Segunda-feira, Novembro 09, 2009
Sinceramente, não percebo.
Dos voos
Quarta-feira, Outubro 28, 2009
Errar é humano, insistir e persistir no erro é que não…
Os sinais que, entretanto, foram sendo dados, apontam, porém, em sentido contrário.
O candidato do PS e a partir de agora primeiro vereador da oposição na Câmara Municipal, numa atitude de quem ainda não deu conta da dimensão da derrota sofrida, antes de qualquer reflexão sobre as razões mais profundas para tão manifesta reprovação do projecto e atitudes que defendeu e assumiu durante a pré-campanha e campanha eleitoral, insiste na lógica da divisão interna, procurando, por antecipação, marcar diferença em relação aos que o precederam no exercício daquele cargo, anunciando que, com ele, Penafiel terá uma oposição à altura.
Não fosse essa lógica, o reincidir num comportamento que tão maciçamente foi rejeitado nas eleições e louvaria tão arrojada atitude. Depois de tão copiosa derrota, é digno de registo que não tenha assolado ao candidato do PS qualquer ideia de desânimo, de convencimento da rejeição sofrida, assumindo ares de vencedor pronto para os combates.
Porém, a dimensão da derrota eleitoral, aconselha prudência e reflexão. Penafiel disse claramente que não quer uma qualquer oposição, muito menos o continuar do discurso que marcou a campanha do Partido Socialista.
Sejamos claros.
Se em 2005, com um partido dividido, exaurido por uma luta interna, com os protagonistas do tempo em que o PS foi poder alheados da candidatura ou declaradamente contra ela, com um clima nacional prejudicial, por força das reformas iniciadas pelo governo da Republica, com um candidato “desconhecido”, “lá de baixo”, foi possível conseguir um resultado de 30%, em 2009, com um candidato preparado a quatro anos, no desempenho de relevantes funções públicas, ex-super vereador da Câmara socialista, “muito conhecido”, com o apoio entusiástico do PS, (pelo menos do PS/ 93 a 99), com todos a remar para o mesmo lado, sem qualquer contestação interna, qualquer resultado abaixo dos 40% teria, necessária e coerentemente, de ser considerado um mau resultado. Um resultado abaixo dos 30% não tem qualificação possível. Se no rescaldo das eleições de 2005 foram pedidas demissões, se os candidatos perdedores foram aconselhados a demitirem-se e depois corridos de todos os lugares de direcção do partido, que dizer agora perante um resultado destes?!
No PS , depois de tudo o que aconteceu nestes últimos quatro anos e das escolhas feitas para a candidatura de 2009, ainda há quem se atreva a culpar os candidatos de 2005 pelos resultados de agora.
Haja paciência…
Escrevi, há quinze dias atrás que é nas grandes derrotas que se começam a construir as grandes vitórias.
Temo, pelas reacções de camaradas meus aos resultados eleitorais, que a unidade que defendi, como condição necessária à afirmação do PS, seja um caminho muito mais árduo que aquele que previa, convicto que estava que a coerência dos que tanto me fustigaram com os resultados obtidos em 2005, os levaria a arrepiar caminho, reconhecendo os erros cometidos, compreendendo a mensagem que os Penafidelenses nos quiseram dar, ao diferenciar de forma tão vincada, o seu voto para as legislativas, do seu voto para as autárquicas.
Espero que a ressaca de uma noite eleitoral tão adversa passe rapidamente e que a clarividência daqueles que no rescaldo de 2005 tão assertivamente fizeram o diagnóstico das causas de uma derrota por eles anunciada a um ano de distância, os faça compreender que não é insistindo nas lógicas de diferenciação interna que o PS recuperará o prestígio perdido e a credibilidade necessária para se afirmar como alternativa de poder.
E não podemos esquecer que 2013 é já ao virar da esquina…
Domingo, Outubro 25, 2009
Editoriais...
Quinta-feira, Outubro 15, 2009
Onde estão?
Terça-feira, Outubro 13, 2009
Aquém dos objectivos mínimos
Conhecidos os resultados, veio-me à memória os momentos que vivi na noite eleitoral de 9 de Outubro de 2005 e o linchamento político que alguns – camaradas meus e comentadores da nossa praça – me quiseram fazer. Como me lembrei da noite em que o PS reuniu a sua Comissão Politica para analisar os resultados dessas eleições… O que eu não ouvi!
Chamo à lembrança as eleições autárquicas de 2005 não para qualquer comparação com as eleições de 2009, muito menos para ajustar contas seja com quem for.
O que gostaria é que todos, agora que estamos confrontados com esta estranha realidade de procurar as justificações para uma derrota, ainda mais pesada que aquela que eu, (e o PS), sofremos em 2005, se deixem das explicações fáceis de então, em que tudo era levado à conta dos candidatos, dos maus candidatos, diziam. Também gostaria que, face à mais pesada derrota eleitoral do PS, não houvesse tentações de “refundar” o PS/Penafiel, excluindo-se os que agora perderam.
Estes resultados, como os resultados de 2005, têm razões bem mais complexas que aquelas que então foram apontadas e que exigem uma bem mais consistente análise e uma mais ponderada reflexão do que aquelas a que o PS se (não) deu ao trabalho no rescaldo das autárquicas de 2005.
O espírito de facção que dominou o PS nos últimos anos pode ser suficiente para alimentar poderes internos. Está demonstrado, todavia, que, com esse espírito, o mínimo eleitoral agora atingido - mais um recorde que infelizmente é quebrado, deixando, com pena minha, de me pertencer – voltará, numa próxima oportunidade a ser superado. Estes resultados deixaram claro que só com uma forte, sentida e vivida unidade, o PS/Penafiel pode aspirar a ter futuro.
Nestas eleições, todas as circunstâncias militaram em favor da nossa candidatura. Tivemos um candidato escolhido por unanimidade. Ao contrário do que aconteceu em 2005, ninguém deu nota de qualquer divergência. Todos os autarcas e em especial os senhores presidentes de Junta de Freguesia aplaudiram a escolha. Ninguém deu voz a qualquer descontentamento.
O PS empurrou as suas candidaturas para cima. Todos sabemos que em 2005 o PS aumentou as dificuldades dos candidatos. Em 2005 a maré foi desfavorável ao PS. O PS perdeu as autárquicas, perdeu muitas das suas Câmaras Municipais. Em 2009 o PS ganhou as eleições, reforçou substancialmente o número de mandatos e de presidências de Câmara. Ninguém terá dúvidas quanto ao efeito benéfico que os resultados das eleições legislativas tiveram para o PS nas eleições autárquicas.
Quinze dias antes das autárquicas mais de dezoito mil penafidelenses tinham confiado no PS. Nas eleições autárquicas quatro mil desses dezoito mil não confiaram nas nossas candidaturas para o governo do município. Esta falta de confiança, é em nós, socialistas de Penafiel e não no PS. Esta diferença tem que estar no centro de todas as nossas preocupações. Das respostas que encontrarmos para a sua explicação dependerá o futuro do PS/Penafiel.
Esta na hora de tocar a unir. Depende de nós, de todos nós que nos identificamos com os valores e princípios defendidos pelo Partido Socialista, assegurar que, na próxima vez, tudo será diferente.
Basta de sebastianismos. Basta de procurar no passado as soluções de futuro. Basta de exclusões.
Se não praticarmos entre nós a solidariedade, não a podemos proclamar em relação aos outros.
Não nos podemos esquecer que quando o PS vai a votos e perde, perdemos todos, não perde apenas quem foi candidato.
Com arte e engenho é nas grandes derrotas que se começam a construir as grandes vitórias. Que aos socialistas de Penafiel não falte a humildade para reconhecer que só na unidade serão fortes e que no trabalho encontrarão o caminho das vitórias, na certeza de que Penafiel precisa de um PS unido e fortalecido nas suas convicções.>
No dia seguinte das Autárquicas
Terça-feira, Setembro 29, 2009
No dia seguinte
O score eleitoral de 26,58% obtido pelo PS naquelas eleições, em contraponto com os 31,71% do PSD, sugeriu a muita boa gente que, com as eleições legislativas, o ciclo da governação socialista chegaria ao seu fim.
Enganaram-se!
O PS resistiu e saiu vencedor da noite eleitoral de 27 de Setembro, cabendo-lhe, por vontade dos portugueses, a difícil tarefa de governar Portugal, nos próximos quatro anos.
È certo que as condições que o País escolheu para ser governado são substancialmente diferentes das que resultaram das eleições de 2005.
Agora, teremos uma maior responsabilização dos demais partidos políticos que viram os eleitores reforçarem-lhes a sua legitimidade, conferindo-lhe mais mandatos. Não os suficientes para governarem, mas os indispensáveis para uma co-responsabilização da acção politica nos tempos que se vão seguir.
Não adianta de nada a quem viu reforçado o seu peso eleitoral proclamar vitória, quando, em contraponto, atesta a derrota de quem, afinal, ganhou as eleições.
O que os portugueses querem saber desses partidos é o que vão fazer com os muitos votos que lhes deram.
Se for para continuarem a colocarem-se na posição de quem da governação foge como o diabo da cruz, então não terá valido de nada tal reforço eleitoral.
Em Penafiel o PS obteve um resultado eleitoral bem acima do da média nacional. Os 44,28% de votos que os Penafidelenses deram ao PS, se obtidos a nível nacional, seriam suficientes para que Portugal prosseguisse, com estabilidade, as reformas tão necessárias ao nosso desenvolvimento.
Esperam-nos tempos difíceis, em que a concertação na Assembleia da Republica será muito mais propensa para a constituição de maiorias negativas, de bloqueio, do que para maiorias construtivas.
A evolução da economia e do emprego, determinarão, em larga medida, a longevidade do próximo governo.
Se os ventos soprarem de feição, a legislatura saída destas eleições chegará ao seu termo, com mais ou menos sobressaltos. Se os ventos da crise que assolou o Mundo persistirem, é certo que, mais cedo do que será desejável, seremos chamados, de novo, a escolher os deputados da Republica.
Os resultados obtidos em Penafiel, sem dúvida, são um vento de esperança para a candidatura socialista à Câmara Municipal.
Em Penafiel, o PS obteve mais votos que a soma dos votos obtidos pelo PSD e pelo CDS/PP. Sei que as eleições autárquicas têm dinâmicas diferentes e que a pessoa dos candidatos assume uma especial relevância na hora da decisão eleitoral autárquica.
Todavia, partir com o apoio de 18.525 Penafidelenses é um bom, diria mesmo, um excelente, começo. Conseguir, em 11 de Outubro, a renovação da confiança de tantos Penafidelenses no PS, é meio caminho andado para a vitória.>
Assim não, Sr. Presidente!
Quando toda a gente julgava ouvir do Presidente uma explicação para as alegadas escutas, foi surpreendido com um chorrilho de incompreensiveis acusações. Segundo o Presidente, altos dirigentes do partido do governo, procuraram trazê-lo para a disputa eleitoral, manipulando no sentido de criarem a ideia de que o Presidente estaria do lado do PSD. Terminou com a inacreditável desconfiança de que o seu correio electrónico é vulnerável. Quanto a esta desconfiança, cabe perguntar: não sabiam disso na Presidência? Não é todo o correio electrónico susceptível a vulnerabilidades? E o que é que isso tem a ver com as alegadas escutas?
Depois, quanto ao fundo da questão trazida pelo Sr. Presidente, se a razão de todo este caso estava na manipulação que o PS alegadamente pretendeu fazer, colando o Presidente ao PSD, porquê esperar tanto tempo para denunciar tais intenções?
Ao caso, às alegadas escutas, disse agora o Presidente que nunca falou nelas, o que equivale a dizer que as mesmas nunca foram motivo da sua preocupação. Se isso é assim, porque é que o Presidente não o disse há mais tempo e deixou no ar a ideia de que haveria problemas com questões de segurança?
Com esta lamentável declaração ao país Cavaco deixou claro que actuou fora da sua condição de PR. Que quis ou pelo menos deixou que da Presidência saíssem em defesa de um dos partidos concorrentes às eleições de 27 de Setembro, agindo com o deliberado propósito de prejudicarem o partido do Governo.
O mais preocupante é o Presidente da República achar que não é crime um dos seus assessores plantar uma noticia num jornal, inventado factos, criando intriga, sem qualquer preocupação para as relações entre duas das principais instituições da República: a Presidência e o Governo.
Faria bem melhor o Sr. Presidente se mantivesse o prometido silêncio. Se não tinha nada para dizer, melhor faria estar calado.
Sexta-feira, Setembro 11, 2009
Para quê escrever???
>Este post segue exactamente o que diz o título. De que vale escrever sobre uma determinada denúncia da asfixia democrática, por parte de quem chegou a considerar que não devem ser os jornalistas a escolherem as notícias que dão. De que vale escrever sobre a asfixia democrática que existe no Continente e não existe na Madeira, porque na Madeira o Governante é eleito (pensava que também era no Continente). De que vale escrever sobre o patético silêncio do cada vez mais patético Presidente da República, sobre os excessos de linguagem do macaco da Madeira. De que vale escrever sobre o seguidismo acéfalo da claque JSD faz à líder do partido quando denuncia a tal asfixia democrática existente no Continente e ausente na Madeira.
De que vale falar disto tudo, quando o Jumento o faz....
A ler...
Segunda-feira, Setembro 07, 2009
Acefalia
Eu sei que o voluntarismo deve ser incentivado, mas quando chega a este ponto, pode provocar graves danos neurológicos...
>
Notícia
Quarta-feira, Agosto 19, 2009
Coisas simples que podem ser implementadas a bem da sociedade...
Este município, já realiza a recolha selectiva porta a porta e contra a habitual demagogia da maioria das câmaras que pouco ou nada fazem para aumentar os niveis de separação dos lixos e queixam-se dos cidadãos que não separam os seus lixos, assumiu a responsabilidade desta tarefa.
Do mesmo modo que a recolha de RSU's é realizada porta a porta, a recolha selectiva é realizada no mesmo molde.
Ora aqui estão duas coisas simples, que podem ser colocadas nos programas eleitorais dos candidatos nas próximas autárquicas. Queiram os mesmos ter um programa digno desse nome nas questões ambientais. >
Coisas complexas que podem ser implementadas a bem da sociedade
Cá dentro é para rasgar, mas lá fora... até pode ser bom exemplo...
O Governo quer fazer algo semelhante em Portugal, mas foi criticado e gozado pelos blogues da direita acéfala, e que seria mais um investimento para rasgar...
O que é bom lá fora, parece que só é bom cá dentro se não for o Sócrates a fazer...>
O estranho Watergate do Público
Ontem foi um dia estranho... O Público, com o seu acesso priveligiado à fonte "anónima" de Belém, noticiou um suposto mau estar na Casa Civil da Presidência da República causado pela suspeita de estarem a ser vigiados por elementos do PS ou do Governo. Isto porque, existiu uma notícia publicada pelo Semanário de que existiam assessores do PR a auxiliarem a elaboração do programa do PSD. Notícia essa que até esteve publicada no site da Verdade.
Para além do ridículo deste Watergate desencantado pela fonte anónima de Belém, fica a não reacção do Presidente da República, que pelo que parece, torna-se cada vez mais conivente, ou consciente, ou mesmo criador, das fugas das tais fontes de Belém que transmitem mau estar ou estupefacção. Perante tal suspeita, grave, mas sem nexo nenhum, o Presidente da República demonstrou toda a sua incompetência para o cargo que desempenha ao envolver em mesquinhices. Como Portugueses devemos ajudar o nosso Presidente a terminar o seu mandato com a dignidade possível, nas próximas eleições presidenciais, o voto falará...
Aparte, o jornal da Presidência (leia-se Público), hoje, realiza uma fuga para a frente ao apresentar uma personagem sinistra, tipo espião, que vai nas comitivas presidenciais sem ser convidado e senta-se à mesa com pessoas que não conhece e fala com pessoas com as quais não tem relacionamento. É a cereja em cima do bolo, se o Público já tinha dado um golpe na sua credibilidade, agora, tapou a sua sepultura.
Por último, o acéfalo PSD, por intermédio de Aguiar-Branco, veio falar, mais uma vez, do clima de asfixia democrática...nem merece comentário...
>
Sábado, Agosto 15, 2009
“Os dados estão lançados”
O Dr. Sousa Pinto fez as escolhas que quis. Teve inteira liberdade e apoio do partido para decidir em conformidade com a sua visão do caminho a trilhar para obter a mudança que preconiza.
Na Assembleia Municipal, ouviram-se ecos de que a liderança iria recair sobre um independente prestigiado que assinalaria uma abertura da candidatura à sociedade, representando, ao mesmo tempo, uma capacidade diferente da conhecida nas últimas eleições, de atracção de gente qualificada, de fora da órbita da militância partidária.
Segunda-feira, Agosto 10, 2009
Não é novidade
Facto oco
>
Sábado, Agosto 08, 2009
Lobo com vestes de cordeiro
Sexta-feira, Agosto 07, 2009
Meios iguais para todos
Por essas estradas fora são já muitos os sinais de que este é um ano de eleições autárquicas. Seja candidato pela primeira vez, ou recandidato pela quinta, por partido, coligação ou independente, à Câmara ou à Junta, seja esta grande ou pequena, todos se dão a conhecer por meio de grandes cartazes.
Apesar da crise que nos assola e que aconselha prudência nos gastos, os estrategas das campanhas eleitorais, parece que não sabem trabalhar sem recurso a grandes meios.
Se é relativamente normal que um candidato a uma Câmara Municipal que o seja pela primeira vez não abdique de se dar a conhecer com o recurso aos tradicionais cartazes, cada vez em material de melhor qualidade e em tamanhos “XL”, já não se vislumbra a necessidade de igual investimento naqueles que se recandidatam.
Esses, como se vê um pouco por todo o lado, têm os meios institucionais à sua disposição, sem precisarem de suplementos de propaganda. Propaganda já a tem durante todo o mandato. É olhar as ditas revistas municipais e ver a quantidade de fotografias do Presidente da Câmara ou dos Vereadores que o acompanham, para se compreender quão intensa é a publicidade à pessoa desses (re) – candidatos. Somando a essa publicidade, a que lhes é feita, a pedido ou por jeito, em muita da chamada comunicação social local e facilmente se constatará que, para esses, as ditas acções de campanha eleitoral pouco ou nada lhes acrescentam. Afinal, têm todos os meios de que precisam para vender a sua imagem e a obra que fizeram ou que dizem ter feito ou que irão fazer. As multidões arrastam-se com uma ou mais festas, a troco de artistas da moda, como mais ou menos excursões, passeios, almoços ou eventos. Tudo serve para dar aos Presidentes & C.ª o palco para fazer a sua propaganda.
Não há dúvida que um Presidente de Câmara que se recandidata, com os meios que tem ao seu dispor e quando os usa em proveito da promoção da sua candidatura, entra na campanha à frente de todos os demais. Leva uma vantagem que os opositores só em condições muito especiais conseguem suplantar. Não admira, por isso, que a estatística das eleições autárquicas tenha a percentagem de reeleitos que tem. Sem ovos, é preciso muita arte e engenho e não menos sorte, para conseguir fazer omeletas que se vejam.
Num quadro destes, percebo mal as criticas que li a propósito da “intromissão” do candidato do PS na excursão dos avós de Penafiel.
Dizem-nos que tendo-se ele manifestado contra o despesismo da Câmara com eventos deste tipo, não deveria ter-se juntado aos excursionistas, sob pena de incorrer em incoerência e oportunismo. Esquece-se quem assim se pronuncia que esse evento teve, este ano, como em anos anteriores, uma componente menos visível de propaganda e que, neste ano, em particular, assumiu contornos especiais na luta pela afirmação de candidatos junto desses excursionistas, potenciais eleitores.
Freguesias houve que a organização do “passeio” não esteve a cargo da Junta ou apenas da Junta. Com ela concorreram candidatos da coligação, auto intitulados “grupo de cidadãos” que resolveram também juntar-se à festa, organizando as suas excursões de forma independente em relação às da respectiva Junta e lá foram com os seus avós ao encontro dos outros avós, mas de costas voltadas com os avós que se inscreveram na “camioneta” da Junta. Todos avós, diferentes apenas os “organizadores” nas motivações e na preocupação de fazer a sua propaganda.
Quando as eleições se aproximam, os que têm cão podem ir à caça na certeza de que só a falta de arte ou de engenho lhes fará perder a presa, já quem não o tem, ou lança mão do gato ou fica a ver navios…
Isto para dizer que a “investida” do candidato do PS no passeio a Fátima não significa mais que o aproveitar de uma oportunidade para comunicar com um número significativo de eleitores, procurando equilibrar o desequilibrado prato de uma balança viciada para o lado do Presidente.
Seria aliás de bom-tom, se realmente as preocupações eleitorais estivessem afastadas deste tipo de evento, que todos os candidatos conhecidos à Câmara Municipal, fossem convidados a estar presentes e lhes fosse dada a oportunidade de ser dirigirem aos convivas.
Afinal, neste tipo de eventos, organizados com o dinheiro de todos e onde o Presidente da Câmara, estando presente e sendo o único a ter direito ao uso da palavra, fica em condições de vantagem relativamente aos demais candidatos, porque, convenhamos, dificilmente conseguirá ou quererá despir as vestes de candidato.
Todos concordaremos que as eleições serão tão mais livres e justas quanto mais iguais forem os meios ao dispor de todos os candidatos.
Por isso, porque não dar a todos, os mesmos meios?
Sexta-feira, Julho 31, 2009
A verdade, verdadinha...



