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Terça-feira, Fevereiro 09, 2010

Deficência mental grave

Uma pessoa que diz isto, ou tem um défice cognitivo muito grave, ou então apenas o diz para voltar a ter alguns focos de atenção para si virados.

Segunda-feira, Fevereiro 08, 2010

Toquem os sinos!!

Certa blogosfera está em alvoroço. Certos comentadores e "jornalistas" exigem sangue nas ruas, o País vai parar, prometem, dia 11 de Fevereiro, numa manifestação pela Liberdade.

Tudo porque, convenientemente e no timming certo, foram publicadas certas notícias que eu nem sequer irei comentar por serem demasiado graves, caso sejam verdadeiras ou falsas.

O que irei comentar é o facto de alguns dos promotores desta manifestação, sempre se insurgiram contra o que chamaram de Estado Big-Brother, com os cartões únicos e as entregas do IRS pela Internet e outros avanços tecnológicos. No entanto, e perante esta aparente invasão orwerliana dos telemóveis de alguém, estes defensores da "liberdade" tocam os sinos a rebate e organizam uma manifestação. Estes tais defensores da liberdade, que concordaram com a totalidade do "Patriot Act" de Bush vêm por este meio defender a legalidade e moralidade de informações, caso sejam verdadeiras, recolhidas por métodos um pouco à 1984.

Mas o mais interssante surge em estes mesmos convocarem uma manifestação, os mesmos que sempre se revelaram contra o direito à greve dos trabalhadores, a existência dos sindicatos, contra as manifestações dos professores e outros trabalhadores, vêm agora organizar algo que sempre repudiaram. Alias, repudiam que sejam os outros a fazer, pois se forem eles tudo bem.

Sempre se intitularam liberais, mas na realidade defendem a liberdade deles, mesmo que esta ponha em causa a liberdade de outros.

O caso exige que a opinião pública se mostre, independetemente das suas razões, porque algo vai mal neste País, mas que não sejam um bando de oportunistas a tirar partido de uma situação para colocarem em causa o resultado de umas eleições que ocorreram à 4 meses.

Quarta-feira, Fevereiro 03, 2010

Antigas receitas

Tal como há quatro anos atrás, existe gente no PS/Penafiel que insiste em repetir receitas...

A notícia encomendada, de uns rumores de pressões ou vaga do fundo, como gostam de lhe chamar agora, de um putativo candidato, pretendente a candidato, que no fundo da sua alma, supostamente não tem ambições, mas que se irá sacrificar pela chamada feita pelo Partido...

A receita já foi utilizada há quatro anos atrás, encomendou-se a um jornal local as alegadas pressões sobre um militante, que supostamente ainda não se teria decidido, mas que se sacrificou em prol do bem geral do Partido (de alguns) e da comunidade (de alguns) e que iria surgir como grande timoneiro...

Ora bem, passado quatro anos, outro timoneiro, alvo de pressões de outros militantes do Partido, (os mesmos que conduziram à maior derrota do Partido), para assumir a grande tarefa de guiar um Partido (ser guiado por alguns que se encontram na sombra), encontra-se em periodo de reflexão (a reflexão ja deve ter sido feita há algum tempo), e existe esta fuga de informação, ou a existência de rumores (notícia encomendada).

Novo ciclo

Em Abril próximo os militantes do Partido Socialista serão chamados a escolher os dirigentes concelhios que vão ditar, em grande medida, o êxito ou inêxito do PS nas eleições autárquicas de 2013.
Em Penafiel, o mandato em execução, será o fechar de um ciclo.

Por força da lei da limitação dos mandatos, o PSD está obrigado a repensar toda a sua estratégia eleitoral e a procurar um novo protagonista que possa substituir alguém que, findo o actual mandato, será o Presidente com mais tempo de exercício e aquele que mais eleitores conseguiu congregar em torno dos projectos de que foi o principal rosto.

Facilmente se compreenderá que ao PSD será difícil encontrar um substituto do actual Presidente, que esteja à altura da ampla convergência que este conseguiu gerar em torno de uma coligação que, também ela, neste novo quadro, não deixará de ter os seus engulhos.

Se nos últimos três actos eleitorais foi fácil ao PSD juntar-se ao CDS e dar a este o que mais ninguém lhe daria – um número de mandatos que, dificilmente, o CDS alguma vez alcançaria e uma importância política bem revelada no número dois da Câmara e no Presidente da Assembleia Municipal – sem Alberto Santos, previsivelmente, este casamento político que nasceu por necessidade, tenderá para a saturação e quem sabe, se um divórcio litigioso não lhe colocará um ponto final, situação que até pode ser a que melhor servirá as evidentes ambições de um CDS que hoje tem uma importância política claramente superior à que tinha nos idos de 2001 e que, verdadeiramente, em termos eleitorais autárquicos, ninguém saberá medir.

Obviamente que, pelo lado do CDS, na hora da verdade, saberão usar este capital politico acumulado em doze anos de partilha do poder e até pode acontecer que, lá para meados de 2012, alguém se lembre de proclamar o “antes rei por um dia que duque toda a vida”.
Quem sabe?
É claro que as diferentes famílias que existem no PSD com os seus chefes mais ou menos assumidos, hoje tão unidas, (como unido era o PS enquanto foi poder), à medida que 2013 se for aproximando se encarregarão de avançar com os seus peões e, naturalmente, as habituais lutas pelo poder típicas de situações de fim de ciclo, acabarão por se fazerem sentir.
É neste quadro político e com estas variantes que os militantes do PS têm que trabalhar quando forem chamados a decidir, já em Abril, o futuro próximo do partido.
As próximas eleições concelhias terão para o Partido Socialista uma importância decisiva na preparação das eleições autárquicas de 2013 e das escolhas que se façam, muito vai depender o futuro do PS e de Penafiel.

O PS, em Abril próximo, se quer ter futuro, se quer aproveitar a janela de oportunidade que o fim de ciclo de Alberto Santos lhe abre, tem que escolher um projecto político verdadeiramente novo, capaz de o abrir aos sectores mais dinâmicos da sociedade, de o fazer ultrapassar os limites de alguns umbigos, definindo-se como uma alternativa virada para o futuro, deixando-se das teias que o agarram a um passado que por mais que se insista, é mesmo passado sem qualquer futuro, exigindo, impondo e cultivando o compromisso na base de um projecto, sério, credível, centrando a sua acção exclusivamente nos problemas de Penafiel, deixando-se, de vez, de se enredar na discussão das pequenas questões, desfasadas dos reais interesses da população.
Tem que apostar num projecto liderado por alguém que mais que dizer, seja capaz de fazer, que vá até às pessoas, que não se baste com discursos de ocasião, que seja o rosto dum projecto alicerçado no trabalho, na organização, no compromisso, mas também na afirmação, pela acção, dos valores e princípios de que o PS é depositário.

Se em Abril, o PS insistir em formulas já usadas, repetindo velhos truques, deixar que se procure mais os acertos de contas internos que a viragem ao exterior, se deixar que a sua acção politica se restrinja às paredes cansadas de ouvir vozes estafadas, se se acomodar nas discussões da Assembleia Municipal ou da Câmara Municipal que raramente chegam ao conhecimento de quem interessa, se deixar as freguesias à espera, se ignorar os sectores dinâmicos do concelho, então o novo ciclo que ai vem será de outros e a oportunidade do PS, quiçá, ficará a aguardar por mais doze anos.

Exige-se aos socialistas a capacidade de escolher um projecto e uma Comissão Politica geradores de novas expectativas, de uma nova esperança, capaz de demonstrar pelo exemplo, pela dedicação, pela capacidade de fazer, de estar presente, de discutir e questionar a acção da actual maioria, mas sem recurso à maledicência fácil, ao aproveitamento do pequeno incidente, usando e abusando da retórica, mas apresentando alternativas, estando no terreno, indo até às pessoas, até às instituições, afirmando-se como portadora de soluções, capaz de pressionar e exigir tudo o que Penafiel tem direito, mesmo quando isso possa incomodar, estando sempre presentes e, sem receios, com respeito mas sem temores e reverências, porque esse é o único caminho para demonstrar que o PS, é capaz de fazer mais e melhor e, se assim for, então, já em Abril, o PS começará a ganhar 2013.

Quinta-feira, Janeiro 21, 2010

Critérios

Nesta altura e face às circunstâncias politicas entretanto criadas, o PS se quer apear Cavaco da Presidência, não tem outra alternativa que não seja apoiar Manuel Alegre, ainda que a contra-gosto da sua ala mais à direita ou mesmo sem gosto, da ala soarista.
Entretanto, Cavaco enquanto vai dizendo que não é tempo para falar das eleições presidenciais, avança a todo o vapor com os preparativos para um anúncio, a fazer no tempo que lhe seja mais oportuno, da sua mais que certa recandidatura.
Só a essa luz se compreende o artigo de opinião de Fernando Lima “A minha verdade” que veio ressuscitar o caso das inventadas escutas de S. Bento a Belém, insistindo numa tese claramente desmentida pelos factos hoje conhecidos.
Fernando Lima, que há muito se percebeu não falar sem autorização do dono, veio repor um clima de confronto entre os Cavaquistas e os socialistas, certo de que estes estarão, na sua esmagadora maioria, com gosto, a contra-gosto ou mesmo sem gosto nenhum, com Manuel Alegre.
O grande argumento utilizado para esta incompreensível condecoração foi que todos os ex-Primeiros Ministros já tinham sido agraciados.
Sabe-se que Santana Lopes não foi um qualquer ex-primeiro Ministro.
Foi só, o pior de todos os ex-primeiros ministros que Portugal teve no pós 25 de Abril.
Toda a gente se lembrará dos episódios caricatos da governação Santanista.
E todos nos lembrámos do célebre artigo de Cavaco Silva em que comparava Santana á má moeda.
Pois bem, Cavaco Silva lembrou-se, agora, de condecorar Santana.
Claro que o Presidente não vê agora em Santana, o que nele nunca viu antes.
Esta condecoração mais não é que mais um passo no toque a reunir de todas as tropas que o fizeram eleger Presidente.

II – Por cá, mais um novel Presidente de Junta de Freguesia – o de Pinheiro – veio apresentar queixas públicas do estado das contas da sua autarquia.
Fica-se com a impressão que alguns dos novos eleitos achariam por bem que as Juntas tivessem ficado de “quarentena” à espera da sua chegada.
Qualquer autarquia que desenvolva actividade, por regra, em Outubro/Novembro, apresenta dívidas.
Aliás, queixarem-se de dívidas, como o têm feito os novos presidentes de Junta, mais não é que um expediente para deixar, desde já, claro que não cumprirão com as suas promessas eleitorais.
Desculpas de maus pagadores, é o que é!
Em Sebolido, depois de tanta tempestade, o Presidente da Assembleia de Freguesia recusou, vá lá saber-se por que critérios, a convocatória da assembleia extraordinária que lhe foi requerida por 1/3 dos seus membros.
Em vez da anunciada auditoria às contas, vai haver ou já houve (?) uma “espécie de inspecção” aos computadores da Junta que operaram no tempo do anterior executivo.
De fora fica a auditoria pedida pelos socialistas e em especial, a auditoria às contas do mandato de 1997 a 2001, com o fantástico argumento do Presidente da Junta, (parte interessada na auditoria em questão por ter exercido funções de vogal no mandato a auditar), que essa auditoria só seria feita se os seus requerentes a pagassem!
E assim a inconsequência e a maledicência triunfam sobre a coerência e a decência.

Sexta-feira, Janeiro 15, 2010

O Pacheco Pereira misturado com José Manuel Fernandes do Vale do Sousa

Quem mais poderia ser, se não o digníssimo Francisco Rocha, que nos presenteia com os editorais do Verdadeiro Olhar. Estava eu em pleno periodo de reflexão, tendo suspenso temporariamente as minhas contribuições neste blog, quando li tal artefacto de verborreia não resisti.

No seu papel de grande educador do povo valedesousense, tece uma série de considerações sobre a aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo, chegando mesmo a hilariantes teorias da conspiração, falando mesmo do lobby gay, um pouco ao jeito dos militantes do PNR.

A primeira pérola começa assim: "Na semana passada, o Parlamento aprovou uma lei que vai permitir que os homossexuais se casem. Aparentemente isto não nos afecta quase em nada." - oh chefe, não nos afecta em nada, nem mesmo aparentemente. Pelo menos caro Sr. Francisco, se por acaso algum se decidir casar com algum mariconço, esteja à vontade, a mim pouco ou mesmo nada me vai interessar. Interessava-me sim, se lhe apetecesse casar com um mariconço e não o pudesse fazer, pois era uma forma de discriminação.

A segunda pérola: "Para os gays é fundamental, crucial, normalizar, vulgarizar as suas práticas. Para as vulgarizar é preciso falar muito delas, torná-las familiares, introduzir cenas destas nos filmes mais populares, fazer artigos em revistas populares." - Com os gays que eu tenho falado e conhecço alguns, em nada referi o sequer o facto de a orientação sexual deles ser diferente da minha. São pessoas normais que pagam os seus impostos e por acaso são bastante competentes nas suas áreas de trabalho. Esta pérola acaba a relacionar a pedofilia com a homossexualidade. Caro Sr. Francisco, sugiro que consulte um diccionário.

A terceira pérola: "Lentamente as práticas dos homossexuais vão-se normalizando, limpando, purificando, sublimando. E aí chegados, quem poderá impedir que duas pessoas normais se casem?" - As práticas dos homossexuais??? Fiquei confuso... que práticas. Os homossexuais que conheço, assim como as lésbicas têm as mesmas práticas que os heterossexuais. Vão ao cinema, jantam, trabalham, saem, ouvem música, lêm, conduzem... e têm a sua vida privada, do foro privado como os heterossexuais. Vida privada que tem direito de reserva segunda a Constituição. Ou o Sr. Francisco iria sentir-se à vontade de eu lhe perguntasse quantas vezes fazia o amor com a sua esposa? Ou se por acaso gosta mais da posição do missionário?

A quarta pérola: "Aqui é a parte mais fácil. Basta um casal homossexual recorrer ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem e alcançará a terceira fase: os homossexuais poderão adoptar crianças. " - Eu sei que muitas vezes os direitos humanos são chatos para quem ainda vive na pré-história, mas a evolução é assim.

A quinta pérola: "Uma luta – a dos gays – que alegadamente só pretendia garantir espaço para um certo estilo de vida, acabará por ser profundamente invasiva de outro estilo de vida. Por isso, terão necessidade de introduzir a homossexualidade no sistema educacional. Se isto acontecer, no futuro qualquer oposição das famílias à sodomia e à pederastia poderá ser considerado crime de homofobia. A tentativa de ajudar um amigo ou um adolescente a libertar-se das práticas homossexuais poderá ser considerado como violação dos direitos humanos." - Esta é a cereja no topo do bolo. Ora então os gays querem invadir o nosso estilo de vida. Devo concluir que o Sr. Francisco deve ter pesadelos de muitos homossexuais a invadirem-lhe a casa a meio da noite e prende-lo por estar no amasso com uma mulher... Olhe Sr. Francisco, isso aconteceu e acontece ainda nalguns países, mas são os homossexuais que são presos. Portanto não se preocupe. Os homossexuais que eu conheço não têm esse tipo de ambição. Mas a melhor é a chamada tentativa de ajudar o amigo a libertar-se das práticas homossexuais. Como é que o Sr. Francisco o ajudaria. Cortava-lhe a pila? Cozia os lábios vaginais...? Já agora, fala em pederastia à Pacheco Pereira, mas sabe ao menos o que quer dizer esse conceito? É que o seu mentor de certeza que não sabia. Alias, pergunto-lhe se por acaso sabe qual a definição de homossexual...

Quarta-feira, Janeiro 06, 2010

Ano Novo, hábitos velhos

Sempre que há mudança nos executivos autárquicos, há a tendência para imputar aos antecessores má gestão da coisa pública, perspectivando-se, desde logo, um rol imenso de dificuldades futuras, levadas à conta dos défices deixados pelos outros.

Também, por via de regra, o que tem acontecido é que essas acusações não têm passado de foguetório de ocasião que rapidamente cai no esquecimento, sem outra consequência que não seja um rasto de incompatibilidades pessoais pelos agravos cometidos.

Não devia ser assim.
Quem acusa tem o dever de levar até às últimas consequências as imputações que, não raras vezes, levianamente, faz.
Quando se afirma que uma Junta deixou dívidas avultadas, que tinha n telemóveis, que antecipou e delapidou receitas e se misturam essas declarações com insinuações sobre a probidade dos visados, de duas uma; ou se provam as acusações e se remete o caso para as entidades com poderes na área da investigação criminal, ou não se provam e apresentam-se desculpas públicas aos visados.

É legitimo que quem chega a uma Junta de Freguesia questione as opções feitas pelos seus antecedentes.
Porém, uma coisa é discutir-se a gestão no plano das opções políticas, coisa bem diferente é colocar a discussão no patamar da gestão danosa.
Se é de dano para a freguesia que se quer falar, então o caminho já não pode ser o da política, mas sim o da Justiça.


Depois do que li e ouvi a respeito da gestão da Junta de Freguesia de Sebolido no mandato de 2005 a 2009, foi com agrado que vi o anterior executivo daquela Junta exigir aos novos eleitos a convocação de uma assembleia de freguesia extraordinária para deliberar sobre uma proposta de auditoria às contas.

Tal iniciativa devia ter pertencido aos novos eleitos. Estes deveriam ter sido mais comedidos nas declarações que fizeram, nomeadamente quando deixaram pairar dúvidas sobre a honorabilidade dos seus antecessores. Tendo dúvidas, como demonstraram, antes de mais e sobretudo antes de atirarem lama para cima dos outros, impunha-se-lhe o dever de auditar, por entidade competente e independente, as contas da Junta e então, da auditoria retirar todas as consequências.

Não o fizeram eles, fizeram-no os visados!
Se queremos colocar as questões no plano ético, fácil é de concluir quem, para já, andou melhor…

Por falar em contas das Juntas de Freguesia, foi com surpresa que constatei o silêncio dos Senhores Presidentes de Junta de Freguesia, face ao orçamento que a Câmara Municipal de Penafiel submeteu a discussão e votação da Assembleia Municipal.

Os famosos protocolos que permitiam às Juntas de Freguesia, em cada ano civil, arrecadarem uma receita de € 30.000,00, deixaram de existir, pelo que, no corrente ano, todas as Juntas não contarão com tal receita.

Lembro que o Presidente da Câmara, quando na oposição era um acérrimo defensor da transferência de meios da Câmara para as Juntas e considerava então que estes protocolos – uma criação do Presidente Rui Silva – eram insuficientes, prometendo, se eleito, aumentar as suas dotações.

Nos anos imediatamente a seguir aos actos eleitorais, a Câmara Municipal o que tem feito é o contrário do que defendia o Presidente da Câmara quando deputado municipal, sempre esqueceu os protocolos e deixou as Juntas à míngua. Foi assim em 2006, é agora assim em 2010. E durante estes oito anos que leva de exercício, nunca o Presidente da Câmara conseguiu ouvir a consciência do deputado municipal que tem dentro de si e que tão bem proclamava a necessidade de aumentar as dotações dos protocolos e que de forma tão assertiva propugnava por dotar as Juntas de mais meios, conferindo-lhe mais competências, acompanhadas, naturalmente, de mais verbas.

Discurso de oposição. Na situação, quanto mais apertadas as Juntas, melhor e mais eficaz o seu controlo político, parece ser esta a evidência que tem levado o Presidente a sobrepor-se às intenções do deputado municipal que já foi, para mais quando ele sabe agora nas vestes de Presidente o que não sabia nas vestes de deputado: os senhores Presidentes de Junta estão sempre muito receptivos a aceitar tudo o que a Câmara Municipal lhes impõe.

Face a este abandono dos protocolos e à importância que os mesmos têm para as Juntas de Freguesia, o normal seria que o orçamento tivesse contado com a oposição firme dos Presidentes de Junta que têm assento e voto na assembleia.
Não foi isso que aconteceu. Os Senhores Presidentes de Junta não só não se revoltaram com tal proposta de orçamento, como na sua larga maioria o votaram favoravelmente.
Com este comportamento dos Presidentes de Junta, parece-me cada vez com mais sentido a tese que defende a revisão da lei eleitoral autárquica no sentido dos Presidentes de Junta deixarem de ter voto nas assembleias municipais.

Domingo, Dezembro 20, 2009

Propaganda enganosa ou promessas para cumprir?

Nos meses que antecederam as últimas eleições autárquicas não faltaram rumores de que os candidatos da coligação Penafiel Quer andavam a prometer empregos em troca de apoio ou da integração nas suas listas de candidatos.
Sabemos que tais acusações são recorrentes em campanhas eleitorais e por isso entendemos como sérias as garantias que iam sendo dadas de que em Penafiel esses métodos só existiam na cabeça dos que têm uma visão da política em que os fins justificam sempre os meios, mesmo que esses meios sejam a insinuação e a mais reles das maledicências.
Uma situação, porém, nos deixou inquietos e pouco convencidos das explicações que a Câmara Municipal de Penafiel deu quando confrontada com a situação de largas dezenas de funcionários ligados a acção escolar que viram os seus contratos atingir o seu termo sem que antes fosse lançado concurso público que permitisse a contratação desses ou de outros funcionários que desempenhassem funções naquela área.
Estou a falar do concurso de admissão de pessoal auxiliar de serviços gerais e de cozinheiras.
Todos sabemos e o executivo municipal, por mais que uma vez o reconheceu, que o regular funcionamento das nossas escolas só aconteceu durante os últimos meses graças ao esforço desses funcionários que aceitaram trabalhar para a Câmara sem qualquer vínculo e em regime de voluntariado.
Muitas dessas pessoas exerceram funções de auxiliares gerais de educação e de cozinheiros durante anos. Com reconhecida competência e dedicação. Durante esses anos nunca a Câmara Municipal pôs em causa as suas competências. Seria, por isso, normal, que no concurso se assegurassem critérios de preferência à contratação desses trabalhadores, por a sua experiência ser uma mais-valia.

Naturalmente que muitos desses profissionais se disponibilizaram para trabalhar para a Câmara Municipal em regime de voluntariado na fundada expectativa de que a sua condição de trabalhadores experientes fosse considerada no concurso público que sabiam estar à bica.
Finalmente os resultados desse concurso foram conhecidos. O que deles nos é permitido adivinhar não é bonito de ser ver.
Temos agora razões para duvidar das boas intenções proclamadas pela Câmara Municipal, nas suas reuniões ou na Assembleia Municipal, que sempre justificou a situação destes trabalhadores com questões legais de procedimento concursal.
Sabemos que enquanto a Câmara avançava com aquelas razões para explicar o trabalho voluntário daqueles trabalhadores, nas freguesias alguns dos candidatos da coligação Penafiel/Quer, não tinham qualquer pejo em prometer os empregos daqueles funcionários aos fregueses que se disponibilizassem para os apoiarem ou para integrarem as suas listas.
Queremos, ainda, acreditar que essas promessas mais não eram que propaganda enganosa.
Apesar dos resultados do concurso indiciarem, em algumas concretas situações, o aparente favorecimento de alguns por razões de natureza partidária, queremos pensar que tudo não passou de infelizes coincidências, seja que os candidatos àquele concurso com ligações políticas conhecidas à coligação Penafiel Quer estavam mais habilitados ou melhor preparados e que na Câmara Municipal de Penafiel a contratação sempre se pautou pelo escrupuloso cumprimento da lei e que ninguém, por razões políticas ou partidárias, foi beneficiado ou prejudicado, neste ou em qualquer outro concurso.
Porém, do que já se conhece deste concurso e das reacções que nas freguesias se vão ouvindo, temos razões para, objectivamente, afirmar que alguns dos candidatos ao concurso de auxiliares gerais de educação e cozinheiras que nas últimas eleições autárquicas estiveram comprometidos com a candidatura do PSD/PP obtiveram as melhores classificações e que candidatos que há anos e de forma meritosa desempenharam aquelas funções e que nestas últimas eleições não foram apoiantes da candidatura da Coligação Penafiel/Quer, foram excluídos, com a justificação de que não tinham obtido a classificação mínima exigida.
Sabemos que o deputado do Partido Socialista e nosso conterrâneo Nuno Araújo está atento a esta questão e que no exercício do seu munus parlamentar já interpelou a Câmara Municipal para dar explicações sobre esta matéria.
Vamos esperar pelas respostas para delas concluirmos se houve por parte dalguns candidatos da coligação Penafiel Quer propaganda enganosa ou se, pelo contrário, o que houve foram promessas que estão já a ser cumpridas, para satisfação de uns e desespero de outros.
Uns e outros penafidelenses, todos na mesma medida e que não podem ser diferenciados em razão das suas opções políticas.

Quinta-feira, Novembro 26, 2009

Poderes ocultos

A comunicação social ou uma certa comunicação social tem, nos últimos tempos, insistido em envolver a pessoa do Primeiro-Ministro em casos judiciais mediáticos, procurando, obcecadamente, criar nos portugueses a ideia de que o Primeiro-Ministro de Portugal não é pessoa em quem se deva confiar.
Diga-se que este propósito, em boa parte, foi conseguido.
Não falta quem nos diga, como evidência da “culpa” do Primeiro-Ministro, que “não há fumo sem fogo”,“que não há memória de um Primeiro-Ministro com tantas notícias a colocarem-no em causa”.
Quando contrapomos a esses o facto de, até agora, em nenhum desses processos haver sequer indícios que justifiquem aquelas noticias, retorquem-nos que alguma razão há-de haver para que assim se fale.
E depois, segue-se o contra-ataque, apontando o dedo às teses dos que vêem nessa “perseguição”, razões de ordem político-partidária, acusando-os de propagandearem teses mirabolantes, atentatórias da dignidade daqueles que no Estado têm a função de investigar e de julgar.
Para esses, essa é a única dignidade que importa.
A dignidade dos que no Estado têm a função de governar, para nada lhes interessa. Presumem, aliás, que governante não é pessoa confiável.
E assim anda dividido o País.
De um lado os que acreditam na inocência do Primeiro-Ministro e que as noticias que aqui e ali vão surgindo, colocando em causa essa inocência, mais não são do que resultado de “infiltrados” que não olham a meios para atingirem os fins e que querem pela via do terrorismo politico conseguir o que não almejaram pela via eleitoral.
Do outro, os que vêem naquelas noticias o fumo, do fogo que não conhecem, mas que não duvidam que haja, por acreditarem que se se fala do Primeiro-Ministro tanto e por tão más razões, então é porque alguma ele há-de ter feito.

Pelo meio, há sempre tempo para aturar uma senhora que insiste na falta de liberdade, no país amordaçado e que nos aponta como céu, as boas práticas do senhor da Madeira.
Mas, para essa, o País tem toda a paciência do mundo, até porque já não há ninguém que lhe ligue. Todos sabem que a dita senhora politicamente não existe e que o seu tempo, é só o da espera de quem a substitua.

Querem saber, é do destino das escutas ao Primeiro-Ministro.
Pouco importa o próximo orçamento do Estado. As grandes opções para os próximos tempos. A taxa de desemprego que galopa. A recuperação económica que tarda. O défice que derrapa.
Que importam essas pequenas questões?!
O que País quer é saber se as escutas vão ou não ser publicadas.
A sua legalidade ou ilegalidade, também, de nada interessa.
Quando muito serve para entreter os juristas em grandes discussões que nada esclarecem, apenas servindo para descredibilizar a justiça e enraizar o dito popular de que “cada cabeça sua sentença”.
Irremediavelmente, a política entrou que nem um furacão pela justiça dentro e deu-lhe cabo das réstias de credibilidade que ainda mantinha.
Seja qual for o destino dos dois casos mais mediáticos da justiça, o chamado “caso Freeport”, ou o agora chamado “caso Face Oculta”, o que eles já deixaram claro foi que a justiça se deixou instrumentalizar pela política e que a politica se serve da justiça como arma de arremesso.
A forma como a justiça se deixou enrolar, num e noutro destes casos, pelos interesses políticos, não augura nada de bom.
A independência da Justiça está mais que comprometida aos olhos do povo, em nome de quem é exercida, e as decisões judiciais que nestes casos se venham a tomar, ficarão envoltas na suspeição de que as suas motivações não foram exclusivamente alicerçadas na defesa do Direito.
A pairar sobre elas, estarão sempre interesses políticos, movidos por poderes ocultos que ninguém consegue desvendar, apesar dos rastos deixados pelas sucessivas violações do segredo de justiça.
E assim anda entretido o país!

Quarta-feira, Novembro 11, 2009

Sinais…

Alberto Santos inicia o último dos seus mandatos com uma novidade. Contrariamente ao que aconteceu nos últimos dois mandatos, neste, a Câmara Municipal de Penafiel não terá vice-presidente.
Este facto a que ninguém deu, até agora, relevância, é, do meu ponto de vista, de grande importância para perceber as dinâmicas que se vão estabelecendo no xadrez da coligação que governa Penafiel.
Sabemos todos que, em 2013, por força da limitação de mandatos, o PSD ou a Coligação, terão, necessariamente que encontrar uma alternativa ao actual Presidente de Câmara.
A composição da Câmara Municipal em exercício e, em especial, a feitura da lista da Coligação Penafiel/Quer, demonstraram que o parceiro da coligação, o CDS/PP tem nela uma presença e um peso político substancialmente superior ao seu valor eleitoral. Ao eleger dois vereadores e o Presidente da Assembleia Municipal, o CDS obtém pela via negocial, um peso político que dificilmente alcançaria pela via da vontade dos eleitores. Some-se a esse peso político a importância que na distribuição de pelouros foi dada ao Vereador do CDS Antonino de Sousa, que destrona Mário Magalhães na condição de super-vereador, e fica-se com a dimensão da importância que Alberto Santos dá ao seu parceiro de coligação.
Olhando para a composição da lista de candidatos da Coligação à Câmara Municipal, à distribuição de pelouros e aos tempos atribuídos a cada um dos vereadores, percebe-se que Alberto Santos tivesse optado por, formalmente, não indicar vice-presidente.
No PSD seguramente não se compreenderia que esse papel fosse assumido pelo n.º 2 da lista da Coligação, uma personalidade do CDS e a n.º 3 e segunda indicação do PSD, não tendo disponibilidade para desempenhar as funções de Vereadora a tempo inteiro, não seria aceitável que, em face de tal indisponibilidade, lhe fosse confiada a vice-presidência. Nesta perspectiva, a vice-presidência iria cair no colo do Vereador Mário Magalhães. Esse papel, porém, não o quis Alberto Santos destinar a este Vereador, sinal evidente de que o ex-super vereador já teve melhores dias no seio da Coligação...


Analisando a distribuição de pelouros e comparando essa distribuição com a do mandato anterior, percebe-se que Alberto Santos não tenha designado vice-presidente.
Não podendo ou não querendo atribuir esse papel a Antónino de Sousa, o verdadeiro número dois da Câmara Municipal, Alberto Santos deixou claro o organigrama da sua Vereação na distribuição dos pelouros.
Antonino de Sousa com os pelouros que lhe foram atribuidos, é, sem margem para qualquer dúvida, o primeiro de todos os demais Vereadores de Alberto Santos. Na pratica, o seu vice-presidente.

Claro que o PSD não pode admitir publicamente esta realidade. A dimensão eleitoral do CDS não permite que Alberto Santos assuma perante os seus companheiros tal condição. No entanto, os factos estão aí e as leituras politicas que desses factos se podem fazer, permitem concluir que Mário Magalhães dificilmente será o substituto de Alberto Santos quando as escolhas eleitorais para 2013 forem conhecidas.
Com esta decisão de não escolher vice-presidente e com a distribuição de pelouros que fez, Alberto Santos quis e consegui travar naturais impulsos de todos aqueles que no PSD procuram posicionar-se para 2013 e deixou abertas as portas da esperança dos que vêem em Antonino de Sousa o sucessor natural de Alberto Santos, pese embora a sua condição de dirigente do CDS, o parceiro anão da Coligação Penafiel/Quer.

As escolhas de Alberto Santos deixam claro que este mandato será mais que nunca, um mandato virado para o novo ciclo eleitoral que em 2013 se iniciará.

É tendo em conta este contexto que o PS/Penafiel terá que pensar e agir, sendo certo que pelo ar da carruagem, para o lado da Coligação este mandato vai ser bem diferente do anterior e as proclamadas unidades sempre presentes quando se é poder, começarão, inevitavelmente, a dar sinais de erosão.

Todavia, ainda é muito cedo para que no PS se espere que o poder municipal lhe caia no regaço por força de uma qualquer desagregação da actual maioria.

O PS vai ter que fazer pela vida e demonstrar, mais por actos do que por palavras, de que está à altura de merecer a confiança dos Penafidelenses.

Estes próximos quatro anos prometem.
Vai valer a pena andar por aqui!

Segunda-feira, Novembro 09, 2009

Sinceramente, não percebo.

Não percebo a nova revindicação dos pró-discriminação, acerca do casamento entre pessoas do mesmo sexo, ou do casamentos dos gays, como lhe quiserem chamar.
Quando dantes o tema não era prioritário, agora querem um referendo. Sinceramente, espero que os Partidos não caiam na esparrela e convoquem o dito referendo, pois o mesmo seria o referendo mais inútil da História da Democracia Portuguesa. Como se eu fosse agora referendar um possível casamento meu, ou todos os portugueses fossem referendar o seu casamento.

Dos voos

A "podre" Itália investiga, o nosso Portugal arquiva...

Quarta-feira, Outubro 28, 2009

Errar é humano, insistir e persistir no erro é que não…

Há quinze dias atrás, numa primeira análise aos resultados eleitorais, pareceu-me claro que depois de um desaire eleitoral com a dimensão do verificado em Penafiel, a todos os socialistas se tornaria evidente a necessidade de tocar a reunir.
Os sinais que, entretanto, foram sendo dados, apontam, porém, em sentido contrário.
O candidato do PS e a partir de agora primeiro vereador da oposição na Câmara Municipal, numa atitude de quem ainda não deu conta da dimensão da derrota sofrida, antes de qualquer reflexão sobre as razões mais profundas para tão manifesta reprovação do projecto e atitudes que defendeu e assumiu durante a pré-campanha e campanha eleitoral, insiste na lógica da divisão interna, procurando, por antecipação, marcar diferença em relação aos que o precederam no exercício daquele cargo, anunciando que, com ele, Penafiel terá uma oposição à altura.
Não fosse essa lógica, o reincidir num comportamento que tão maciçamente foi rejeitado nas eleições e louvaria tão arrojada atitude. Depois de tão copiosa derrota, é digno de registo que não tenha assolado ao candidato do PS qualquer ideia de desânimo, de convencimento da rejeição sofrida, assumindo ares de vencedor pronto para os combates.
Porém, a dimensão da derrota eleitoral, aconselha prudência e reflexão. Penafiel disse claramente que não quer uma qualquer oposição, muito menos o continuar do discurso que marcou a campanha do Partido Socialista.

Sejamos claros.
Se em 2005, com um partido dividido, exaurido por uma luta interna, com os protagonistas do tempo em que o PS foi poder alheados da candidatura ou declaradamente contra ela, com um clima nacional prejudicial, por força das reformas iniciadas pelo governo da Republica, com um candidato “desconhecido”, “lá de baixo”, foi possível conseguir um resultado de 30%, em 2009, com um candidato preparado a quatro anos, no desempenho de relevantes funções públicas, ex-super vereador da Câmara socialista, “muito conhecido”, com o apoio entusiástico do PS, (pelo menos do PS/ 93 a 99), com todos a remar para o mesmo lado, sem qualquer contestação interna, qualquer resultado abaixo dos 40% teria, necessária e coerentemente, de ser considerado um mau resultado. Um resultado abaixo dos 30% não tem qualificação possível. Se no rescaldo das eleições de 2005 foram pedidas demissões, se os candidatos perdedores foram aconselhados a demitirem-se e depois corridos de todos os lugares de direcção do partido, que dizer agora perante um resultado destes?!

No PS , depois de tudo o que aconteceu nestes últimos quatro anos e das escolhas feitas para a candidatura de 2009, ainda há quem se atreva a culpar os candidatos de 2005 pelos resultados de agora.
Haja paciência…

Escrevi, há quinze dias atrás que é nas grandes derrotas que se começam a construir as grandes vitórias.
Temo, pelas reacções de camaradas meus aos resultados eleitorais, que a unidade que defendi, como condição necessária à afirmação do PS, seja um caminho muito mais árduo que aquele que previa, convicto que estava que a coerência dos que tanto me fustigaram com os resultados obtidos em 2005, os levaria a arrepiar caminho, reconhecendo os erros cometidos, compreendendo a mensagem que os Penafidelenses nos quiseram dar, ao diferenciar de forma tão vincada, o seu voto para as legislativas, do seu voto para as autárquicas.
Espero que a ressaca de uma noite eleitoral tão adversa passe rapidamente e que a clarividência daqueles que no rescaldo de 2005 tão assertivamente fizeram o diagnóstico das causas de uma derrota por eles anunciada a um ano de distância, os faça compreender que não é insistindo nas lógicas de diferenciação interna que o PS recuperará o prestígio perdido e a credibilidade necessária para se afirmar como alternativa de poder.

E não podemos esquecer que 2013 é já ao virar da esquina…

Domingo, Outubro 25, 2009

Editoriais...

Penafiel é uma cidade com a sua dimensão, bastante perto da cidade do Porto e de importantes vias de comunicação, e onde se notam bastantes características urbanas.

No entanto, a nível de mentalidades, Penafiel e as outras cidades do Vale do Sousa, ainda estão algo longe da mentalidade urbana que se vive e sente no Porto ou em Coimbra. Um excelente exemplo de tal é este editorial do Jornal O Verdadeiro Olhar.

O Editor, que desconheço, começa o seu editorial qualificando um Prémio Nobel da Literatura de ignorante, facto delicioso, pois não conheço nenhuma prova de grande cultura da parte do ilustre editor, antes pelo contrário. No entanto, o mesmo vai mais longe e com a toda a sua cultura democrática, atira que Saramago não tem direito a ter falhas de honestidade intelectual. Alias, este mesmo editor, critica toda a comunicação social de dar tempo de antena ao escritor a coberto, pasme-se, da liberdade de expressão... A liberdade de expressão é uma chatice para este editor de jornal.
Voltando às primeiras palavras deste artigo, a opinião publicada por este editor, mostra bem a mentalidade ainda conservadora reinante em algumas pessoas, não se pode criticar o clube da terriola, nem criticar qualquer coisa que o padre da terriola goste. Quando alguém comete o erro de praticar algum destes pecados mortais, vem a banda do moralmente correcto em força utilizando todas as armas contra os pecadores que ousaram mexer nas vacas sagradas das terriolas, o clube de futebol, ou a religião.

Quinta-feira, Outubro 15, 2009

Onde estão?

Depois de ler a imprensa local de Penafiel, a que tenho acesso pela Internet, fiquei com uma dúvida. Queria saber onde estão tão ilustres figuras do PS/Penafiel, que há quatro anos revoltaram-se porque o PS/Penafiel tinha tido o seu pior resultado de sempre...

Acho muito curioso, que essas mesmas figuras agora, não se revoltem outra vez pelo PS/Penafiel, ter descido ainda mais...
Ou será que o Sebastianismo é de tal maneira que tolda o raciocínio?
Nota: Nunca fui Sebastianista, se o fosse, seria militante do PPM.

Terça-feira, Outubro 13, 2009

Aquém dos objectivos mínimos

As eleições autárquicas de domingo vieram confirmar o que as sondagens publicadas neste jornal deixavam prever. Perante aquelas sondagens não faltou quem procurasse imputar ao núncio as culpas pelas más notícias, fazendo-nos recuar ao tempo em que a solução dos problemas anunciados estava na morte do mensageiro.

Conhecidos os resultados, veio-me à memória os momentos que vivi na noite eleitoral de 9 de Outubro de 2005 e o linchamento político que alguns – camaradas meus e comentadores da nossa praça – me quiseram fazer. Como me lembrei da noite em que o PS reuniu a sua Comissão Politica para analisar os resultados dessas eleições… O que eu não ouvi!

Chamo à lembrança as eleições autárquicas de 2005 não para qualquer comparação com as eleições de 2009, muito menos para ajustar contas seja com quem for.

O que gostaria é que todos, agora que estamos confrontados com esta estranha realidade de procurar as justificações para uma derrota, ainda mais pesada que aquela que eu, (e o PS), sofremos em 2005, se deixem das explicações fáceis de então, em que tudo era levado à conta dos candidatos, dos maus candidatos, diziam. Também gostaria que, face à mais pesada derrota eleitoral do PS, não houvesse tentações de “refundar” o PS/Penafiel, excluindo-se os que agora perderam.

Estes resultados, como os resultados de 2005, têm razões bem mais complexas que aquelas que então foram apontadas e que exigem uma bem mais consistente análise e uma mais ponderada reflexão do que aquelas a que o PS se (não) deu ao trabalho no rescaldo das autárquicas de 2005.

O espírito de facção que dominou o PS nos últimos anos pode ser suficiente para alimentar poderes internos. Está demonstrado, todavia, que, com esse espírito, o mínimo eleitoral agora atingido - mais um recorde que infelizmente é quebrado, deixando, com pena minha, de me pertencer – voltará, numa próxima oportunidade a ser superado. Estes resultados deixaram claro que só com uma forte, sentida e vivida unidade, o PS/Penafiel pode aspirar a ter futuro.

Nestas eleições, todas as circunstâncias militaram em favor da nossa candidatura. Tivemos um candidato escolhido por unanimidade. Ao contrário do que aconteceu em 2005, ninguém deu nota de qualquer divergência. Todos os autarcas e em especial os senhores presidentes de Junta de Freguesia aplaudiram a escolha. Ninguém deu voz a qualquer descontentamento.

O PS empurrou as suas candidaturas para cima. Todos sabemos que em 2005 o PS aumentou as dificuldades dos candidatos. Em 2005 a maré foi desfavorável ao PS. O PS perdeu as autárquicas, perdeu muitas das suas Câmaras Municipais. Em 2009 o PS ganhou as eleições, reforçou substancialmente o número de mandatos e de presidências de Câmara. Ninguém terá dúvidas quanto ao efeito benéfico que os resultados das eleições legislativas tiveram para o PS nas eleições autárquicas.

Quinze dias antes das autárquicas mais de dezoito mil penafidelenses tinham confiado no PS. Nas eleições autárquicas quatro mil desses dezoito mil não confiaram nas nossas candidaturas para o governo do município. Esta falta de confiança, é em nós, socialistas de Penafiel e não no PS. Esta diferença tem que estar no centro de todas as nossas preocupações. Das respostas que encontrarmos para a sua explicação dependerá o futuro do PS/Penafiel.

Esta na hora de tocar a unir. Depende de nós, de todos nós que nos identificamos com os valores e princípios defendidos pelo Partido Socialista, assegurar que, na próxima vez, tudo será diferente.

Basta de sebastianismos. Basta de procurar no passado as soluções de futuro. Basta de exclusões.

Se não praticarmos entre nós a solidariedade, não a podemos proclamar em relação aos outros.

Não nos podemos esquecer que quando o PS vai a votos e perde, perdemos todos, não perde apenas quem foi candidato.

Com arte e engenho é nas grandes derrotas que se começam a construir as grandes vitórias. Que aos socialistas de Penafiel não falte a humildade para reconhecer que só na unidade serão fortes e que no trabalho encontrarão o caminho das vitórias, na certeza de que Penafiel precisa de um PS unido e fortalecido nas suas convicções.

No dia seguinte das Autárquicas

No dia seguinte das Autárquicas, e vendo os resultados pela Internet, lembro-me de há cerca de quatro anos, quando um grupo de militantes, prometeu uma refundação do PS/Penafiel, com uma moção de título "Acreditar no Futuro".

O futuro não foi muito risonho, assim como a refundação ainda piorou o resultado para a Câmara Municipal e para a Assembleia Municipal.

O PS/Penafiel, provou que precisa de mudar de vida...provou para quem ainda não se tinha apercebido.
Como nota, quero saudar a candidatura do PS ao Município de Vila Franca do Campo, que partindo de uma situação bastante desvantajosa, conseguiu uma excelente vitória contra todas as previsões. Um excelente exemplo a ser seguido pelo PS/Penafiel.

Terça-feira, Setembro 29, 2009

No dia seguinte

No dia seguinte à noite das eleições europeias não faltou quem decretasse o fim do “Socratismo”.

O score eleitoral de 26,58% obtido pelo PS naquelas eleições, em contraponto com os 31,71% do PSD, sugeriu a muita boa gente que, com as eleições legislativas, o ciclo da governação socialista chegaria ao seu fim.

Enganaram-se!

O PS resistiu e saiu vencedor da noite eleitoral de 27 de Setembro, cabendo-lhe, por vontade dos portugueses, a difícil tarefa de governar Portugal, nos próximos quatro anos.

È certo que as condições que o País escolheu para ser governado são substancialmente diferentes das que resultaram das eleições de 2005.

Agora, teremos uma maior responsabilização dos demais partidos políticos que viram os eleitores reforçarem-lhes a sua legitimidade, conferindo-lhe mais mandatos. Não os suficientes para governarem, mas os indispensáveis para uma co-responsabilização da acção politica nos tempos que se vão seguir.
Não adianta de nada a quem viu reforçado o seu peso eleitoral proclamar vitória, quando, em contraponto, atesta a derrota de quem, afinal, ganhou as eleições.
O que os portugueses querem saber desses partidos é o que vão fazer com os muitos votos que lhes deram.
Se for para continuarem a colocarem-se na posição de quem da governação foge como o diabo da cruz, então não terá valido de nada tal reforço eleitoral.


Em Penafiel o PS obteve um resultado eleitoral bem acima do da média nacional. Os 44,28% de votos que os Penafidelenses deram ao PS, se obtidos a nível nacional, seriam suficientes para que Portugal prosseguisse, com estabilidade, as reformas tão necessárias ao nosso desenvolvimento.

Esperam-nos tempos difíceis, em que a concertação na Assembleia da Republica será muito mais propensa para a constituição de maiorias negativas, de bloqueio, do que para maiorias construtivas.
A evolução da economia e do emprego, determinarão, em larga medida, a longevidade do próximo governo.
Se os ventos soprarem de feição, a legislatura saída destas eleições chegará ao seu termo, com mais ou menos sobressaltos. Se os ventos da crise que assolou o Mundo persistirem, é certo que, mais cedo do que será desejável, seremos chamados, de novo, a escolher os deputados da Republica.

Os resultados obtidos em Penafiel, sem dúvida, são um vento de esperança para a candidatura socialista à Câmara Municipal.

Em Penafiel, o PS obteve mais votos que a soma dos votos obtidos pelo PSD e pelo CDS/PP. Sei que as eleições autárquicas têm dinâmicas diferentes e que a pessoa dos candidatos assume uma especial relevância na hora da decisão eleitoral autárquica.

Todavia, partir com o apoio de 18.525 Penafidelenses é um bom, diria mesmo, um excelente, começo. Conseguir, em 11 de Outubro, a renovação da confiança de tantos Penafidelenses no PS, é meio caminho andado para a vitória.

Assim não, Sr. Presidente!

Sua Ex.ª o Senhor Presidente da República falou hoje ao país.
Quando toda a gente julgava ouvir do Presidente uma explicação para as alegadas escutas, foi surpreendido com um chorrilho de incompreensiveis acusações. Segundo o Presidente, altos dirigentes do partido do governo, procuraram trazê-lo para a disputa eleitoral, manipulando no sentido de criarem a ideia de que o Presidente estaria do lado do PSD. Terminou com a inacreditável desconfiança de que o seu correio electrónico é vulnerável. Quanto a esta desconfiança, cabe perguntar: não sabiam disso na Presidência? Não é todo o correio electrónico susceptível a vulnerabilidades? E o que é que isso tem a ver com as alegadas escutas?
Depois, quanto ao fundo da questão trazida pelo Sr. Presidente, se a razão de todo este caso estava na manipulação que o PS alegadamente pretendeu fazer, colando o Presidente ao PSD, porquê esperar tanto tempo para denunciar tais intenções?
Ao caso, às alegadas escutas, disse agora o Presidente que nunca falou nelas, o que equivale a dizer que as mesmas nunca foram motivo da sua preocupação. Se isso é assim, porque é que o Presidente não o disse há mais tempo e deixou no ar a ideia de que haveria problemas com questões de segurança?
Com esta lamentável declaração ao país Cavaco deixou claro que actuou fora da sua condição de PR. Que quis ou pelo menos deixou que da Presidência saíssem em defesa de um dos partidos concorrentes às eleições de 27 de Setembro, agindo com o deliberado propósito de prejudicarem o partido do Governo.
O mais preocupante é o Presidente da República achar que não é crime um dos seus assessores plantar uma noticia num jornal, inventado factos, criando intriga, sem qualquer preocupação para as relações entre duas das principais instituições da República: a Presidência e o Governo.
Faria bem melhor o Sr. Presidente se mantivesse o prometido silêncio. Se não tinha nada para dizer, melhor faria estar calado.

Sexta-feira, Setembro 11, 2009

Para quê escrever???


Este post segue exactamente o que diz o título. De que vale escrever sobre uma determinada denúncia da asfixia democrática, por parte de quem chegou a considerar que não devem ser os jornalistas a escolherem as notícias que dão. De que vale escrever sobre a asfixia democrática que existe no Continente e não existe na Madeira, porque na Madeira o Governante é eleito (pensava que também era no Continente). De que vale escrever sobre o patético silêncio do cada vez mais patético Presidente da República, sobre os excessos de linguagem do macaco da Madeira. De que vale escrever sobre o seguidismo acéfalo da claque JSD faz à líder do partido quando denuncia a tal asfixia democrática existente no Continente e ausente na Madeira.

De que vale falar disto tudo, quando o Jumento o faz....

A ler...

Segunda-feira, Setembro 07, 2009

Acefalia

Este é um local onde se pode observar, pela web, a acefalia crítica e profunda...

Eu sei que o voluntarismo deve ser incentivado, mas quando chega a este ponto, pode provocar graves danos neurológicos...

Notícia



Sameiro

Sameiro