Terça-feira, Maio 30, 2006

Cobardia e mediocridade, sempre de mãos dadas.

A Maldade Espiritualiza-se

"O julgamento e a condenação morais são a vingança predilecta dos espíritos tacanhos para com os que são menos, além de uma espécie de indemnização por terem sido mal dotados pela natureza, e finalmente uma oportunidade de eles próprios obterem espírito e tornarem-se finos: - a maldade espiritualiza-se. Bem no fundo do coração agrada-lhes que exista um padrão que ponha ao seu nível os abundantemente dotados de bens e privilégios de espírito: - lutam pela «igualdade de todos perante Deus» e para isso é que quase precisam da fé em Deus".Friedrich Nietzsche, in “Para Além de Bem e Mal”



O Grande Engano da Mediocridade

"O grande engano da mediocridade! Este é um alerta para os nossos dias. O fácil, o imediato, o que dá para todos, o que passa por democrático, o que está 'benzinho' e mediano, parece, tantas vezes, a solução. Não fazer ondas, ceder, ir pelo mais ou menos, vale tudo desde que não chegue cá o incómodo: este é o retrato dos desiludidos! Nivelar por baixo não é caminho, é engano."
(Padre) Vasco Pinto de Magalhães, in ”Não Há Soluções, Há Caminhos”


Estes pensamentos vêem a propósito dos comentários que ultimamente aqui têm sido deixados. Há gente, que na falta de saber fazer, se ocupa, insultando. Não sendo capazes de produzir uma frase útil que seja, esgotam-se na arte de mal dizer!

Coitados!...

Merecem-nos pena!!! È a timidez que faz, com que se agachem na clandestinidade do anónimato.

Alguns deles, acham-se com piada.

Tolos!!!

Não passam de pobres idiotas.

Domingo, Maio 28, 2006

Jornal de Noticias festeja aniversário





O JN de Penafiel festejou, este fim-de-semana mais um aniversário. A grande novidade deste aniversário do JN foi a participação do PS nesse evento, com a participação do Presidente da Comissão Politica e de vários autarcas que, em anúncios, para além das normais felicitações, consagram o JN Penafiel como um baluarte da isenção informativa e do pluralismo de opinião.

Realmente só outro PS que não aquele que esteve nas últimas autarquicas pode ver no actual JN Penafiel um exemplo de rigor, isenção e pluralismo.

O PS que disputou as últimas eleições autárquicas não esquece a forma como o anterior director daquele Jornal foi despedido. Não esquece a cobertura jornalística que aquele jornal fez daquele acto eleitoral. Não esquece a campanha orquestrada que esse jornal moveu contra a nossa candidatura, inventado a criação de um concelho, atribuindo-me o patrocínio de um movimento que não existiu e que, muito menos, eu tenha fomentado, como me acusou.

Eu sei que as pessoa do PS que agora participam neste coro de loas a um rigor e isenção de um jornal que bem sabemos ao serviço de quem está, pouco ou nada tiveram a ver com essas eleições. Não foi por acaso que, na última Assembleia Municipal, o líder da banca do PS, disse que antes, referindo-se ao antes da nova Comissão Politica, existiam dois PSs. Ele lá sabe qual era o dele. Agora, começa a perceber-se melhor o que ele queria dizer com tal afirmação.

Estamos em 2006. Vamos esperar por 2007/2008 e vamos ver o que é que então estas pessoas do PS dirão do Noticias de Penafiel. Oxalá que não tenham as razões de queixa que as pessoas, do PS que participaram nas últimas auqtarquicas tiveram. Queixas fundamentadas, como, de resto, lhes foi reconhecido pela Alta Autoridade Para a Comunicação Social.

De qualquer das formas, não deixa de ter significado este envolvimento do PS no aniversário do JN Penafiel. Ele mostra bem as solidariedades que o PS não tem. Nesta como noutras coisas, resulta à saciedade que no PS/Penafiel de hoje, a solidariedade e a lealdade, são palavras sem qualquer significado.

Quanto às felicitações ao Jornal, essas também as queremos dar e fazer votos para que o JN/Penafiel volte ao espírito do saudoso Sr. Silveira, fazendo jus, à máxima que o norteou durante muitos anos: "não somos contra ninguém, nas somos contra muita coisa". Assim seja, por muitos e bons anos. Agora como está, não obrigado.

Terça-feira, Maio 23, 2006

Aterro Sanitário de Penafiel

Segundo informação prestada pela empresa responsável pela gestão do aterro sanitário de Penafiel (AMBISOUSA), estão em estudo dois projectos de ampliação daquela infraestrutura.

Ora, tal pretensão da AMBISOUSA não pode deixar-nos indiferentes.

Foi prometido à população das freguesias da situação do aterro pela ex-Associação de Municipios do Vale do Sousa, hoje Comunidade Urbana, que o prazo da sua validade seria de 10/12 anos. Que não sofreria qualquer aumento. Que, em tempo útil, seria encontrado, no municipio de Paredes, um local para a construção de um novo aterro.

Neste processo, os responsáveis politicos do nosso concelho e os responsáveis da agora denominada Comunidade Urbana do Vale do Sousa, já faltaram tantas vezes à verdade e já trairam tantas vezes os compromissos assumidos que nada, mesmo nada, nesta matéria, já nos admira.
Esta atitude da AMBISOUSA, tomada ao arrepio da vontade das Juntas de Freguesia de Rio Mau e de Sebolido e das suas populações, demonstra a falta de sentido de compromisso que, infelizmente, tem sido a marca da gestão do aterro sanitário de Penafiel.

Temos que tratar os nossos residuos sólidos urbanos. Esta infraestutura que ninguém quer, tem que ficar em algum lado. Tudo isto é verdade. Mas não há nenhuma razão que se possa evocar, se não se é capaz de honrar os compomissos assumidos.

Quem não respeita, não pode esperar ser respeitado. Não se admirem por isso, se um dia destes, os conflitos que marcaram o arranque do aterro sanitário regressarem. Quem não quer tempestades, não deve semear ventos. A necessidade não deve levar à arrogancia. É preciso saber fazer, para que as pessoas possam compreender. O quero, posso e mando, costuma dar maus resultados.
Enquanto os estudos decorrem, esperemos que o Presidente da Câmara Municipal de Penafiel não se esqueça de dizer ao Presidente da Comunidade Urbana do Vale do Sousa que na sua terra, a palavra tem o valor de escritura e que, por isso, os compromissos são para cumprir, como, de resto, sempre afirmou o candidato à Presidencia da nossa Câmara Municipal, Dr. Alberto Santos!

Sábado, Maio 20, 2006

De Novelas


Em Novelas hoje foi dia de festa.


Depois de muita luta da Junta de Freguesia de Novelas, o moinho que é um "ex-libris" da freguesia e do rio sousa, concluídas as obras de recuperação a que foi submetido, foi inaugurado.
Os Novelenses recuperarm uma parte do seu passado, permitindo aos mais novos a presença da memoria das gerações passadas e da importancia que o rio sousa teve na vida daquela comunidade.
A Junta de Freguesia, pela voz avisada do seu Presidente, surpreendeu com a apresentação de um projecto que visa ampliar a zona de lazer contígua ao moinho, aumentando a sua àrea em mais 400 m2. Oxalá, a Câmara Municipal saiba estar à altura do desafio e, como agora fez, seja parceira neste novo desafio que esta laboriosa freguesia lhe fez.
Entretanto, é desejável que a Câmara Municipal atente na urgência de melhorar a estrada que liga a sede do concelho a Novelas. O pavimento está em estado de acentuada degradação, impondo a necessidade de urgente intervenção. Durante a campanha eleitoral esta foi uma das prioridades por nós enunciadas e que o actual Presidente se comprometeu a resolver.
É tempo de cumprir o prometido, porque a necessidade assim o obriga.

Todo o Esforço se Desvia

Ontem houve reunião da Comissão Politica Concelhia (CPC).
Depois das eleições internas foi a 1.ª vez que participei numa reunião do PS. Participei, porque finalmente se lembraram de me convocar. E, sinceramente, gostei do que ouvi. Não fosse aquela parte de uma intervenção que mandou todos os "blogueiros" para o raio que os parta, (logo também este) e teria saído satisfeito da reunião. Aquela parte deixou no ar a ideia de algumas coisas mal resolvidas. Como seria bom que o PS deixasse de ser, como afirmou o lider da bancada municipal, dois, para passar a ser um só. Esse, hoje, como ontem será o meu propósito e depois da reunião da CPC , fiquei com a sensação de que esse dia está próximo.
Entretanto, para os mais impacientes, deixou-lhes esta reflexão, certo das dificuldades que nos esperam, mas convicto de que só não atingiremos os objectivos que ontem foram enunciados se não quisermos:
"Todo esforço, qualquer que seja o fim para que tenda, sofre, ao manifestar-se, os desvios que a vida lhe impõe; torna-se outro esforço, serve outros fins, consuma por vezes mesmo o contrário do que pretendera realizar. Só um baixo fim vale a pena, porque só um baixo fim se pode inteiramente efectuar. Se quero empregar meus esforços para conseguir uma fortuna, poderei em certo modo consegui-la; o fim é baixo, como todos os fins quantitativos, pessoais ou não, e é atingível e verificável. Mas como hei-de efectuar o intento de servir minha pátria, ou alargar a cultura humana, ou melhorar a humanidade? Nem posso ter a certeza dos processos nem a verificação dos fins."

Fernando Pessoa, in 'O Livro do Desassossego'.

Quarta-feira, Maio 03, 2006

PDM

A Câmara Municipal de Penafiel, mais uma vez, prepara-se para adiar a aprovação do Plano Director Municipal.

Na próxima reunião de Câmara, a realizar no dia 4, vai a discussão uma proposta de nova discussão pública do PDM. São essencialmente dois os argumentos aduzidos pela maioria municipal para justificar aquela proposta: a aprovação do "Plano de Reordenamento da Albufeira de Lever-Crestuma" e o número significativo de reclamações atendidas à prosposta de PDM submetida a discussão.
Porém, ha uma outra questão que importa considerar para perceber o alcance desta proposta.
A Câmara Municipal, na questão do PDM, como na da água e do saneamento, fez mal o seu trabalho. Não teve em conta as criticas que, em sede própria e em devido tempo foram, apresentadas e agora, não lhe resta outra solução que não seja lançar mão deste expediente para evitar males maiores.
O certo é que a proposta de PDM que a CMP colocou em discussão enfermava de uma deficiência que o condenava a este fim: a falta da carta do ruído.
Esta é a verdade que a maioria Municipal pretenda que não seja conhecida dos municipes, porque ele evendencia bem a forma como a CM tratou desta questão. Melhor dizendo, esta proposta demonstra como o Presidente da Câmara e a maioria que o sustenta, faltaram à verdade na campanha eleitoral para as eleições autarquicas de 2005.
Nessa altura, já era conhecida a existencia de um "Plano de Ordenamento" para a albufeira de Lever-Crestuma.
Nessa altura já eram conhecidas as mais de 1.000 reclamações apresentadas. ~
Nessa altura já era conhecida a obrigação de submeter a discussão pública a carta do ruído.
Porém, nada disso inibiu o Presidente da Câmara de prometer para este ano a aprovação e entrada em vigor do novo PDM.
A verdade, é que ainda não é desta que teremos PDM e, se a CMP persisitir neste método de trabalho, lá mais para diante, teremos novo adiamento. Dessa vez será a falta da carta de ruído a justificar mais uma nova proposta de discussão publica.
Esta situação de retardamento na aprovação de um documento essencial ao ordenamento do território interessa a alguns. É que, entretanto, os novos licenciamentos de obras particulares, vão sendo feitos, segundo o livre arbitrio da maioria municipal. Há quem por não haver PDM se vá safando a construir o que, com o PDM aprovado, não construíria...E há os que pagam as favas pela inexistência de um PDM aprovado...E há ainda aqueles licenciamentos que, segundo o Presidente da Câmara, são aprovados tendo em conta um PDM que ainda está em discussão.
Em Penafiel manda a vontade de quem tem o poder. Constrói quem o poder quer e como o poder manda.
E como isto dá jeito a muita gente...

Segunda-feira, Maio 01, 2006

O Obstáculo Invisível

O PS no dia 24 de Abril, no Restaurante "O Paço" em Rio de Moinhos realizou, como habitualmente, um jantar convivio de militantes para comemorar Abril. Os palestrantes lá foram dizendo o que queriam de Abril para Penafiel, até que, um deles, aproveitou a sua liberdade, para desancar na liberdade dos outros, naqueles que não quiseram ou não puderam estar presentes. Proclamou ele, com grande solenidade: "Deixa-nos trabalhar e ponham-se a andar". Não falava de adversários politicos, falava de camaradas de partido. E logo ele palestrante que tão pouco trabalhou para o PS e para Penafiel. Mas agora quer trabalhar, ainda bem. A ele dedico esta reflexão:


"As forças do homem não são concebidas como uma orquestra. No homem é necessário que todos os instrumentos toquem constantemente com toda a sua força. Não foram destinados a ouvidos humanos e não dispõem da duração de uma noite de concerto durante a qual cada instrumento pode esperar para se fazer valer. Por vezes parece que as coisas serão assim: tu tens tal tarefa a cumprir, dispões de tantas forças quantas são necessárias para a levar a bom termo (nem muito, nem muito pouco, sem dúvida te é necessário concentrares-te, mas não tens que estar ansioso), com bastante tempo teu e boa vontade para o trabalho, onde está o obstáculo ao êxito da imensa tarefa? Não percas tempo a procurá-lo, talvez não exista. "
Franz Kafka, in 'Meditações'

Sameiro

Sameiro