderado por Alberto Santos.

A tese de que este executivo é só “comes, bebes e festarolas” para além de não corresponder à ideia que a generalidade dos eleitores tem da actual Câmara Municipal, não é intuída por eles como negativa e parece-me mesmo que vai de encontro ao seu gosto. Basta atentar no êxito do festival da Agrival para perceber que não é por aí que a alternância se começará a conquistar.

Para o PS o importante é preparar boas candidaturas às Juntas de Freguesia.
Para além de muitos outros erros cometidos em 2005, o verdadeiro calcanhar de Aquiles da nossa candidatura foi a fraqueza dos projectos apresentados para uma boa parte das freguesias e, uma ou outra, traiçãozita de alguns que não resistiram a fazer o jogo de quem tem o poder e quando o poder parece estar de pedra e cal, a tentação é grande.

Fechar as candidaturas nas freguesias, comprometer com o projecto municipal os Presidentes de Junta de Freguesia é imprescindível para quem aspira a ganhar.

Ter candidaturas de Freguesia enfraquecidas ou recandidaturas de Presidentes de Junta mais preocupados com a reeleição que numa conjugação de esforços com a candidatura municipal é meio caminho para um resultado aquém do pretendido.

As eleições ganham-se ou perdem-se nas freguesias à volta da cidade ou se quisermos ser mais abrangentes, naquelas que situam no espaço geográfico de um triângulo que terá por vértices Penafiel, Paço de Sousa e Rio de Moinhos. Será aqui que a sorte do PS se jogará. Recuperar Penafiel e aumentar substancialmente os resultados em Rio de Moinhos, será mais de meio caminho para ganhar as eleições.

È claro que não se pode repetir o resultado de Rans, onde o alinhamento dos “Covilhões” tem muita força. Esta é uma freguesia a merecer um especial cuidado e, naturalmente, não desprezar aquelas que em 2005 resistiram à avalanche da coligação “Penafiel Quer”. Essas freguesias, para manter a chama da esperança da vitória, têm, necessariamente, que continuar bastiões, também deste PS, que se quer de “novo rumo”.

Depois é preciso um projecto mobilizador que faça acreditar as pessoas que é mesmo preciso mudar, que é necessário dar ao concelho o tal “novo rumo”.

O Dr. Sousa Pinto tem, em relação à candidatura de 2005, a grande vantagem da notoriedade. Haverá muito poucos eleitores que não saibam quem ele é.
É uma candidatura muito esperada e desejada por muitos daqueles que estiveram com o PS em 1993 e 1997 e penso que pode mesmo ir para além do tradicional eleitor socialista.
È certo que no PS, haverá quem não se tenha esquecido de 2001 e para esses, o Dr. Sousa Pinto tem que dirigir um especial e suplementar esforço, isto se achar que os apoios que eles podem representar lhe acrescenta alguma mais-valia eleitoral.

Aos olhos de muitos socialistas, o Dr. Sousa Pinto é o seu candidato natural.
É o candidato que lhes lembra as vitórias.

E os que em 2005 não estiveram com o Dr. Sousa Pinto, agora, (e para isso muito contribuíram os resultados eleitorais das eleições daquele ano), estão prontos para lhe dar a oportunidade que então lhe negaram.

Nas circunstâncias actuais da vida política concelhia, o Dr. Sousa Pinto é o melhor candidato que o PS poderia apresentar às próximas eleições autárquicas.

Não bastava uma vez...

Não bastava um número absurdo de deputados terem faltado a uma votação em plenário, que voltaram a fazer gazeta e aconteceu isto. Depois destes acontecimentos, isto não é novidade nenhuma.

Ser deputado é na realidade uma profissão com bastantes regalias. Como é que se chega lá?

Sameiro

Sameiro