Nelson Correia

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segunda-feira, Novembro 01, 2010

A arte do fingimento

No seu comentário semanal na TVI, Marcelo Rebelo de Sousa fez uma análise de todo o processo negocial entre o Governo e o PSD com vista à viabilização do Orçamento.
O comentador deixa criticas ao Governo, (...)"Isto quer dizer que em Abril, conforme tiver sido a execução do Orçamento, aí, o PSD viabilizará ou não o PEC. Em Abril, Cavaco já pode dissolver o Parlamento", acrescenta.
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Marcelo Rebelo de Sousa, nos seus sermões televisivos é tão isento quanto um bispo da IURD a pedir o dizimo.
Mas, no fundo, lá bem no fundo, até acaba por dizer  o que vai na alma do PSD: brincam ao orçamento para retirar dividendos eleitorais. É essa a matriz do PSD: poder pelo poder, nem que seja à custa de Portugal e nessa estratégia lá tinha que estar Cavaco através de mais um dos seus homens de mão: Eduardo Catroga.
Quem não se lembra dele quando foi Ministro das Finanças? Que fez ele, nessa altura que lhe desse a excelencia que este bispo comentador lhe apregoa? A mesma que ele próprio demonstrou como nadador nas águas do Tejo!
Contudo, depois de ouvir Marcelo fiquei esclarecido.
O PSD, agiu com um só propósito: por-se a salvo dos rigores de um orçamento necessário mas  que não vai deixar ninguém contente e por isso, tudo fez para fugir às suas responsabilidades,  enganando os portugueses, tudo em nome das sondagens, certo que Cavaco, logo que possa, dissolverá o Parlamento e marcará novas eleições.
Exigir que se corte na despesa sem dizer onde, é o que qualquer um de nós gosta de dizer lá em casa quando as coisas apertam. Assim não nos comprometemos, ninguém nos leva a mal e nada temos que explicar e se a tarefa ficar a cargo da mulher, então ainda melhor, ela que se amanhe e que explique aos filhos!...
 Que Abril chegue então depressa...

sábado, Junho 26, 2010

Poupar sim, transferir dificuldades é que não!

Os tempos são de poupança.

Um pouco por todo o lado, as ordens são as de cortar nas despesas, porque o dinheiro anda escasso.

Em Penafiel esta também tem sido a regra da gestão camarária.

Cortar, cortar, cortar, parece ser o único verbo usado pelos autarcas municipais.

Primeiro, foram as freguesias a sofrer as consequências dos cortes: não só viram “ir à vida” os protocolos que o Dr. Alberto Santos prometia aumentar, como se viram espoliadas de dois dos duodécimos a que tinham direito. Por esta via, não há duvidas que Alberto Santos e os seus pares conseguirão uma grande poupança para a autarquia. Só que este esforço que, bem vistas as coisas não é esforço nenhum, repercute-se na acção dos outros e não traz proveito a ninguém.

Na verdade, hoje, como quando Alberto Santos era um jovem deputado municipal da oposição, continua a ser válida a máxima de que é nas freguesias que melhor se potenciam os recursos e que é nas acções desenvolvidas por estas que se consegue um maior retorno dos investimentos públicos em termos de bem-estar e qualidade de vida das populações e de desenvolvimento do território.

Estes cortes não são, pois, cortes na despesa, mas sim cortes no investimento. Traduzem a preguiça que tomou conta dos autarcas municipais que na falta de ideias e de vontade de mudar o paradigma de uma gestão virada para o supérfluo, sempre condicionada pelo marketing de promoção da imagem dos detentores do poder, não descortina outras formas de fazer face a um ciclo de “vacas magras” que não seja transferir para as freguesias as dificuldades do Município, deixando-as à míngua e sem meios para desenvolverem a sua actividade ao serviço das suas populações.

Afinal, o que Câmara Municipal está a fazer, mais não é do que privar as freguesias de recursos indispensáveis à sua meritosa acção e dessa forma privar as pessoas que estas servem dos serviços e bem-estar que lhes proporcionavam com a gestão daqueles recursos.

Depois das freguesias foram as associações a sofrer as consequências desta sanha de pseudo poupança da nossa Câmara Municipal.

Mais uma vez, em nome da necessidade de cortar na despesa, a Câmara Municipal decidiu cortar substancialmente nos apoios às associações, colectividades e organizações análogas. Estes cortes implicarão para o movimento associativo do concelho perdas significativas, tornando os seus orçamentos incapazes de garantir um nível de actividade a que nos tinham habituado. Inegável será que, por esta via, a Câmara poupará nas suas despesas, mas privará as populações de importantes actividades desenvolvidas pelas associações, com tradução no seu bem-estar e qualidade de vida.

Ameaçada, também, parece estar, a comparticipação camarária nos investimentos de algumas das IPSS que concorreram a fundos comunitários e que contando com aquela comparticipação, parecem agora condenadas a terem de se entenderem com uma das empresas municipais que, nas já habituais manobras de engenharia contabilística, se apressam, em nome de interesses que, seguramente não serão outros que os de mascarar as evidentes dificuldades financeiras de uma Câmara que passou todos estes anos em que é poder a viver como se fosse um qualquer sultanato banhado a petróleo e agora, confrontada com a difícil situação em que mergulhou, em vez de efectivamente poupar, cortando na despesa supérflua que ela própria gera, a transfere para as freguesias e para o movimento associativo, não tirando ilações nenhumas de anos de desperdício, de gastos sem qualquer retorno para o concelho, enfim de uma gestão virada e preocupada, para e com, a promoção da imagem dos detentores de poder, numa lógica de afirmação meramente eleitoral.

Que a Câmara Municipal poupe, cortando no supérfluo que é muito e que não prive as freguesias e as associações dos recursos indispensáveis a uma acção que a Câmara não vai, até porque não é capaz, substituir, é o que se exige nestes tempos de inegáveis dificuldades.

Cortar na despesa sim, no investimento e principalmente no investimento social, é que não.

segunda-feira, Junho 21, 2010

Dias de ouro para a estupidez*

Estes últimos dias têm sido de ouro para a estupidez:

Estupidez 1

Estupidez 2

Estupidez 3

Estupidez 4

Estupidez 5

Estupidez 6

Estupidez 7

Estupidez 8

* Numa sociedade livre, a estupidez tem direito a existir e a exprimir-se, mas não deixa de ser estupidez.

domingo, Abril 18, 2010

Resultados Eleitorais para a Concelhia do PS


Os militantes fizeram as suas escolhas. 
Aqui pode ficar a conhecer os resultados e as reacções de André Ferreira, o novo Presidente da Comissão Politica, que saúdo e felicito pela vitória e de Nuno Araújo, o candidato vencido, a quem deixo uma palavra de agradecimento pela forma como esteve neste processo, dando um importante contributo para a afirmação do Partido.
Agora é tempo para o trabalho, no respeito pela vontade dos militantes, esperando que cada um dos novos membros da Comissão Politica contribua para que se mantenha a vitalidade do Partido tão eloquentemente manifestada na participação (record) dos militantes nas eleições.

quarta-feira, Abril 14, 2010

DIA 17, o PS vai a votos.

É já no próximo sábado, dia 17 que os militantes do PS vão a votos para escolherem os dirigentes concelhios que conduzirão os destinos do partido nos próximos dois anos.
Estas eleições representam para o PS/Penafiel, uma oportunidade para dar inicio a um novo ciclo político, preparando com antecedência as eleições autárquicas de 2013.
Uma boa parte do que virá a acontecer nessas eleições dependerá das escolhas que os socialistas de Penafiel fizerem no próximo sábado. É fundamental para o sucesso eleitoral do PS em 2013 que os dirigentes concelhios saídos das eleições de sábado tenham como único objectivo preparar o PS para os desafios que terá que enfrentar nos próximos tempos.
Para isso, é necessário que a nova equipa dirigente desenvolva um trabalho de campo de reforço da organização do partido, de ligação às pessoas e às instituições, para que o PS se possa afirmar com porta-voz e baluarte de uma nova esperança para Penafiel.
Quem acompanhou a campanha eleitoral dos dois candidatos a Presidente da Comissão Politica Concelhia seguramente que ficou com uma ideia precisa dos caminhos que o PS seguirá se escolher um ou outro.
André Ferreira apostou numa campanha quase exclusivamente centrada na captação do voto. Privilegiou, por isso, o contacto directo e individual com o maior número possível de militantes, apresentando a sua pessoa, as suas características e qualidades, como a razão principal para que os eleitores militantes se decidissem pela candidatura por si encabeçada. A moção que apresentou, verdadeiramente nenhum caminho, rumo ou proposta apresenta que permita adivinhar o futuro do PS se ele sair vencedor. Descortinou-se, nas poucas iniciativas públicas da candidatura de André Ferreira, que ele não conseguiu desligar-se de uma mentalidade que tem tolhido a capacidade de afirmação do PS, baseada na lógica de que nas disputas internas, mais que as ideias, os projectos ou as estratégias, importa é saber quem apoia quem, sempre naquela perspectiva de que quem não é por nós, é contra nós.
Ficará a marcar esta campanha interna do PS, a abordagem de um “velho” militante socialista, que abordando outro e sabendo que este não apoiava a candidatura por ele preferida, lhe atirou:
- “Com que então vendes-te a alma ao diabo?”!
Esta curta afirmação diz muito do trabalho que os novos dirigentes concelhios terão que desenvolver se quiserem ver ultrapassadas quezílias sem sentido e estados de alma desmotivadores que, em cada esquina deste PS, exaurido por lutas internas, ressurgem, quando menos se espera.
Os novos dirigentes do PS, se quiserem afirmar-se com uma nova esperança e alternativa à coligação de direita que governa Penafiel, terão que alterar esta forma de fazer e de estar na política.
Ora, é precisamente tendo em linha de conta esta ideia, que o ciclo de debates que a candidatura de Nuno Araújo promoveu, me parece, sem qualquer desprimor para com as acções de campanha da outra candidatura, o caminho a seguir, rumo à credibilização e afirmação do PS/Penafiel.
Desenganem-se aqueles que pensam que o PS/Penafiel pode assegurar uma acção eficaz, mantendo-se numa linha de desconforto perante as demais estruturas do partido, numa lógica de isolamento.
A afirmação do PS/Penafiel dependerá, em grande parte da capacidade que o seu novo líder tiver de atrair ao partido nova gente, gentes de diferentes latitudes e saberes que ajudem a promover o debate e a reflexão, instrumentos fundamentais à consolidação de um projecto que ser quer mobilizador e que seja a resposta aos problemas que o concelho enfrenta, abrindo o caminho a um novo ciclo de desenvolvimento e de bem-estar.
É reconfortante para o futuro do PS/Penafiel que as duas das candidaturas às eleições do dia 17 defendam como linhas da sua actuação, a inovação e a renovação.
Inovação e renovação nas ideias, nos projectos, nos métodos de fazer politica.
São unânimes as vozes que no PS/Penafiel apelam a essa nova forma de fazer política.
Contudo, a desejada renovação e inovação, não será, seguramente, conseguida apenas pela juventude de ambos os candidatos. É preciso que, antes de mais, no dia 18, os novos dirigentes do PS/Penafiel concretizem as intenções que anunciaram, cerrem fileiras, esqueçam o acessório e se fixem no essencial, fazendo compreender a todos, socialistas e não socialistas, que doravante no PS/Penafiel não haverá lugar para os que se entretêm com a pequena quezília interna, motivada por meras questões de ordem pessoal.
É preciso que depois desta eleições, os novos dirigentes concretizem ideias, como as de "abrir o partido à sociedade civil",
É necessário que a ambição demonstrada por Nuno Araújo para os primeiros cem dias da nova Comissão Politica tenha tradução no trabalho diário e que a “a realização de um Fórum Autárquico e um Roteiro para o Desenvolvimento, composto por visitas às várias freguesias do concelho” seja, efectivamente, implementado e que dele se extraiam resultados. É preciso que o novo líder do PS/Penafiel seja alguém que mais que dizer, seja capaz de fazer.
No dia 17, os socialistas de Penafiel terão a oportunidade de fazer a sua escolha.
Mais que escolher entre dois candidatos, importa decidir entre dois distintos projectos.
Todos sabem qual a minha opção.
Entendo que nesta fase da vida do PS/Penafiel, Nuno Araújo pelas suas qualidades e pelas provas que já deu, é o líder que o PS precisa para construir e consolidar um projecto capaz de galvanizar, primeiro os socialistas e depois contagiar todos os penafidelenses, rumo às eleições de 2013, com um PS capaz de gerar uma real expectativa de vitória.
A campanha eleitoral interna demonstrou que Nuno Araújo, apesar da sua juventude, tem obra para mostrar. O mérito da sua liderança na JS distrital é por todos reconhecido.
Eleito deputado apenas há cerca de seis meses desenvolveu contactos, consolidou posições que lhe permitiram, mesmo nesta fase de campanha, trazer até nós figuras de relevo do PS Nacional.
Nesta campanha eleitoral, à luz do que já tinha feito enquanto dirigente da JS, demonstrou que tem capacidade para devolver Penafiel aos principais palcos políticos.

A decisão porém cabe aos militantes do PS, estando eu certo que, após o acto eleitoral, o PS saberá manter a dinâmica criada por estas eleições, unindo-se em torno do projecto e da equipe dirigente que os militantes livremente escolherem e que o tempo da divergência ficará ultrapassado, porque todos somos poucos para a enorme empreitada que temos pela frente.

sexta-feira, Abril 09, 2010

Reportagem jornalística

A divulgação das moções dos dois candidatos ao PS/Penafiel já chamou a atenção de pelo menos um dos jornais locais.

Na peça jornalística do Fórum, nota-se que a moção do André Ferreira, devido ao seu quase inexistente conteúdo é dissecada até à exaustão, chegando o jornalista a repetir por diversas vezes algumas das "apostas" da moção "Renovar para vencer".

Nesta peça, fica relativamente prejudicada, a moção do Nuno Araújo, cuja riqueza de conteúdo não pode ser abordada com a mesma profundidade do que a moção concorrente.
De resto existem duas notas a retirar da peça:
"...já que foi a emancipação de uma secção que ditou a instabilidade do partido..." - Este jornalista deve compreender mal o funcionamento do Partido, mas deixo-lhe o benefício da dúvida.
" Se acham muita coisa (...)" - O facto de Nuno Araújo propor um número considerável de actividades nos primeiros 100 dias de mandato é normal nas estruturas que o mesmo já coordenou. Eu próprio o vi quando fiz parte da equipa do Nuno quando foi presidente da federação distrital da JS.

quarta-feira, Abril 07, 2010

Comparação entre moções

Estive a ler as moções dos dois candidatos à Presidencia da Comissão Política Concelhia do PS/Penafiel.

Relativamente à moção do meu camarada Nuno Araújo, com título "Unir para Vencer", a mesma encontra-se dividida em Ordenamento do Território, Ambiente e Mobilidade, Interioridade e Regionalização, Competitividade e Emprego, Cultura e Desporto e Organização Interna e Comunicação, deixando já antever quais serão as apostas fortes do PS/Penafiel, caso seja esta a moção mais votada. Ao ler a moção fiquei bastante satisfeito com o seu conteúdo e sobretudo com o projecto que aí se encontra inserido. No que diz respeito ao primeiro ponto da moção, salta à vista o objectivo de despoluir os principais rios do Concelho, assim como a limpeza das suas margens. Relativamente ao segundo ponto da moção, a mesma assume desde já o compromisso de defender a regionalização como forma de inverter o crescimento das desigualdades a que o Concelho tem sido sujeito. Mormente ao capítulo do Emprego, nota-se o compromisso de criar estágios para jovens nas diferentes empresas municipais. Mas possivelmente a grande novidade em termos de ideias e projectos para o Concelho prende-se com a criação do Passaporte Cultural. Já relativamente à Organização Interna do Partido, notam-se as propostas de abertura do Partido à sociedade com a organização de debates "À Conversa com Penafiel" e a organização dos "Roteiros para o Desenvolvimento".
Já a moção com o título "Renovar para Vencer" do meu camarada André Ferreira é uma completa desilusão. Para além de não expor um único projecto para o Concelho, de não apresentar uma única ideia, a moção fala muito vagamente sobre algumas medidas para a organização interna do Partido. Retirando a criação de um Gabinete Jurídico, que me parece uma boa ideia, tudo o que é descrito na moção é muito vago, não indicando um único caminho para atingir uma espécie de objectivos que lá se encontram descritos. A criação de um movimento de estados gerais do Partido no Concelho revela a vacuidade da moção.
Posto isto, percebe-se que a candidatura de André Ferreira não tem um único projecto para Penafiel, pelo que eu pergunto-me que caso vença, o que irá fazer André Ferreira e a sua equipa nos próximos dois anos? Que ideias irá defender? Como irá votar as propostas da maioria PSD/PP? Que projectos alternativos irá apresentar aos penafidelenses?
Mesmo ao nível das moções, notam-se as grandes diferenças entre as duas candidaturas.

quinta-feira, Abril 01, 2010

“Variante do Cavalum”



A variante do Cavalum foi concebida para descongestionar o trânsito que da EN 106 e da EN 105 se dirige para Norte e, na altura em que foi pensada, queria-se com ela recuperar o vale do Cavalum, criando um novo pólo de desenvolvimento de Penafiel.

No Cavalum foram, no decurso destes mais de 14 anos de existência da variante, sendo construídas importantes valências.

Desde logo o “Pavilhão de Exposições” que alberga todos os anos um dos mais importantes certames da região, a Agrival, que traz até Penafiel milhares de visitantes. Depois foi o Parque da Cidade que por ali nasceu e foi crescendo, constituindo-se como um local de eleição para o recreio e lazer de muitas pessoas que procuram aquele local para estar ou para praticar algum tipo de exercício. Mais tarde apareceu uma unidade hoteleira de referência. E já no mês de Março foi inaugurada a Bracalândia.
São, pois, muitos e cada vez mais, os que circulam na variante do Cavalum.
Logo que foi possível circular na variante do Cavalum, viu-se que o traçado da via e a pouca inclinação das suas curvas, associada à velocidade que permite a condutores menos prudentes, traria sérios problemas.

O potencial de perigo da via adivinhava-se enorme!
Por isso, não foi preciso muito tempo para que se começassem a ouvir vozes a reclamar uma intervenção na variante que corrigisse os evidentes erros de concepção e execução daquela via.
Infelizmente as prioridades foram-se virando para outros lados e a variante lá continuou como veio ao mundo.
As infra-estruturas entretanto ali construídas – o Pavilhão de Exposições, o Penafiel Parque Hotel, a Bracalândia, o Parque da Cidade – aliadas às evidentes debilidades estruturais da via, há muito que impunham uma intervenção da Autarquia que eliminasse os seus pontos negros e corrigisse o seu traçado.
Antes que a reclamada intervenção surgisse, os acidentes foram-se sucedendo, até que a tragédia chegou num dia negro de Setembro em que naquela estrada sete jovens perderam a vida.

Agora foram mais duas vidas que ali se perderam.

Mas que se tenha em devida conta que essa rotunda, por si só, não vai acabar com os problemas estruturais da variante.
É necessário que a Câmara Municipal de Penafiel olha para aquela variante com olhos de ver e vontade de fazer e que, por uma vez, faça tudo o que é necessário para que, de futuro, não haja razões para lamentarmos mais perdas, por aquela ser “uma das estradas mais sinuosas do concelho, constituindo um perigo”.

sexta-feira, Março 12, 2010

Um PS unido para vencer (Opinião: Nuno Araújo) .


Vivemos tempos de profunda exigência. Temos de ultrapassar grandes desafios que não podem deixar ninguém indiferente às suas responsabilidades, a começar pelos agentes políticos. E é pela política de proximidade, pela intervenção autárquica, que esse esforço se deve tornar mais visível.
De facto, todos devem dar o seu contributo para um rumo de desenvolvimento e progresso em prol dos cidadãos, encetando práticas e metodologias que correspondam às expectativas das populações nos diferentes concelhos e à renovação da intervenção política autárquica. Em Penafiel, como temos visto nos últimos anos, essa realidade é absolutamente crítica e o PS tem de liderar uma nova ambição para o futuro do nosso concelho.
Actualmente, as autarquias assumem um papel preponderante na definição de políticas públicas orientadas para o desenvolvimento do território, para a correcção de assimetrias e consequentemente para a melhoria da qualidade de vida das populações. É aqui que as políticas de esquerda têm um efeito preponderante na prossecução destes objectivos, nomeadamente nas áreas do emprego, habitação, educação e sustentabilidade. Nestes domínios, os problemas com que os penafidelenses se deparam são múltiplos e complexos, devendo ser perspectivados novos horizontes para o concelho.
Com efeito, a coligação PSD/CDS-PP tem sido inoperante e não tem conseguido contrariar a desestruturação do tecido industrial de Penafiel, captar investimento com efeitos reprodutores em diversos domínios nem tão pouco promover um desenvolvimento harmonioso das várias freguesias do concelho. Mas como se tem evidenciado, só é possível identificar esses problemas e projectar uma verdadeira alternativa com um PS unido, qualificado e implementado no terreno.
É nesse sentido que me proponho liderar um projecto de futuro para o PS e para Penafiel, assente na mudança e na necessidade de encarar os desafios da actualidade de uma forma criativa e audaz. É um projecto que pretende mobilizar os socialistas mas também a sociedade civil de Penafiel, envolvendo os sectores mais dinâmicos do nosso concelho, desenvolvendo novas ideias e apresentando novos protagonistas. Convoco todos para este caminho que agora iniciamos e que permitirá demonstrar a vitalidade autárquica do PS, a sua abertura a todos os que querem um concelho mais evoluído e a sua resposta à falta de vigor e de ambição da actual maioria autárquica. Vamos, juntos, unir para vencer.

Nuno Araújo apresentou candidatura .


http://www.jornalforum.com/index.php?option=com_content&view=article&id=924:nuno-araujo-apresentou-candidatura&catid=27:penafiel&Itemid=473

Segunda, 08 Março 2010 15:37 Tito Couto . .Sob o lema "Unir para vencer", Nuno Araújo apresentou a sua candidatura à Comissão Política Concelhia do Partido Soalista de Penafiel.

quinta-feira, Março 11, 2010

Duas candidaturas, grandes diferenças...

Agora que as duas candidaturas ao PS/Penafiel foram apresentadas, poderemos visualizar as grandes diferenças entre ambas, claro está, que foram detectadas até agora...

Diferença 1 - o diagnóstico:


André Ferreira: Não encontrei nada...

Diferença 2 - o futuro... ideias de intervenção:


André Ferreira: "abrir o partido à sociedade civil"

O primeiro diz como o vai fazer, o segundo diz que vai fazer, como se dizia há quatro anos.


Diferença 3 - os apoios:



André Ferreira: "presença de Sousa Pinto e Agostinho Gonçalves "

Aqui a diferença é nítida. Nuno Araújo soma apoios importantes a nível local, distrital e nacional. André Ferreira é apoiado pelo candidato que cometeu a incrível proeza de obter o pior resultado do PS com o partido unido em torno da sua candidatura e pelo mais fugaz Governador Civil de que há memória.
André Ferreira fala em renovação, Nuno Araújo tem a JS local e distrital a apoia-lo. Também sobre este aspecto estamos conversados.

Nota final: A esta altura do campeonato a escolha torna-se demasiado óbvia. Quem quiser o PS/Penafiel combativo, inovador, preparado só poderá votar no Nuno Araújo. Quem quiser que as coisas continuem na mesma, pode sempre abster-se, votar em branco ou mesmo votar no André Ferreira.

terça-feira, Março 02, 2010

“Asfixia democrática”

Do lado do PSD não têm faltado vozes a clamar contra uma pretensa falta de liberdade em Portugal, ao ponto de um dos candidatos à liderança daquele partido ter proclamado no Parlamento Europeu que Portugal era uma democracia meramente formal.

Fosse este deputado europeu membro da Assembleia Municipal de Penafiel e o que ele não diria face à atitude do seu companheiro que na sessão de 26 de Fevereiro último presidiu àquele órgão autárquico.
Decorria já o período antes da ordem do dia, destinado a tratar de assuntos gerais de interesse para a Autarquia e já depois de lido o expediente e anunciados os votos de louvor e de pesar apresentados pelos diferentes grupos municipais, eis que a Mesa anuncia a apresentação de uma moção cujo objecto era a questão da anunciada suspensão da construção do IC 35 por parte da administração central.
Nessa moção, apresentada pela coligação PSD/PP, faziam-se várias considerações, algumas de cariz eminentemente político-partidário, procurando-se responsabilizar a Administração Central pelo atraso na construção daquela infra-estrutura tão importante para o desenvolvimento do concelho de Penafiel.

Logo que a Mesa anunciou a apresentação da moção, o PS através de um dos seus vice-lideres, pediu à mesa que antes do inicio da discussão, a sessão fosse suspensa por cinco minutos para que o grupo municipal do Partido Socialista tomasse conhecimento dos termos da moção, reflectisse sobre a mesma e consensualizasse a sua posição quanto ao sentido de voto a tomar.
É da competência do Presidente da Mesa da Assembleia, suspender as sessões ou reuniões quando circunstâncias excepcionais o justifiquem.
A moção apresentada pretendia apelar à Administração Central que revisse a posição de suspender a construção do IC 35.
Da leitura que o primeiro subscritor da moção fez e que os deputados municipais puderam conhecer, pareceu claro que, no essencial, a moção vinha de encontro às preocupações de todos os membros da assembleia e que todos se reviam no apelo para que a anunciada posição da administração central de suspender a construção do IC 35 fosse revista.
Existiam apenas algumas divergências quantos a alguns considerandos da moção e que exigiam dos deputados do PS um tempo para análise e reflexão.
Cinco minutos de suspensão dos trabalhos, era quanto pediam os deputados do partido socialista para, em consciência e com conhecimento do preciso teor da moção, a puderem votar.
Contrariando a prática de anos da Assembleia Municipal de Penafiel que em iguais circunstâncias, nunca teve dúvidas de aceder a pedidos de suspensão para reflexão sobre assuntos submetidos a deliberação e que não constavam da ordem de trabalhos, o Presidente da Mesa em exercício, já que o Presidente eleito por motivos justificados não esteve presente, entendeu negar aos deputados do Partido Socialista o direito de reunirem por breves cinco minutos, para que com devido e necessário conhecimento dos termos da moção definissem o sentido de voto do seu grupo municipal.
Espantosamente, ou talvez não, ainda houve do lado da maioria quem visse nessa vontade de reunir antes de definir o sentido de voto, uma divisão nas hostes do PS. Como se os deputados municipais não tivessem o direito, diria mesmo o dever, de tomarem conhecimento dos assuntos a submeter a deliberação antes de definirem o seu sentido de voto, para mais, quando o que se pedia era que a assembleia tomasse uma posição sobre assunto de vital importância para o desenvolvimento do concelho e quando, pensámos nós, o único objectivo e interesse da moção, era contribuir para sensibilizar a administração central para a urgência da construção de uma infra-estrutura tão necessária ao desenvolvimento de uma das zonas mais deprimidas e menos desenvolvidas do País.

Se eu fosse o tal deputado do PSD no Parlamento Europeu, diria que a intransigência do Presidente da Mesa da Assembleia Municipal tinha sido uma lamentável demonstração de asfixia democrática, impondo uma vontade de todo desajustada ao interesse em discussão.
Porém, não direi tanto, até porque em democracia só é asfixiado quem quer!
Naturalmente que perante tão inusitada posição do Presidente da Mesa da Assembleia Municipal, os deputados municipais do Partido Socialista, porque só votam o que conhecem e só o fazem em consciência, não se deixaram asfixiar e democraticamente, abandonaram, momentaneamente, os trabalhos da assembleia municipal, recusando-se a votar o que verdadeiramente não conheciam e perante a intransigência de quem não quis que o PS participasse numa discussão, esclarecida, da moção em questão.
Obviamente que se nos fosse dada a oportunidade de tomar conhecimento, reflectir e decidir da posição a tomar sobre a suspensão do IC 35, todos nós, sem excepção, assumiríamos uma posição critica perante a decisão da administração central e todos nós apelaríamos, nos termos propugnados pelo proponente da moção, para que a anunciada posição de suspender o IC 35 fosse revista.
Não tendo tido essa oportunidade, caberá aos socialistas de Penafiel pelos meios ao seu alcance apelar ao Governo da Republica para que retome os procedimentos necessários à construção do IC 35, porque essa é uma urgência fundamental para o desenvolvimento do nosso concelho.
Assim o façam também todos aqueles que votaram a moção. O que se lhes pedem é que, com a mesma intransigência com que impediriam o PS de participar esclarecidamente na discussão e votação da moção, consigam dos deputados da Republica dos seus partidos uma posição diferente daquela que eles têm propugnado e que passa pela suspensão de tudo quanto é construção de vias rodoviárias.
Bom mesmo, era que toda a oposição ao governo da República se unisse e fizesse aprovar instrumentos que obriguem a Administração Central à construção do tão desejado IC35.

sexta-feira, Fevereiro 26, 2010

Comentário de uma opinião

Pela página de um jornal regional do Vale do Sousa, li uma opinião de um tal militante do PS de seu nome António Sousa.
Como seria de esperar, a sua opinião centrou-se nas próximas eleições para a Concelhia do Partido e este militante refere desde já a defesa e apoio à candidatura de André Ferreira. No entanto, esta opinião não torna a candidatura mais interessante, apenas limita-se a ser uma caixa de ressonância...

Vejamos:

"A candidatura de André Ferreira assume um desígnio político inovador no partido que permite acalentar as mais legítimas esperanças de que algo vai mudar no PS Penafiel." - Como é que vai mudar alguma coisa se as pessoas que estão por trás da candidatura são as mesmas que estiveram ligadas à última e maior derrota de sempre do PS/Penafiel?

"Na verdade, ao assumir publicamente um projecto político que assenta na abertura do partido à sociedade civil, que visa a intervenção e o contributo de independentes ligados aos mais diversos quadrantes da sociedade penafidelense" - Já ouvia falar desta há quatro anos. E o actual candidato fez parte desse dito projecto.

"promove uma efectiva renovação dos quadros do partido" - Outra vez? Há quatro anos disseram que também iria existir renovação...Mas com as mesmas pessoas por trás desta candidatura a renovação deve ser para freguês ver.


"É, pois, um PS “novo” e revigorado que o concelho reclama, um PS que faça o virar da página na sua história mas que não esqueça nem ostracize quem fez parte dela" - Ah! Afinal o novo aparece entre aspas. É renovado, é novo, mas o respeitinho é muito bonito...

" representa toda uma nova forma de fazer política que os militantes exigem, e até o facto de se abster de dar resposta àqueles que, na ânsia de recolher dividendos políticos, persistem em depreciar a sua candidatura mediante o recurso a uma maledicência condenável e reprovável, permite-nos reforçar a convicção que poderá vir aí um novo PS Penafiel." - Esta parte do comentário é assombrosa... Ou seja, quem critica André Ferreira é porque quer tirar dividendos políticos (bela noção de democracia), ou recorre à maldicência (continua a estranha noção de democracia) e reforça o silêncio de André Ferreira perante estas crítricas como um facto assinalável e positivo. Pelo que percebo, segundo este militante, se o André Ferreira ganhar as elições internas, como Presidente da Comissão Política, deve estar calado, pois criticar é negativo.

Certo? Ou caso esteja errado, agradecia que me corrigissem...

quarta-feira, Fevereiro 24, 2010

Candidaturas (des)interessantes

Pelo que se vai lendo por estes lados, a candidatura de André Ferreira ao PS/Penafiel é verdadeiramente desinteressante. Para além de contar com o apoio das figuras acabadas e passadas do PS/Penafiel, refere outra vez o mesmo discurso da chamada candidatura da refundação do PS/Penafiel de há quatro anos atrás.




O único interesse é de saber que a mesma (se ainda ninguém soubesse) é instrumentalizada.




Mas eu dou uma pequena ajuda a tornar mais atractiva esta candidatura: André Ferreira segue o exemplo do Berlusconi, e coloca na tua lista figuras deste género.




Se fosse o outro...


Depois de uma capa destas e de uma notícia destas, fico a aguardar ansiosamente as reacções de repulsa destes dois locais. Mas não, a notícia não refere que foi o Sócrates o culpado, portanto acho que teremos de esperar sentados.



quarta-feira, Fevereiro 17, 2010

O PS/Penafiel vai a votos

Os esforços que alguns sectores do PS/Penafiel têm desenvolvido para que a próxima eleição da Comissão Política Concelhia resulte de um processo de convergência com vista a uma ampla unidade em torno do primordial objectivo de reestruturar a organização Concelhia do Partido, na base de uma metodologia de trabalho que tenha como primeira preocupação a criação de núcleos de base local, ao nível de cada uma das trinta e oito freguesias, que faça o partido dialogar com as instituições do concelho, para que, desse processo, resulte um projecto político e programático que sustente a próxima candidatura à Câmara Municipal parecem condenados ao fracasso, face aos impulsos de alguns que, amarrados ao passado, continuam muito mais motivados para o acerto de contas interno que virar a agulha para o que é verdadeiramente essencial, fazer com que a acção do partido tenha nos seus destinatários (os eleitores), o acolhimento que até agora tem faltado.
Anunciam-se duas candidaturas à Comissão Política Concelhia. Ambas protagonizadas por dois jovens quadros do PS/Penafiel e com a experiência de liderança ganha nas lides da juventude socialista.

Esta renovação geracional e este confronto protagonizado por estes dois jovens poderiam indiciar a vitalidade do PS e constituir uma nova oportunidade de discutir o papel que o partido quer ter no concelho de Penafiel.
Dizemos poderia, porque os sinais que se vão evidenciando, demonstram que os piores dos velhos vícios do PS/Penafiel estão presentes e ameaçam tudo consumirem, (se, entretanto, ninguém tiver a sensatez de centrar a discussão a gerar por estas eleições internas no que é essencial: as pessoas e o território de Penafiel, saltando as barreiras dos interesses de capela, pessoais e mesquinhos que tanto têm atormentado os socialistas de Penafiel).

O PS/Penafiel, se quer ter futuro, tem que alicerçar este novo ciclo político que agora se abre na base do trabalho, na capacidade de organização e de mobilização.

O trabalho desenvolvido na JS por cada um dos jovens putativos candidatos é um bom indício para se medir as capacidades de cada um deles, naqueles dois vectores essenciais à afirmação do PS (organização/mobilização).

Aos dois jovens candidatos exige-se que sejam portadores de vontade própria e não de vontades alheias, que assumam um projecto de ruptura, na base do compromisso de que para ganhar o PS precisa de mudar, cientes de que o PS “dos tempos passados” não tem qualquer futuro.

Os tempos gloriosos do PS do poder, são tempos passados e por mais que se cante “oh tempo volta para trás”, esse tempo é passado, sem futuro.

As tímidas renovações que nos últimos 10 anos o PS/Penafiel foi ensaiando, têm que ser assumidas definitivamente. Os jovens candidatos têm que ter em conta o velho ditado do “diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és”, e saber rodear-se dos apoios que não os amarrem a preconceitos de um passado, que mais que diferentes concepções programáticas ou estratégicas, trouxe à luz do dia divergências pessoais.

Aos candidatos pede-se que trabalhem com vista a dotar o PS/Penafiel das condições necessárias à construção de um projecto para 2013. Projecto esse que terá que ser feito na base do trabalho, do esforço, da presença e não na retórica de palavras de ocasião.

Devem cortar, desde logo, qualquer tentativa de instrumentalização do processo interno de eleição da nova Comissão Política, com vista ao condicionamento de eventuais candidaturas às longínquas eleições de 2013.

Antes desse tempo, é preciso organizar, promover e afirmar um projecto alicerçado no trabalho e no exemplo diário.

A altura das escolhas para essas eleições chegará.

Preciso é, se queremos ganhar, que antes do tempo, ninguém tolha, condicione ou determine de forma irreversível as possibilidades do partido escolher os melhores.

Se ambos procederem deste modo, então, valerá ainda a pena, mais um esforço para a convergência. Não podem ser questões de ambição meramente pessoal a ditar o destino do PS/Penafiel...
É preciso lembrar 2005 e 2009.
Àqueles que no PS/Penafiel continuam sem perceber as razões daquelas derrotas eleitorais, demonstrando a falta de noção da sua dimensão, é preciso dizer-lhes que a simples mudança de candidato na Coligação Penafiel Quer não abre, sem mais, as portas do poder.
Nesta fase da vida do PS, à falta daquela convergência, escolherei quem me dê garantias, de que mais que dizer, saberá fazer.

Para essa escolha basta-me olhar para o que cada um dos candidatos foi capaz de fazer ao serviço da JS.

sábado, Fevereiro 13, 2010

terça-feira, Fevereiro 09, 2010

Deficência mental grave

Uma pessoa que diz isto, ou tem um défice cognitivo muito grave, ou então apenas o diz para voltar a ter alguns focos de atenção para si virados.

segunda-feira, Fevereiro 08, 2010

Toquem os sinos!!

Certa blogosfera está em alvoroço. Certos comentadores e "jornalistas" exigem sangue nas ruas, o País vai parar, prometem, dia 11 de Fevereiro, numa manifestação pela Liberdade.

Tudo porque, convenientemente e no timming certo, foram publicadas certas notícias que eu nem sequer irei comentar por serem demasiado graves, caso sejam verdadeiras ou falsas.

O que irei comentar é o facto de alguns dos promotores desta manifestação, sempre se insurgiram contra o que chamaram de Estado Big-Brother, com os cartões únicos e as entregas do IRS pela Internet e outros avanços tecnológicos. No entanto, e perante esta aparente invasão orwerliana dos telemóveis de alguém, estes defensores da "liberdade" tocam os sinos a rebate e organizam uma manifestação. Estes tais defensores da liberdade, que concordaram com a totalidade do "Patriot Act" de Bush vêm por este meio defender a legalidade e moralidade de informações, caso sejam verdadeiras, recolhidas por métodos um pouco à 1984.

Mas o mais interssante surge em estes mesmos convocarem uma manifestação, os mesmos que sempre se revelaram contra o direito à greve dos trabalhadores, a existência dos sindicatos, contra as manifestações dos professores e outros trabalhadores, vêm agora organizar algo que sempre repudiaram. Alias, repudiam que sejam os outros a fazer, pois se forem eles tudo bem.

Sempre se intitularam liberais, mas na realidade defendem a liberdade deles, mesmo que esta ponha em causa a liberdade de outros.

O caso exige que a opinião pública se mostre, independetemente das suas razões, porque algo vai mal neste País, mas que não sejam um bando de oportunistas a tirar partido de uma situação para colocarem em causa o resultado de umas eleições que ocorreram à 4 meses.

quarta-feira, Fevereiro 03, 2010

Antigas receitas

Tal como há quatro anos atrás, existe gente no PS/Penafiel que insiste em repetir receitas...

A notícia encomendada, de uns rumores de pressões ou vaga do fundo, como gostam de lhe chamar agora, de um putativo candidato, pretendente a candidato, que no fundo da sua alma, supostamente não tem ambições, mas que se irá sacrificar pela chamada feita pelo Partido...

A receita já foi utilizada há quatro anos atrás, encomendou-se a um jornal local as alegadas pressões sobre um militante, que supostamente ainda não se teria decidido, mas que se sacrificou em prol do bem geral do Partido (de alguns) e da comunidade (de alguns) e que iria surgir como grande timoneiro...

Ora bem, passado quatro anos, outro timoneiro, alvo de pressões de outros militantes do Partido, (os mesmos que conduziram à maior derrota do Partido), para assumir a grande tarefa de guiar um Partido (ser guiado por alguns que se encontram na sombra), encontra-se em periodo de reflexão (a reflexão ja deve ter sido feita há algum tempo), e existe esta fuga de informação, ou a existência de rumores (notícia encomendada).

Novo ciclo

Em Abril próximo os militantes do Partido Socialista serão chamados a escolher os dirigentes concelhios que vão ditar, em grande medida, o êxito ou inêxito do PS nas eleições autárquicas de 2013.
Em Penafiel, o mandato em execução, será o fechar de um ciclo.

Por força da lei da limitação dos mandatos, o PSD está obrigado a repensar toda a sua estratégia eleitoral e a procurar um novo protagonista que possa substituir alguém que, findo o actual mandato, será o Presidente com mais tempo de exercício e aquele que mais eleitores conseguiu congregar em torno dos projectos de que foi o principal rosto.

Facilmente se compreenderá que ao PSD será difícil encontrar um substituto do actual Presidente, que esteja à altura da ampla convergência que este conseguiu gerar em torno de uma coligação que, também ela, neste novo quadro, não deixará de ter os seus engulhos.

Se nos últimos três actos eleitorais foi fácil ao PSD juntar-se ao CDS e dar a este o que mais ninguém lhe daria – um número de mandatos que, dificilmente, o CDS alguma vez alcançaria e uma importância política bem revelada no número dois da Câmara e no Presidente da Assembleia Municipal – sem Alberto Santos, previsivelmente, este casamento político que nasceu por necessidade, tenderá para a saturação e quem sabe, se um divórcio litigioso não lhe colocará um ponto final, situação que até pode ser a que melhor servirá as evidentes ambições de um CDS que hoje tem uma importância política claramente superior à que tinha nos idos de 2001 e que, verdadeiramente, em termos eleitorais autárquicos, ninguém saberá medir.

Obviamente que, pelo lado do CDS, na hora da verdade, saberão usar este capital politico acumulado em doze anos de partilha do poder e até pode acontecer que, lá para meados de 2012, alguém se lembre de proclamar o “antes rei por um dia que duque toda a vida”.
Quem sabe?
É claro que as diferentes famílias que existem no PSD com os seus chefes mais ou menos assumidos, hoje tão unidas, (como unido era o PS enquanto foi poder), à medida que 2013 se for aproximando se encarregarão de avançar com os seus peões e, naturalmente, as habituais lutas pelo poder típicas de situações de fim de ciclo, acabarão por se fazerem sentir.
É neste quadro político e com estas variantes que os militantes do PS têm que trabalhar quando forem chamados a decidir, já em Abril, o futuro próximo do partido.
As próximas eleições concelhias terão para o Partido Socialista uma importância decisiva na preparação das eleições autárquicas de 2013 e das escolhas que se façam, muito vai depender o futuro do PS e de Penafiel.

O PS, em Abril próximo, se quer ter futuro, se quer aproveitar a janela de oportunidade que o fim de ciclo de Alberto Santos lhe abre, tem que escolher um projecto político verdadeiramente novo, capaz de o abrir aos sectores mais dinâmicos da sociedade, de o fazer ultrapassar os limites de alguns umbigos, definindo-se como uma alternativa virada para o futuro, deixando-se das teias que o agarram a um passado que por mais que se insista, é mesmo passado sem qualquer futuro, exigindo, impondo e cultivando o compromisso na base de um projecto, sério, credível, centrando a sua acção exclusivamente nos problemas de Penafiel, deixando-se, de vez, de se enredar na discussão das pequenas questões, desfasadas dos reais interesses da população.
Tem que apostar num projecto liderado por alguém que mais que dizer, seja capaz de fazer, que vá até às pessoas, que não se baste com discursos de ocasião, que seja o rosto dum projecto alicerçado no trabalho, na organização, no compromisso, mas também na afirmação, pela acção, dos valores e princípios de que o PS é depositário.

Se em Abril, o PS insistir em formulas já usadas, repetindo velhos truques, deixar que se procure mais os acertos de contas internos que a viragem ao exterior, se deixar que a sua acção politica se restrinja às paredes cansadas de ouvir vozes estafadas, se se acomodar nas discussões da Assembleia Municipal ou da Câmara Municipal que raramente chegam ao conhecimento de quem interessa, se deixar as freguesias à espera, se ignorar os sectores dinâmicos do concelho, então o novo ciclo que ai vem será de outros e a oportunidade do PS, quiçá, ficará a aguardar por mais doze anos.

Exige-se aos socialistas a capacidade de escolher um projecto e uma Comissão Politica geradores de novas expectativas, de uma nova esperança, capaz de demonstrar pelo exemplo, pela dedicação, pela capacidade de fazer, de estar presente, de discutir e questionar a acção da actual maioria, mas sem recurso à maledicência fácil, ao aproveitamento do pequeno incidente, usando e abusando da retórica, mas apresentando alternativas, estando no terreno, indo até às pessoas, até às instituições, afirmando-se como portadora de soluções, capaz de pressionar e exigir tudo o que Penafiel tem direito, mesmo quando isso possa incomodar, estando sempre presentes e, sem receios, com respeito mas sem temores e reverências, porque esse é o único caminho para demonstrar que o PS, é capaz de fazer mais e melhor e, se assim for, então, já em Abril, o PS começará a ganhar 2013.

Sameiro

Sameiro