Quinta-feira, Novembro 26, 2009

Poderes ocultos

A comunicação social ou uma certa comunicação social tem, nos últimos tempos, insistido em envolver a pessoa do Primeiro-Ministro em casos judiciais mediáticos, procurando, obcecadamente, criar nos portugueses a ideia de que o Primeiro-Ministro de Portugal não é pessoa em quem se deva confiar.
Diga-se que este propósito, em boa parte, foi conseguido.
Não falta quem nos diga, como evidência da “culpa” do Primeiro-Ministro, que “não há fumo sem fogo”,“que não há memória de um Primeiro-Ministro com tantas notícias a colocarem-no em causa”.
Quando contrapomos a esses o facto de, até agora, em nenhum desses processos haver sequer indícios que justifiquem aquelas noticias, retorquem-nos que alguma razão há-de haver para que assim se fale.
E depois, segue-se o contra-ataque, apontando o dedo às teses dos que vêem nessa “perseguição”, razões de ordem político-partidária, acusando-os de propagandearem teses mirabolantes, atentatórias da dignidade daqueles que no Estado têm a função de investigar e de julgar.
Para esses, essa é a única dignidade que importa.
A dignidade dos que no Estado têm a função de governar, para nada lhes interessa. Presumem, aliás, que governante não é pessoa confiável.
E assim anda dividido o País.
De um lado os que acreditam na inocência do Primeiro-Ministro e que as noticias que aqui e ali vão surgindo, colocando em causa essa inocência, mais não são do que resultado de “infiltrados” que não olham a meios para atingirem os fins e que querem pela via do terrorismo politico conseguir o que não almejaram pela via eleitoral.
Do outro, os que vêem naquelas noticias o fumo, do fogo que não conhecem, mas que não duvidam que haja, por acreditarem que se se fala do Primeiro-Ministro tanto e por tão más razões, então é porque alguma ele há-de ter feito.

Pelo meio, há sempre tempo para aturar uma senhora que insiste na falta de liberdade, no país amordaçado e que nos aponta como céu, as boas práticas do senhor da Madeira.
Mas, para essa, o País tem toda a paciência do mundo, até porque já não há ninguém que lhe ligue. Todos sabem que a dita senhora politicamente não existe e que o seu tempo, é só o da espera de quem a substitua.

Querem saber, é do destino das escutas ao Primeiro-Ministro.
Pouco importa o próximo orçamento do Estado. As grandes opções para os próximos tempos. A taxa de desemprego que galopa. A recuperação económica que tarda. O défice que derrapa.
Que importam essas pequenas questões?!
O que País quer é saber se as escutas vão ou não ser publicadas.
A sua legalidade ou ilegalidade, também, de nada interessa.
Quando muito serve para entreter os juristas em grandes discussões que nada esclarecem, apenas servindo para descredibilizar a justiça e enraizar o dito popular de que “cada cabeça sua sentença”.
Irremediavelmente, a política entrou que nem um furacão pela justiça dentro e deu-lhe cabo das réstias de credibilidade que ainda mantinha.
Seja qual for o destino dos dois casos mais mediáticos da justiça, o chamado “caso Freeport”, ou o agora chamado “caso Face Oculta”, o que eles já deixaram claro foi que a justiça se deixou instrumentalizar pela política e que a politica se serve da justiça como arma de arremesso.
A forma como a justiça se deixou enrolar, num e noutro destes casos, pelos interesses políticos, não augura nada de bom.
A independência da Justiça está mais que comprometida aos olhos do povo, em nome de quem é exercida, e as decisões judiciais que nestes casos se venham a tomar, ficarão envoltas na suspeição de que as suas motivações não foram exclusivamente alicerçadas na defesa do Direito.
A pairar sobre elas, estarão sempre interesses políticos, movidos por poderes ocultos que ninguém consegue desvendar, apesar dos rastos deixados pelas sucessivas violações do segredo de justiça.
E assim anda entretido o país!

Quarta-feira, Novembro 11, 2009

Sinais…

Alberto Santos inicia o último dos seus mandatos com uma novidade. Contrariamente ao que aconteceu nos últimos dois mandatos, neste, a Câmara Municipal de Penafiel não terá vice-presidente.
Este facto a que ninguém deu, até agora, relevância, é, do meu ponto de vista, de grande importância para perceber as dinâmicas que se vão estabelecendo no xadrez da coligação que governa Penafiel.
Sabemos todos que, em 2013, por força da limitação de mandatos, o PSD ou a Coligação, terão, necessariamente que encontrar uma alternativa ao actual Presidente de Câmara.
A composição da Câmara Municipal em exercício e, em especial, a feitura da lista da Coligação Penafiel/Quer, demonstraram que o parceiro da coligação, o CDS/PP tem nela uma presença e um peso político substancialmente superior ao seu valor eleitoral. Ao eleger dois vereadores e o Presidente da Assembleia Municipal, o CDS obtém pela via negocial, um peso político que dificilmente alcançaria pela via da vontade dos eleitores. Some-se a esse peso político a importância que na distribuição de pelouros foi dada ao Vereador do CDS Antonino de Sousa, que destrona Mário Magalhães na condição de super-vereador, e fica-se com a dimensão da importância que Alberto Santos dá ao seu parceiro de coligação.
Olhando para a composição da lista de candidatos da Coligação à Câmara Municipal, à distribuição de pelouros e aos tempos atribuídos a cada um dos vereadores, percebe-se que Alberto Santos tivesse optado por, formalmente, não indicar vice-presidente.
No PSD seguramente não se compreenderia que esse papel fosse assumido pelo n.º 2 da lista da Coligação, uma personalidade do CDS e a n.º 3 e segunda indicação do PSD, não tendo disponibilidade para desempenhar as funções de Vereadora a tempo inteiro, não seria aceitável que, em face de tal indisponibilidade, lhe fosse confiada a vice-presidência. Nesta perspectiva, a vice-presidência iria cair no colo do Vereador Mário Magalhães. Esse papel, porém, não o quis Alberto Santos destinar a este Vereador, sinal evidente de que o ex-super vereador já teve melhores dias no seio da Coligação...


Analisando a distribuição de pelouros e comparando essa distribuição com a do mandato anterior, percebe-se que Alberto Santos não tenha designado vice-presidente.
Não podendo ou não querendo atribuir esse papel a Antónino de Sousa, o verdadeiro número dois da Câmara Municipal, Alberto Santos deixou claro o organigrama da sua Vereação na distribuição dos pelouros.
Antonino de Sousa com os pelouros que lhe foram atribuidos, é, sem margem para qualquer dúvida, o primeiro de todos os demais Vereadores de Alberto Santos. Na pratica, o seu vice-presidente.

Claro que o PSD não pode admitir publicamente esta realidade. A dimensão eleitoral do CDS não permite que Alberto Santos assuma perante os seus companheiros tal condição. No entanto, os factos estão aí e as leituras politicas que desses factos se podem fazer, permitem concluir que Mário Magalhães dificilmente será o substituto de Alberto Santos quando as escolhas eleitorais para 2013 forem conhecidas.
Com esta decisão de não escolher vice-presidente e com a distribuição de pelouros que fez, Alberto Santos quis e consegui travar naturais impulsos de todos aqueles que no PSD procuram posicionar-se para 2013 e deixou abertas as portas da esperança dos que vêem em Antonino de Sousa o sucessor natural de Alberto Santos, pese embora a sua condição de dirigente do CDS, o parceiro anão da Coligação Penafiel/Quer.

As escolhas de Alberto Santos deixam claro que este mandato será mais que nunca, um mandato virado para o novo ciclo eleitoral que em 2013 se iniciará.

É tendo em conta este contexto que o PS/Penafiel terá que pensar e agir, sendo certo que pelo ar da carruagem, para o lado da Coligação este mandato vai ser bem diferente do anterior e as proclamadas unidades sempre presentes quando se é poder, começarão, inevitavelmente, a dar sinais de erosão.

Todavia, ainda é muito cedo para que no PS se espere que o poder municipal lhe caia no regaço por força de uma qualquer desagregação da actual maioria.

O PS vai ter que fazer pela vida e demonstrar, mais por actos do que por palavras, de que está à altura de merecer a confiança dos Penafidelenses.

Estes próximos quatro anos prometem.
Vai valer a pena andar por aqui!

Segunda-feira, Novembro 09, 2009

Sinceramente, não percebo.

Não percebo a nova revindicação dos pró-discriminação, acerca do casamento entre pessoas do mesmo sexo, ou do casamentos dos gays, como lhe quiserem chamar.
Quando dantes o tema não era prioritário, agora querem um referendo. Sinceramente, espero que os Partidos não caiam na esparrela e convoquem o dito referendo, pois o mesmo seria o referendo mais inútil da História da Democracia Portuguesa. Como se eu fosse agora referendar um possível casamento meu, ou todos os portugueses fossem referendar o seu casamento.

Dos voos

A "podre" Itália investiga, o nosso Portugal arquiva...

Quarta-feira, Outubro 28, 2009

Errar é humano, insistir e persistir no erro é que não…

Há quinze dias atrás, numa primeira análise aos resultados eleitorais, pareceu-me claro que depois de um desaire eleitoral com a dimensão do verificado em Penafiel, a todos os socialistas se tornaria evidente a necessidade de tocar a reunir.
Os sinais que, entretanto, foram sendo dados, apontam, porém, em sentido contrário.
O candidato do PS e a partir de agora primeiro vereador da oposição na Câmara Municipal, numa atitude de quem ainda não deu conta da dimensão da derrota sofrida, antes de qualquer reflexão sobre as razões mais profundas para tão manifesta reprovação do projecto e atitudes que defendeu e assumiu durante a pré-campanha e campanha eleitoral, insiste na lógica da divisão interna, procurando, por antecipação, marcar diferença em relação aos que o precederam no exercício daquele cargo, anunciando que, com ele, Penafiel terá uma oposição à altura.
Não fosse essa lógica, o reincidir num comportamento que tão maciçamente foi rejeitado nas eleições e louvaria tão arrojada atitude. Depois de tão copiosa derrota, é digno de registo que não tenha assolado ao candidato do PS qualquer ideia de desânimo, de convencimento da rejeição sofrida, assumindo ares de vencedor pronto para os combates.
Porém, a dimensão da derrota eleitoral, aconselha prudência e reflexão. Penafiel disse claramente que não quer uma qualquer oposição, muito menos o continuar do discurso que marcou a campanha do Partido Socialista.

Sejamos claros.
Se em 2005, com um partido dividido, exaurido por uma luta interna, com os protagonistas do tempo em que o PS foi poder alheados da candidatura ou declaradamente contra ela, com um clima nacional prejudicial, por força das reformas iniciadas pelo governo da Republica, com um candidato “desconhecido”, “lá de baixo”, foi possível conseguir um resultado de 30%, em 2009, com um candidato preparado a quatro anos, no desempenho de relevantes funções públicas, ex-super vereador da Câmara socialista, “muito conhecido”, com o apoio entusiástico do PS, (pelo menos do PS/ 93 a 99), com todos a remar para o mesmo lado, sem qualquer contestação interna, qualquer resultado abaixo dos 40% teria, necessária e coerentemente, de ser considerado um mau resultado. Um resultado abaixo dos 30% não tem qualificação possível. Se no rescaldo das eleições de 2005 foram pedidas demissões, se os candidatos perdedores foram aconselhados a demitirem-se e depois corridos de todos os lugares de direcção do partido, que dizer agora perante um resultado destes?!

No PS , depois de tudo o que aconteceu nestes últimos quatro anos e das escolhas feitas para a candidatura de 2009, ainda há quem se atreva a culpar os candidatos de 2005 pelos resultados de agora.
Haja paciência…

Escrevi, há quinze dias atrás que é nas grandes derrotas que se começam a construir as grandes vitórias.
Temo, pelas reacções de camaradas meus aos resultados eleitorais, que a unidade que defendi, como condição necessária à afirmação do PS, seja um caminho muito mais árduo que aquele que previa, convicto que estava que a coerência dos que tanto me fustigaram com os resultados obtidos em 2005, os levaria a arrepiar caminho, reconhecendo os erros cometidos, compreendendo a mensagem que os Penafidelenses nos quiseram dar, ao diferenciar de forma tão vincada, o seu voto para as legislativas, do seu voto para as autárquicas.
Espero que a ressaca de uma noite eleitoral tão adversa passe rapidamente e que a clarividência daqueles que no rescaldo de 2005 tão assertivamente fizeram o diagnóstico das causas de uma derrota por eles anunciada a um ano de distância, os faça compreender que não é insistindo nas lógicas de diferenciação interna que o PS recuperará o prestígio perdido e a credibilidade necessária para se afirmar como alternativa de poder.

E não podemos esquecer que 2013 é já ao virar da esquina…

Domingo, Outubro 25, 2009

Editoriais...

Penafiel é uma cidade com a sua dimensão, bastante perto da cidade do Porto e de importantes vias de comunicação, e onde se notam bastantes características urbanas.

No entanto, a nível de mentalidades, Penafiel e as outras cidades do Vale do Sousa, ainda estão algo longe da mentalidade urbana que se vive e sente no Porto ou em Coimbra. Um excelente exemplo de tal é este editorial do Jornal O Verdadeiro Olhar.

O Editor, que desconheço, começa o seu editorial qualificando um Prémio Nobel da Literatura de ignorante, facto delicioso, pois não conheço nenhuma prova de grande cultura da parte do ilustre editor, antes pelo contrário. No entanto, o mesmo vai mais longe e com a toda a sua cultura democrática, atira que Saramago não tem direito a ter falhas de honestidade intelectual. Alias, este mesmo editor, critica toda a comunicação social de dar tempo de antena ao escritor a coberto, pasme-se, da liberdade de expressão... A liberdade de expressão é uma chatice para este editor de jornal.
Voltando às primeiras palavras deste artigo, a opinião publicada por este editor, mostra bem a mentalidade ainda conservadora reinante em algumas pessoas, não se pode criticar o clube da terriola, nem criticar qualquer coisa que o padre da terriola goste. Quando alguém comete o erro de praticar algum destes pecados mortais, vem a banda do moralmente correcto em força utilizando todas as armas contra os pecadores que ousaram mexer nas vacas sagradas das terriolas, o clube de futebol, ou a religião.

Quinta-feira, Outubro 15, 2009

Onde estão?

Depois de ler a imprensa local de Penafiel, a que tenho acesso pela Internet, fiquei com uma dúvida. Queria saber onde estão tão ilustres figuras do PS/Penafiel, que há quatro anos revoltaram-se porque o PS/Penafiel tinha tido o seu pior resultado de sempre...

Acho muito curioso, que essas mesmas figuras agora, não se revoltem outra vez pelo PS/Penafiel, ter descido ainda mais...
Ou será que o Sebastianismo é de tal maneira que tolda o raciocínio?
Nota: Nunca fui Sebastianista, se o fosse, seria militante do PPM.

Terça-feira, Outubro 13, 2009

Aquém dos objectivos mínimos

As eleições autárquicas de domingo vieram confirmar o que as sondagens publicadas neste jornal deixavam prever. Perante aquelas sondagens não faltou quem procurasse imputar ao núncio as culpas pelas más notícias, fazendo-nos recuar ao tempo em que a solução dos problemas anunciados estava na morte do mensageiro.

Conhecidos os resultados, veio-me à memória os momentos que vivi na noite eleitoral de 9 de Outubro de 2005 e o linchamento político que alguns – camaradas meus e comentadores da nossa praça – me quiseram fazer. Como me lembrei da noite em que o PS reuniu a sua Comissão Politica para analisar os resultados dessas eleições… O que eu não ouvi!

Chamo à lembrança as eleições autárquicas de 2005 não para qualquer comparação com as eleições de 2009, muito menos para ajustar contas seja com quem for.

O que gostaria é que todos, agora que estamos confrontados com esta estranha realidade de procurar as justificações para uma derrota, ainda mais pesada que aquela que eu, (e o PS), sofremos em 2005, se deixem das explicações fáceis de então, em que tudo era levado à conta dos candidatos, dos maus candidatos, diziam. Também gostaria que, face à mais pesada derrota eleitoral do PS, não houvesse tentações de “refundar” o PS/Penafiel, excluindo-se os que agora perderam.

Estes resultados, como os resultados de 2005, têm razões bem mais complexas que aquelas que então foram apontadas e que exigem uma bem mais consistente análise e uma mais ponderada reflexão do que aquelas a que o PS se (não) deu ao trabalho no rescaldo das autárquicas de 2005.

O espírito de facção que dominou o PS nos últimos anos pode ser suficiente para alimentar poderes internos. Está demonstrado, todavia, que, com esse espírito, o mínimo eleitoral agora atingido - mais um recorde que infelizmente é quebrado, deixando, com pena minha, de me pertencer – voltará, numa próxima oportunidade a ser superado. Estes resultados deixaram claro que só com uma forte, sentida e vivida unidade, o PS/Penafiel pode aspirar a ter futuro.

Nestas eleições, todas as circunstâncias militaram em favor da nossa candidatura. Tivemos um candidato escolhido por unanimidade. Ao contrário do que aconteceu em 2005, ninguém deu nota de qualquer divergência. Todos os autarcas e em especial os senhores presidentes de Junta de Freguesia aplaudiram a escolha. Ninguém deu voz a qualquer descontentamento.

O PS empurrou as suas candidaturas para cima. Todos sabemos que em 2005 o PS aumentou as dificuldades dos candidatos. Em 2005 a maré foi desfavorável ao PS. O PS perdeu as autárquicas, perdeu muitas das suas Câmaras Municipais. Em 2009 o PS ganhou as eleições, reforçou substancialmente o número de mandatos e de presidências de Câmara. Ninguém terá dúvidas quanto ao efeito benéfico que os resultados das eleições legislativas tiveram para o PS nas eleições autárquicas.

Quinze dias antes das autárquicas mais de dezoito mil penafidelenses tinham confiado no PS. Nas eleições autárquicas quatro mil desses dezoito mil não confiaram nas nossas candidaturas para o governo do município. Esta falta de confiança, é em nós, socialistas de Penafiel e não no PS. Esta diferença tem que estar no centro de todas as nossas preocupações. Das respostas que encontrarmos para a sua explicação dependerá o futuro do PS/Penafiel.

Esta na hora de tocar a unir. Depende de nós, de todos nós que nos identificamos com os valores e princípios defendidos pelo Partido Socialista, assegurar que, na próxima vez, tudo será diferente.

Basta de sebastianismos. Basta de procurar no passado as soluções de futuro. Basta de exclusões.

Se não praticarmos entre nós a solidariedade, não a podemos proclamar em relação aos outros.

Não nos podemos esquecer que quando o PS vai a votos e perde, perdemos todos, não perde apenas quem foi candidato.

Com arte e engenho é nas grandes derrotas que se começam a construir as grandes vitórias. Que aos socialistas de Penafiel não falte a humildade para reconhecer que só na unidade serão fortes e que no trabalho encontrarão o caminho das vitórias, na certeza de que Penafiel precisa de um PS unido e fortalecido nas suas convicções.

No dia seguinte das Autárquicas

No dia seguinte das Autárquicas, e vendo os resultados pela Internet, lembro-me de há cerca de quatro anos, quando um grupo de militantes, prometeu uma refundação do PS/Penafiel, com uma moção de título "Acreditar no Futuro".

O futuro não foi muito risonho, assim como a refundação ainda piorou o resultado para a Câmara Municipal e para a Assembleia Municipal.

O PS/Penafiel, provou que precisa de mudar de vida...provou para quem ainda não se tinha apercebido.
Como nota, quero saudar a candidatura do PS ao Município de Vila Franca do Campo, que partindo de uma situação bastante desvantajosa, conseguiu uma excelente vitória contra todas as previsões. Um excelente exemplo a ser seguido pelo PS/Penafiel.

Terça-feira, Setembro 29, 2009

No dia seguinte

No dia seguinte à noite das eleições europeias não faltou quem decretasse o fim do “Socratismo”.

O score eleitoral de 26,58% obtido pelo PS naquelas eleições, em contraponto com os 31,71% do PSD, sugeriu a muita boa gente que, com as eleições legislativas, o ciclo da governação socialista chegaria ao seu fim.

Enganaram-se!

O PS resistiu e saiu vencedor da noite eleitoral de 27 de Setembro, cabendo-lhe, por vontade dos portugueses, a difícil tarefa de governar Portugal, nos próximos quatro anos.

È certo que as condições que o País escolheu para ser governado são substancialmente diferentes das que resultaram das eleições de 2005.

Agora, teremos uma maior responsabilização dos demais partidos políticos que viram os eleitores reforçarem-lhes a sua legitimidade, conferindo-lhe mais mandatos. Não os suficientes para governarem, mas os indispensáveis para uma co-responsabilização da acção politica nos tempos que se vão seguir.
Não adianta de nada a quem viu reforçado o seu peso eleitoral proclamar vitória, quando, em contraponto, atesta a derrota de quem, afinal, ganhou as eleições.
O que os portugueses querem saber desses partidos é o que vão fazer com os muitos votos que lhes deram.
Se for para continuarem a colocarem-se na posição de quem da governação foge como o diabo da cruz, então não terá valido de nada tal reforço eleitoral.


Em Penafiel o PS obteve um resultado eleitoral bem acima do da média nacional. Os 44,28% de votos que os Penafidelenses deram ao PS, se obtidos a nível nacional, seriam suficientes para que Portugal prosseguisse, com estabilidade, as reformas tão necessárias ao nosso desenvolvimento.

Esperam-nos tempos difíceis, em que a concertação na Assembleia da Republica será muito mais propensa para a constituição de maiorias negativas, de bloqueio, do que para maiorias construtivas.
A evolução da economia e do emprego, determinarão, em larga medida, a longevidade do próximo governo.
Se os ventos soprarem de feição, a legislatura saída destas eleições chegará ao seu termo, com mais ou menos sobressaltos. Se os ventos da crise que assolou o Mundo persistirem, é certo que, mais cedo do que será desejável, seremos chamados, de novo, a escolher os deputados da Republica.

Os resultados obtidos em Penafiel, sem dúvida, são um vento de esperança para a candidatura socialista à Câmara Municipal.

Em Penafiel, o PS obteve mais votos que a soma dos votos obtidos pelo PSD e pelo CDS/PP. Sei que as eleições autárquicas têm dinâmicas diferentes e que a pessoa dos candidatos assume uma especial relevância na hora da decisão eleitoral autárquica.

Todavia, partir com o apoio de 18.525 Penafidelenses é um bom, diria mesmo, um excelente, começo. Conseguir, em 11 de Outubro, a renovação da confiança de tantos Penafidelenses no PS, é meio caminho andado para a vitória.

Assim não, Sr. Presidente!

Sua Ex.ª o Senhor Presidente da República falou hoje ao país.
Quando toda a gente julgava ouvir do Presidente uma explicação para as alegadas escutas, foi surpreendido com um chorrilho de incompreensiveis acusações. Segundo o Presidente, altos dirigentes do partido do governo, procuraram trazê-lo para a disputa eleitoral, manipulando no sentido de criarem a ideia de que o Presidente estaria do lado do PSD. Terminou com a inacreditável desconfiança de que o seu correio electrónico é vulnerável. Quanto a esta desconfiança, cabe perguntar: não sabiam disso na Presidência? Não é todo o correio electrónico susceptível a vulnerabilidades? E o que é que isso tem a ver com as alegadas escutas?
Depois, quanto ao fundo da questão trazida pelo Sr. Presidente, se a razão de todo este caso estava na manipulação que o PS alegadamente pretendeu fazer, colando o Presidente ao PSD, porquê esperar tanto tempo para denunciar tais intenções?
Ao caso, às alegadas escutas, disse agora o Presidente que nunca falou nelas, o que equivale a dizer que as mesmas nunca foram motivo da sua preocupação. Se isso é assim, porque é que o Presidente não o disse há mais tempo e deixou no ar a ideia de que haveria problemas com questões de segurança?
Com esta lamentável declaração ao país Cavaco deixou claro que actuou fora da sua condição de PR. Que quis ou pelo menos deixou que da Presidência saíssem em defesa de um dos partidos concorrentes às eleições de 27 de Setembro, agindo com o deliberado propósito de prejudicarem o partido do Governo.
O mais preocupante é o Presidente da República achar que não é crime um dos seus assessores plantar uma noticia num jornal, inventado factos, criando intriga, sem qualquer preocupação para as relações entre duas das principais instituições da República: a Presidência e o Governo.
Faria bem melhor o Sr. Presidente se mantivesse o prometido silêncio. Se não tinha nada para dizer, melhor faria estar calado.

Sexta-feira, Setembro 11, 2009

Para quê escrever???


Este post segue exactamente o que diz o título. De que vale escrever sobre uma determinada denúncia da asfixia democrática, por parte de quem chegou a considerar que não devem ser os jornalistas a escolherem as notícias que dão. De que vale escrever sobre a asfixia democrática que existe no Continente e não existe na Madeira, porque na Madeira o Governante é eleito (pensava que também era no Continente). De que vale escrever sobre o patético silêncio do cada vez mais patético Presidente da República, sobre os excessos de linguagem do macaco da Madeira. De que vale escrever sobre o seguidismo acéfalo da claque JSD faz à líder do partido quando denuncia a tal asfixia democrática existente no Continente e ausente na Madeira.

De que vale falar disto tudo, quando o Jumento o faz....

A ler...

Segunda-feira, Setembro 07, 2009

Acefalia

Este é um local onde se pode observar, pela web, a acefalia crítica e profunda...

Eu sei que o voluntarismo deve ser incentivado, mas quando chega a este ponto, pode provocar graves danos neurológicos...

Notícia



Quarta-feira, Agosto 19, 2009

Coisas simples que podem ser implementadas a bem da sociedade...

A Camara Municipal de Nordeste, na Ilha de S. Miguel, implementou a vermicompostagem para resíduos urbanos indiferenciados. Esta pequena autarquia dá um exemplo a todos os candidatos na próximas autárquicas.

Este município, já realiza a recolha selectiva porta a porta e contra a habitual demagogia da maioria das câmaras que pouco ou nada fazem para aumentar os niveis de separação dos lixos e queixam-se dos cidadãos que não separam os seus lixos, assumiu a responsabilidade desta tarefa.

Do mesmo modo que a recolha de RSU's é realizada porta a porta, a recolha selectiva é realizada no mesmo molde.

Ora aqui estão duas coisas simples, que podem ser colocadas nos programas eleitorais dos candidatos nas próximas autárquicas. Queiram os mesmos ter um programa digno desse nome nas questões ambientais.

Coisas complexas que podem ser implementadas a bem da sociedade

A Agenda 21 local foi classificada de algo complexo, que no fim se resumia à política dos 3 R's e à discussão entre investimento e protecção ambiental.

Uma rápida pesquisa pela net, vê-se que a Agenda 21 local, é algo complexo sim, mas que ultrapassa em larga escala a política dos 3R's. Mas mais surpreendente é a falta de compromisso em assumir a implementação da Agenda 21 local em Penafiel, que pode muito bem seguir exemplos como São João da Madeira, Grande Porto, Elvas, Cascais, Mora, Valença, Ponta Delgada, Santo Tirso e outros que não me apeteceu pesquisar.

A Agenda 21 Local, é um processo que tem como objectivo elaborar um plano de acção alargado, em conjunto com a comunidade e com outros actores locais, para melhorar o nível de vida das populações tendo em conta a sustentabilidade. Ou seja, ultrapassa em muito a Política dos 3R's e a discussão entre desenvolvimento e protecção do ambiente.

A Agenda 21 local,é acima de tudo um processo participativo, democrático, que tem em conta as precocupações da população e das entidades locais. A Agenda é uma mais valia para o Concelho onda a mesma é implementada, porque, como já referi, tem em conta igualmente as preocupações das comunidades e agentes.

Com todas as etapas, a Agenda 21 permite uma construção e uma discussão sequencial, que pode muito bem dar um plano de acção diferente do que inicalmente teria sido planeado. Um exemplo, em Santo Tirso, um dos problemas apontados e incluidos no Plano de Acção, foi o problema do desemprego, que atinge em muito o Vale do Ave. Em Penafiel, não se saberia à partida, quais os problemas que iriam ser apontados como prioritários, logo é extremente redutor colocar a Agenda 21 Local como Política dos 3R's e discussão entre investimento e ambiente.

Relativamente ao facto de Agenda 21 local ser um processo complexo, facto que não impediu as autarquias supracitadas de implementarem a mesma, informo os complexados que a entidade reponsável por auxiliar as autarquias neste processo, desenvolveu um referencial tipo norma, para facilitar a vida a quem é complexado.

Para concluir, de certeza que quem não assume o compromisso de implementar a Agenda 21 local, não o faz por estar mal informado sobre a mesma e as suas potencialidades, ou então porque se encontra mal acompanhado e assessorado em temáticas como o Ambiente, o Desenvolvimento e a Sustentabilidade...

Cá dentro é para rasgar, mas lá fora... até pode ser bom exemplo...

A Ford quer redes de carga eléctrica em todos os EUA para carros eléctricos.

O Governo quer fazer algo semelhante em Portugal, mas foi criticado e gozado pelos blogues da direita acéfala, e que seria mais um investimento para rasgar...

O que é bom lá fora, parece que só é bom cá dentro se não for o Sócrates a fazer...

O estranho Watergate do Público

Ontem foi um dia estranho... O Público, com o seu acesso priveligiado à fonte "anónima" de Belém, noticiou um suposto mau estar na Casa Civil da Presidência da República causado pela suspeita de estarem a ser vigiados por elementos do PS ou do Governo. Isto porque, existiu uma notícia publicada pelo Semanário de que existiam assessores do PR a auxiliarem a elaboração do programa do PSD. Notícia essa que até esteve publicada no site da Verdade.

Para além do ridículo deste Watergate desencantado pela fonte anónima de Belém, fica a não reacção do Presidente da República, que pelo que parece, torna-se cada vez mais conivente, ou consciente, ou mesmo criador, das fugas das tais fontes de Belém que transmitem mau estar ou estupefacção. Perante tal suspeita, grave, mas sem nexo nenhum, o Presidente da República demonstrou toda a sua incompetência para o cargo que desempenha ao envolver em mesquinhices. Como Portugueses devemos ajudar o nosso Presidente a terminar o seu mandato com a dignidade possível, nas próximas eleições presidenciais, o voto falará...

Aparte, o jornal da Presidência (leia-se Público), hoje, realiza uma fuga para a frente ao apresentar uma personagem sinistra, tipo espião, que vai nas comitivas presidenciais sem ser convidado e senta-se à mesa com pessoas que não conhece e fala com pessoas com as quais não tem relacionamento. É a cereja em cima do bolo, se o Público já tinha dado um golpe na sua credibilidade, agora, tapou a sua sepultura.

Por último, o acéfalo PSD, por intermédio de Aguiar-Branco, veio falar, mais uma vez, do clima de asfixia democrática...nem merece comentário...


Sábado, Agosto 15, 2009

“Os dados estão lançados”

De tensão porque em qualquer organização de cariz democrático, onde o processo de decisão, naturalmente, é colectivo, existem sempre interesses difusos e sensibilidades conflituantes. È normal, é legítimo que os que se interessam pela participação activa nas candidaturas queiram ocupar nas listas a posição relativa que entendem mais condizente com o estatuto ou peso eleitoral que julgam ter.
Dizia, há pouco tempo, neste jornal que as escolhas que o Dr. Sousa Pinto fizesse para as "suas" listas deixariam perceber a estratégia da sua candidatura e as suas reais possibilidades de afirmação eleitoral. Que essas escolhas reflectiriam a disponibilidade das mais conhecidas personalidades do PS para integrarem um projecto que se quer mobilizador para que a construção da desejada alternância de poder se concretize, já, no próximo dia 11 de Outubro.
O Dr. Sousa Pinto fez as escolhas que quis. Teve inteira liberdade e apoio do partido para decidir em conformidade com a sua visão do caminho a trilhar para obter a mudança que preconiza.
Não teve qualquer obstáculo ou pressão que tivesse que vencer ou debelar.
Olhando para as listas de candidatos que o PS apresenta, fica-se reconfortado com o peso eleitoral que o n.º 2 escolhido para a Câmara Municipal tem no concelho, sinal inequívoco da capacidade do Dr. Sousa Pinto para atrair à sua candidatura uma personalidade de grande craveira política que já foi vereador nos idos de 80 e que maugrado não lhe ser conhecida, depois disso, qualquer actividade política, é um quadro de inegável valor, conhecedor, como poucos, do concelho e da região do Vale do Sousa.
Na Assembleia Municipal, ouviram-se ecos de que a liderança iria recair sobre um independente prestigiado que assinalaria uma abertura da candidatura à sociedade, representando, ao mesmo tempo, uma capacidade diferente da conhecida nas últimas eleições, de atracção de gente qualificada, de fora da órbita da militância partidária.
Falso alarme.
Afinal a escolha recaiu na Presidente de sempre do PS, na Assembleia Municipal.
O mérito e dedicação da candidata são à prova de bala e demonstram que quando é o velho PS a dirigir, há personalidades que nunca regateiam esforços.
Para ilustrar o empenho das personalidades que se distinguiram no desempenho autárquico dos últimos anos do PS no poder municipal basta descer um lugar nessa lista e lá encontraremos quem mais se distinguiu nos mandatos socialistas de 93 a 2001.
A qualidade da candidatura socialista fica bem evidenciada se percorremos toda aquela lista e verificarmos os seus restantes elementos e a posição relativa que nela ocupam aqueles que foram o rosto do PS nas eleições de 2001 ou 2005.
As ausências de personalidades, como a do último Presidente de Câmara do PS, de um, dos actuais Vereadores, vencedor de todas as eleições em que participou nos seus 25 anos de actividade autárquica, do lugar relativo dos demais Vereadores e dos deputados municipais que mais se distinguiram no último mandato, dá-nos a garantia que, desta vez, há um suplemento de qualidade que nos deixa com as expectativas muito elevadas.
Conhecidos todos os candidatos do PS, ficámos com a convicção de que a mudança vai acontecer já em 2009. Por isso, o Dr. Sousa Pinto tratou de acautelar o futuro, garantido que nas suas listas, primeiro entram os "amigos" e depois, alguns dos outros, não muitos, porque, afinal, esses, se fossem bons tinham ganham em 2005.

Segunda-feira, Agosto 10, 2009

Não é novidade

Numa Secção do PS na Sé do Porto, ou algures por lá, durante um acto eleitoral interno, registaram-se notícias de agressões e insultos.

No blog Simplex, que recomendo a leitura, o Diogo Moreira, estranha o caso, referindo mesmo o seguinte: "Resta dizer que do meu conhecimento, tais acontecimentos criminosos são a excepção e não a regra dentro das estruturas internas do PS", depois de concluir que o sucedido é grave e prejudica a imagem do PS.

Caso para dizer, os comportamentos criminosos descritos são a excepção, mas não são assim tão excepcionais como muitos crêm.

Facto oco

O passado fim de semana, teve um entretenimento para alguma blogosfera e alguns mercadores de opinião.

O facto de uma personalidade do Conselho Nacional de Ética (CNECV), que foi nomeada pelo Governo de Durão Barroso por intermédio do Ministério da Saúde, não ter sido reconduzida no cargo por este Governo, criou (mais um), o facto de uma possível teoria de ter sido uma vingança, ou como dizem alguns, uma vingança fria.

Começou por sua Excelência, o cada vez menos Presidente de todos os Portugueses, Cavaco Silva, ao ordenar À sua fonte que transmitisse a sua estupefacção pela saída de tal personalidade. Foram os moralistas do regime a esgrimirem contra o sectarismo, foi José Manuel Fernandes, preocupado com a opinião do CNECV sobre o casamento de homossexuais, que se levantou contra a conspiração para desfazer a autoridade da CNECV.

Mas o mais estranho disto tudo, é o facto que numa entidade que supostamente deveria integrar autoridades na área das Ciências da Vida, não convida o mais prestigiado biólogo do país (possivelmente porque é homossexual), escolhendo pessoas conhecidas pela sua profunda religiosidade e conservadorismo, não mobiliza os comentários da brigada moral do regime contra o sectarismo.


Sábado, Agosto 08, 2009

Lobo com vestes de cordeiro

Os que fazem fé em tudo o que vem nos jornais que dirão agora desta "notícia" segundo a qual o programa eleitoral do PSD está a ser preparado pela Dr.ª Manuela com os assessores de Cavaco?
Intriga do Semanário?
Verdade?
Por mim, nunca tive dúvidas quando ao dever de isenção do PR: Lobo com vestes de cordeiro, é só esperar pela ocasião!
C0m 0 rigor de alguns jornalistas e com o "sol" que anda por ai, dava pano para mangas, assim a exemplo do chamado "Freeport". Mas como é com a Dr.ª Manuela, a celeridade já não levanta dúvidas e o negócio, se foi ruinoso para o Estado, que importa?!
Critérios de certos jornalistas, para esses o que importa é que dos considerados "suspeitos" pela policia inglesa no caso "freeport" só um (ainda) não foi constituído arguido...
Não querendo acreditar que aqueles jornalistas escrevem por encomenda, que ódios justificarão tamanha saga persecutória e desigualdade de tratamento nas noticias que envolvem figuras públicas?

Sameiro

Sameiro