Domingo, Julho 05, 2009

Porque que é que isto não foi notícia de abertura?


Sexta-feira, Julho 03, 2009

Olé

Não faltou quem se apressasse a censurar este gesto, quiçá irreflectido, na raiva de ofensa do deputado comunista.
Esteve mal Manuel Pinho, devia saber que na hipocrisia em que vive a nossa politica um gesto captado pelas câmaras da televisão, tem muito mais impacto que mil palavras ofensivas, desde que não sejam suficientemente audíveis pelos microfones.
Onde andava o Presidente da Republica, agora tão lesto a censurar o Ministro, quando um deputado, alto e bom som, ofendeu outro e ainda o desafiou para o sopapo?
E o senhor Silva, onde esteve, quando o senhor das bananas fez gestos de tão grave significado
quanto os do infeliz ministro? E as ofensas repetidas que o companheiro da Madeira fez à Republica e as suas instituições, incluindo a Presidência da República, alguma vez irão merecer igual qualquer comentário ou reparo ao que o Presidente da República fez ao Ministro?
Ou será que a sensibilidade do Presidente se esgota em dois dedos espetados a figurar um par de cornos?!
O que se seguiu ao gesto infeliz do Ministro Manuel Pinho foi a demonstração que a nossa classe politica, vive no reino da hipocrisia.

A mais alta figura de Estado

É com muito orgulho e satisfação que ouvi o nosso Presidente da República a condenar o acto de Manuel Pinho e a exigir respeito pelas instituições democráticas. Sim senhor, temos Presidente.

Devo igualmente dizer que de outras vezes que existiram actos de desrespeito para com as instituições e actores democráticos o nosso Presidente veio a terreno condenar tais actos e exigir respeito.

Vejamos, no caso de um deputado da Assembleia Regional da Madeira que foi impedido de entrar no edifício referido por seguranças privados, sobre o caso de um deputado que mandou para um tal sitio e que várias vezes chamou palhaço ao Primeiro-Ministro, sobre um Presidente de um Governo Regional que considerou os deputados da oposição como um bando de loucos, o nosso Presidente falou e ... e.... e.... Afinal não disse nada nesses casos? Up's...
Se calhar em vez de ser Presdiente da República é Presidente do PSD e nós não sabemos...

O iluminado guerreiro

Pedro Santana Lopes voltou. A sua apresentação foi um acontecimento mediático incomparável, como é seu costume.

Durante a apresentação, o candidato pediu ajuda a deus para vencer as eleições e prometeu construir outro túnel.


Comentários: Normalmente em democracia, quem decide alguma coisa são os eleitores e não deus, felizmente. Lógico seria pedir ajuda aos eleitores.

Quanto ao túnel prometido na presença da líder do PSD, então não é este partido que está contra as grandes obras públicas?

O Estado da Nação

O debate do Estado da Nação até estava a correr bem, até ao episódio lamentável do Ministro que foi, e bem, demitido do cargo. Este facto acabou por marcar o debate, relegando tudo o resto para plano secundário.

Até ao momento o Primeiro Ministro tinha feito aquela que deve ter sido a melhor intervenção no Parlamento em 4 anos de Governo, ao referir-se às dificuldades que o País ainda vai atravessar e ao enumerar algumas das medidas mais emblemáticas deste Governo, realçando alguns bons resultados da implementação do Plano Tecnológico.

A intervenção de Paulo Rangel, foi marcada mais uma vez pelo componente narcisista do Deputado. Voltou a insistir em assuntos que todos sabem que a razão já abandonou o PSD, o partido que considera a pior crise mundial desde a Segunda Guerra Mundial como um abalozinho. O deputado voltou a falar da suposta auto-estrada cor de rosa, que na realidade é laranja.
Mas as estrela do dia foi Manuel Pinho que teve o tratamento necessário, a demissão e a condenação.
Caso para perguntar quando vai o PSD condenar José Eduardo Martins, o deputado que chama palhaço ao Primeiro Ministro e que ameaça fisicamente outros colegas de profissão, ou quando vai condenar os insultos de Alberto João Jardim.

Sábado, Junho 27, 2009

Pior que a avaliação de desempenho, só mesmo isto...

Sobre uma injustiça cometida contra todos os professores que se submetem ao concurso nacional, mas que os sindicatos até agora pouco falaram...

A ler no Jugular.

E que tal ver para além da simples mexeriquice?


A ser verdade o fundo desta notícia, porque negócio nunca existiu, apenas existiram contactos e conjecturas, não se percebe o porquê do Governo ter anunciado o seu desconhecimento deste facto, antes mesmo de vetar um possível negócio. Não ficou uma boa imagem claro. No entanto, os factos devem ser analisados mais profundamente do que a parte histérica da blogosfera, da esfera política e de alguns órgãos de comunicação têm feito.
Numa reportagem da SIC-N sobre esta notícia, ouvi a certa altura o jornalista a referir que este negócio fazia parte dos planos do Governo em retirar José Eduardo Moniz da chefia da TVI. Reportagem essa que incluiu um comentário de um especialista reputado em muita coisa de seu nome Alberto João Jardim (a pouca credibilidade da reportagem ficou ferida de morte).
Mas quem quiser analisar os factos seriamente pensa em várias coisas:
1 - A PT iria entrar em 30% do capital da Media Capital, ou seja, não iria ser o accionista maioritário, logo nunca poderia exercer a opção de correr com o José Eduardo Moniz.
2 - Mesmo que o negócio viesse a ser realizado, o mesmo teria de ter a aprovação da Entidade Reguladora da Comunicação e da Autoridade para a Concorrência.
3 - A Golden Share que o Estado detêm na PT permite-lhe sim vetar negócios que a PT queira realizar, tal como fez neste, mas impede-lhe de definir os objectivos estratégicos da empresa.
4 - Mesmo que fosse opção do Estado correr com o José Eduardo Moniz, porque razão o mesmo até via com bons olhos a entrada da PT?
Para uma abordagem de alguém mais qualificado é ler aqui, no blogue do Carlos Santos

Sexta-feira, Junho 26, 2009

Por terras de Egas Moniz

A coligação PSD/PP apresentou os seus candidatos à presidência da Câmara e da Assembleia Municipal, escolhendo, para esse efeito, a Vila de Paço de Sousa, assegurando-nos que o faziam para simbolizar o cumprimento da palavra dada.
Ficámos, assim, a saber que a coligação está satisfeita com o trabalho feito e que tem o entendimento de que cumpriu com o que prometeu.
Quanto ao futuro, dizem-nos que o compromisso é trabalhar, trabalhar e trabalhar.
De coisas concretas, nada!
Essa tem sido a estratégia da coligação. Não se comprometem com nada, não avançam com nenhuma proposta, com nenhuma ideia, com nenhum programa.
Sabem que essa fórmula tem dado resultados e que, com ela, podem sempre voltar a dizer que cumpriram, sem hipótese de serem desmentidos...
E, depois de apresentações destas, em que o que conta é apenas o folclore, o entretenimento, tão bem ilustrados nas artes do artista contratado, ainda há, daquele lado, quem ouse criticar o candidato do PS por se apresentar, sem estar munido de um programa de governo municipal!


Há três grandes áreas de intervenção que devem merecer das candidaturas municipais uma especial atenção e preocupação.
Uma é a agricultura e em especial a vinha.
Penafiel tem, na produção de vinhos verdes, um papel importante a desempenhar e a Câmara Municipal dever ser parceira dos produtores, quer no fomento de políticas de incentivo ao plantio de novas vinhas, quer na reconversão e na divulgação.
Outra é a extracção de granitos.
Este é um sector que deve merecer uma especial atenção, apoiando-se as unidades existentes, por exemplo, nos processos de legalização das pedreiras agora em curso, na recuperação paisagística dos locais de extracção abandonados e, principalmente no fomento de condições de segurança e saúde para todos aqueles que, nesta actividade, têm o seu ganha-pão.
A outra é o turismo.
Penafiel tem condições singulares para se afirmar como um destino turístico de eleição. Tem condições naturais ímpares. Tem património e tem história.

É claro para todos nós que nenhum candidato pode ver na Câmara Municipal um local para descansar. Sossega-nos que nos prometam dedicação e trabalho pela causa municipal.
Tal promessa não é, porém, suficiente.
Seria bom, para uma decisão verdadeiramente esclarecida que concretizassem que trabalho se propõem realizar.
Alguns compromissos ficavam bem.
È no confronto das ideias, dos projectos e dos programas que se vê quem está, ou deixa de estar, preparado e à altura das necessidades de um concelho como o de Penafiel.
Em Paço de Sousa o que tivemos foi muito blá, blá, com foguetório à mistura.
Em Outubro veremos quem apanha as canas!

As peripécias de um Presidente...

A semana foi agitada! Recheada, ao ponto de permitir uma série de artigos, que no entanto, podem ser todos resumidos num.

Um dos principais protagonistas, foi a principal figura do Estado, surgindo, ainda na Escócia a defender umas eleições legislativas e autárquicas no mesmo dia, ou melhor, ao adiar a sua decisão para uma data posterior à decisão do Governo para uma data para as eleições locais. No entanto, numa atitude democrática, o Presidente da República, revelou que tinha conhecimento de sondagens, cujos resultados diziam que os portugueses preferiam as eleições em simultâneo.
Relativamente a este assunto, é-me indiferente se as eleições são em simultâneo ou em dias diferentes, no entanto, como uma pessoa minimamente racional, solicitava ao Presidente da República que mostrasse essas ditas sondagens. Devem ser segredo de Estado.
Mas depois o Presidente voltou ao país. E revelou ser um grande defensor dos interesses do Estado do ... Vaticano. Referiu que a concordata já tinha sido assinada há algum tempo, mas que ninguém sabe como o impasse ainda não tinha sido resolvido. Um assunto muito importante para a economia do País.
Mas a cereja em topo do bolo seria quando o Presidente do PSD, perdão, o Presidente da República, instou os responsáveis da PT a esclarecer o negócio da compra de 30% da Media Capital. Caiu o Carmo e a Trindade. Foi necessário o senador do PSD, perdão, o Presidente da República vir a público pedir esclarecimentos. Corria-se o sério risco de isto ser uma jogada do Governo para alterar a linha editorial da TVI. Alias, a Dra. Manuela tinha a certeza absoluta que era mais um passo do Governo para controlar tudo e todos.
Mas eis que a dura realidade chega e o Presidente Executivo da PT veio referir que nenhum negócio fora realizado e que apenas existiam contactos e conjecturas, e o Primeiro-Ministro veio vetar a possível compra de 30% da Media Capital por parte da PT, antes sequer que a mesma ocorresse. Ficaram desiludidos os acólitos da Dra. Manuela.
No entanto, os histéricos à volta desta possível compra nem se interessaram com a opinião do maior interessado nesta história. José Eduardo Moniz até vê com bons olhos a referida compra. Não é que o Director da TVI deixou o Presidente fora de pé! Isso não se faz!!

Domingo, Junho 21, 2009

Porque existe alguém a lutar e a morrer...

Por vezes temos de deixar o conforto dos nossos sofás, e deixar o gozo das nossas liberdades conquistadas há alguns anos apesar de o referido momento histórico ser ainda bastante relativizado por alguns.

No Irão, contra o poder instalado, as forças armadas e as milicias de um regime (qual o regime democrático que tem milícias), um povo, farto de repressão, arrisca a sua vida pela liberdade. Não só pela sua liberdade, mas para que os seus filhos e entes queridos possam disfrutar da liberdade no futuro. Contra um Conselho de Supostos guias espirituais (qual é a democracia que é governada por uma guia supremo?), o povo sai à rua a exigir não só a liberdade, mas sobretudo a exigir que seja respeitada a sua vontade.
Por estas alturas, devemos sair um pouco dos nossos sofás e observar o que se passa. Por estas alturas devemos apreciar melhor a liberdade que temos. Por estas alturas devemos lembrarmo-nos, que existe alguém que arrisca a sua vida pelos outros, para que os outros vivam me liberdade.
O link que se encontra aqui, encaminha para uma série de videos amadores do youtube que retratam parte do que se está a passar no Irão. Mesmo com uma televisão do regime a esconder a realidade, e com as tentativas de bloquearem o acesso às diferentes redes de comunicação, os iranianos continuam a mostrar ao mundo o que se passa em Teerão.
Nota: As imagens que se encontram no link podem impressionar.

Não me convencem...

Quando este tipo de notícias ridículas vem à tona, desconfio que afinal alguma coisa de muito estranha de passou e os responsáveis utilizam todos os meios para encobrir a verdade. Mas esta fase já deve ser uma fase desespero, pois apoiam-se em coisas patéticas, que no entanto encontram sempre os seus defensores.

Apesar das coincidências, espero que não calem quem quer descobrir o que na realidade se passou.

Sábado, Junho 20, 2009

Bastante agrado

Foi com bastante agrado que li o Jornal de Campanha do PS/Penafiel.

O referido jornal tocou em áreas chave, que já tinham sido abordadas neste blogue, sobretudo no que diz respeito à atração de investimento e revitalização das zonas industriais existentes no Concelho. Não vou estar a repetir as minhas palavras, simplesmente vou deixar os link's de artigos já escritos, mas que continuam actuais e pertinentes.

Vale do Sousa e Baixo Tâmega

Mais um alerta para a região

Uma extrapolação

No Jornal, existe igualmente um destaque, justo, dado à JS, que denunciou, e bem, o uso rasteiro dado ao Conselho Municipal Da Juventude pelas Juventudes Partidárias da coligação PSD/CDS.

Uma mão cheia de ...nada!

O título expressa o que foi a apresentação da recandidatura de Alberto Santos à Câmara Municipal de Penafiel. Vejamos:

"Alberto Santos promete "trabalho, trabalho e trabalho", a cultura da palavra dita e pôr as pessoas em primeiro lugar." - Blá blá blá. Todos dizem o mesmo...

"compromete-se a criar 12 escolas e novos centros escolares no concelho" - em consonância com o novo modelo do Governo para a organização do parque escolar. Ou seja, esta promessa, de nada tem de original e de autêntico, mas fica a boa vontade.

"a ampliação do parque da cidade" - quando a primeira parte do parque da cidade foi inaugurada, já eu ouvia dizer que estava para muito breve a sua ampliação. Agora percebo que o muito breve varia conforme o calendário eleitoral.

"a criação de novos espaços cobertos e descobertos para práticas desportivas" - nada a apontar. Concordo plenamente com a ampliação do parque desportivo, desde que o mesmo vá de encontro às necessidades de formação e ocupação dos jovens penafidelenses. A criação de espaços só é útil se existir uma política desportiva a sério.

"continuar a qualificar os vários centros urbanos, nomeadamente, a zona envolvente às termas de São Vicente" - Eu sei que actualmente passo pouco tempo no concelho, mas das últimas vezes que me que estive em Penafiel, não dei conta de requalificação de centros urbanos, tirando os passeios da cidade. Se chamam a isso reaquilicação de centros urbanos... ok!

"a recuperação de bairros sociais" - concordo, mas só a recuperação dos bairros não chega.

"a recuperação de algumas casas do centro de Penafiel" - então os centros urbanos já não tinham sido requalificados?

"infra-estruturas e saneamento" - esta é um clássico.

"a IC 35 e a beneficiação da estrada nacional 15" - Esta é a cereja em cima do bolo. Há anos que estas obras são uma causa para as pessoas de Penafiel. Não me digam que o actual Presidente da Câmara vai descobrir um plano para estas obras serem construídas, claro se ganhar as eleições.

"tornar a cidade de Penafiel irreconhecível pela qualidade" - Vai no bom caminho. Basta observar aqui.

"A festa foi animada por Herman José" - AH! Então está tudo explicado. A verdadeira apresentação ainda está para vir. Teve muita piada.

Quarta-feira, Junho 10, 2009

Apontamentos

I - João Almeida é um autarca que dedicou boa parte da sua vida à causa da sua terra, a freguesia de Guilhufe.
Ao serviço daquela freguesia, tornou-se num dos autarcas de referência do PS e no reconhecimento da excelência do trabalho desenvolvido, foi escolhido pelos socialistas de Penafiel para liderar a sua Comissão Politica Concelhia.

Foi Presidente da estrutura concelhia do PS, num período particularmente difícil, flagelado por divisões internas, cabendo-lhe a árdua missão de unir, de estabelecer pontes entre facções, de afirmar o interesse colectivo, em contraponto com as ambições particulares.


Contra os que dele esperavam a desistência, afirmou a sua liderança no respeito pelos estatutos do partido e com ele, o partido não resvalou para golpes de gabinete…

Nas eleições autárquicas de 2005, João Almeida colocou um ponto final na sua longa carreira de autarca de freguesia, aceitando o convite que lhe fiz para integrar a lista de candidatos do PS à eleição para a Câmara Municipal.

Na sua freguesia, Guilhufe, os eleitores reconhecendo a capacidade de João Almeida, deram ao PS a vitória que só alcançou em mais duas freguesias.

No próximo dia 14, este autarca do PS vai ser homenageado, por iniciativa da Freguesia de Guilhufe, numa decisão que mereceu a convergência unânime de todos os que integram os dois órgãos daquela freguesia: a Junta e a Assembleia.

Se há autarca em Penafiel que merece esta homenagem, é João Almeida.
São vinte e cinco, os anos que João Almeida leva de dedicação empenhada à causa autárquica.
O desenvolvimento de Guilhufe deve muito à dedicação deste homem.
O PS/Penafiel tem nele, uma das suas principais referências.

No dia 14, lá estarei para agradecer a João Almeida o seu exemplo de dedicação e de empenhamento, ao serviço da sua e da nossa terra.

II – No passado domingo, tivemos o primeiro dos três actos eleitorais que vão decorrer este ano.

Como era previsível a abstenção foi a grande vencedora.
Os eleitores, mesmo em momento de crise como aquele em vivemos, em que as razões para votar deveriam pesar, preferiram o comodismo ao exercício daquele dever cívico.
O alheamento e a indiferença voltaram a ser a imagem de marca destas eleições.
E, desta vez, até o tempo ajudou a temperar a tentação de uma voltinha domingueira que justificasse a tentação de ir para paragens mais longínquas que a mesa de voto.
Depois queixam-se dos políticos que temos, da crise, da incapacidade para resolverem os nossos problemas. Mas que querem, senão são capazes de um pequeno esforço para que os eleitos sejam os que se têm como os melhores?
Com povos conformados e alheados, nunca haverá boa governança, seja ela nacional ou europeia.
Estas eleições representam para o PS, (o grande derrotado), um sinal e um alerta.
Os números da abstenção são um sinal do descontentamento dos portugueses e da sua falta de esperança.
Um alerta porque os resultados obtidos pelo PS deixam tudo em aberto para as legislativas, quando, até aqui, a única questão que se colocava era a de saber se PS ganharia com ou sem maioria absoluta.
A incógnita, agora, é saber quem vai sair vencedor das próximas eleições.
Por mim, temo que o cenário europeu, mesmo com a alteração do vencedor, se volte a colocar e que, com ele, Portugal se torne num país ingovernável...

Votei a favor, mas sou contra se o "chefe" disser...

Se bem se lembram, a lei de financiamento dos partidos foi aprovada por quase todos os deputados excepto e bem por António José Seguro. O Presidente da República, num momento de lucidez vetou a respetiva lei e reenviou-a para a Assembleia da República.

A reacção de um dos partidos que a aprovou não se fez esperar:
"«O PSD nunca pretendeu que estas alterações que motivaram o veto do senhor Presidente da República fossem avante», declarou Paulo Rangel aos jornalistas, no Parlamento.
Segundo Paulo Rangel, o PSD «aceitou apenas isso em última instância, para garantir um consenso unânime, que achou que era uma coisa positiva, mas nunca foi a favor, pelo contrário, até foi contra isso».
O líder parlamentar social-democrata referiu que PSD discordava de «duas matérias» do projecto de lei do financiamento dos partidos aprovado por unanimidade no Parlamento, mas não quis esclarecer quais os artigos a que se referia.
De acordo com o líder parlamentar social-democrata, o Presidente da República pôs em causa no seu veto «aspectos que, essencialmente, houve um partido que fez questão de os colocar, que foi o PCP» e que o PSD aceitou no pressuposto de que não permitiam «uma utilização perversa»."


Já não é a primeira vez que o PSD vota favoravelmente matérias que posteriormente são vetadas em Belém e que posteriormente vem referir que aprovou os projectos de lei "contrariado".


Terça-feira, Junho 09, 2009

A esquerdofobia...

Não vou perder muito tempo em análises aos resultados das eleições europeias, no entanto deixo uns link's para dpois artgos de duas personagens, que desenvolvem uma fobia (patológica) interessante à esquerda do Bloco de Esquerda.

O André Azevedo Alves

A Maria João Marques

Quem quiser perder tempo a ler estes artigos, irá notar na histeria elevada relativamente à percentagem de votos do Bloco. Estranho, não esta histeria relativamente ao aumento da percentagem de votos relativamente a partidos nacionalistas, xenófobos, racistas e muito pouco democráticos.

Critérios...

Destruímos o bom nome de uma pessoa, mas...

O Ministério Público pediu desculpas formais a Jorge Sampaio pelo erro que cometeu. Convinha que este Ministério Público se tornasse um pouco mais sério...

Quarta-feira, Junho 03, 2009

Já que se fala tanto nisso...

Estas eleições Europeias estão a ser marcadas pelo caso BPN. Independentemente de quem começou, o BPN apenas é falado pelos políticos, numa óptica de criação de uma estrutura de poder de algumas pessoas, ou numa óptica de falha da supervisão ou dos perigos inerentes aos bancos.

As novidades, sabem-se pela boca dos principais implicados até ao momento, muito por culpa do inquérito parlamentar (público) que tem vindo a decorrer. Até aqui nada de mal a assinalar. Alias, devemos estar orgulhosos, porque neste caso, o segredo de justiça não tem sido maltratado.

Relativamente ao caso BPN, não vemos o "jornalismo de investigação" a produzir notícias para o Jornal da TVI de sexta-feira à noite. Não vemos o semanário SOL a fazer grandes títulos, exceptuando a compra de acções pelo Presidente da República. Não vemos o Sindicato dos Magistrados do Ministério Público a denunciar pressões e nem vemos vídeos de alguém a chamar corrupto a outra pessoa.

Mesmo no caso do Presidente da República ter comprado acções, não se viu um bando de jornalistas a querer sacar a todo custo uma reacção ao visado da notícia, nem a publicar mais pormenores sobre este facto, nem a escrever sobre as casas compradas pela família Cavaco.

O número de implicados neste processo é bastante pequeno e não se sabem de outras figuras públicas que tenham negociado com o BPN. Possivelmente apenas os anónimos o fizeram.


Será que o Ministro da Justiça fez um trabalho tão eficiente, que acabou com as fugas do segredo de justiça? Será que o "jornalismo de investigação" diminuiu de qualidade num tão curto espaço de tempo? Será que o gigante buraco do BPN foi apenas responsabilidade de duas e três pessoas?

Terça-feira, Junho 02, 2009

Uma pequena vista de olhos pelos pequenos partidos

Dei uma pequena vista de olhos pelos pequenos partidos, que apenas irei partilhar algumas primeiras impressões, que poderão ser em alguns casos bastante redutoras, mas que não deixou de ser um exercício interessante.

Partido Popular Monárquico - a página tem a figura do seu presidente, (ou será rei do partido?), com um texto longo e bastante chato de ser lido. No entanto a seguinte passagem: "O Rei só ele sabe ser o supremo juiz do poder judicial, executivo e legislativo.", deixa-me intrigado. Ou seja, o Rei, independentemente de quem seja, só por ser Rei, tem uma série de qualidades, que lhe permitem ser atribuído um lugar de supremo juíz. Caso para perguntar, quem seria esse supremo juíz em Portugal. Sobre as eleições europeias, os conteúdos estão pouco acessíveis.

Partido Nacional Renovador - Este partido, sendo anti-democrático e anti-europeista, aproveita as benesses da democracia e envolve-se no jogo democrático que o próprio combate. À data deste post, a primeira figura que se vê é o nacionalista francês Le Pen. Dito isto, todos os seguintes comentários deixam de ser pertinentes.

Partido Humanista - Este partido desperta a minha simpatia. As ideias principais do mesmo estão expostas em pequenas frases, e possivelmente, toda a gente gostaria de um Mundo que todos seguissem os pressupostos humanistas. É bonito, mas não é exequível. No entanto, não deixam de ter mérito, pois é necessário que exista sempre alguém a lembrar o valor da não violência como forma e ideologia política e de colocar os direitos fundamentais acima de tudo.

Movimento Esperança Portugal - O recém criado movimento, encabecado por Laurinda Alves, está completamente virado para a actividade de campanha para as Europeias. Tem uma citação de Luther King e uma frase engraçada: "Melhor é Possível". Exactamente o slogan do PSD - Açores nas últimas eleições regionais. Numa barra lateral, apresenta o seu perfil no EU-Profiler, dando destaque À sua posição bem vincada no Centro.

Movimento Mérito e Sociedade - O outro dos novos movimentos, assenta as suas "armas" na chamada mudança. Diz que apresenta gente nova, novas pessoas, novas ideias para mudar Portugal. Encontra-se virado para as novas tecnologias da informação com um blogue, cujo último artigo centra-se na crítica a todos os deputados por não terem chegado ao consenso para eleição do Provedor de Justiça.

Partido Operario de Unidade Socialista - O POUS ainda sobrevive. Mas nota-se que não está muito virado para as novas tecnologias. O seu site na internet tem um formato bastante desactualizado. Ao longo dos anos este partido mantém-se igual a si próprio. Não existem cá flores, nem rodeios. Diz-se directamente, proibição dos despedimentos, saída da UE, e União Livre de todas as nações soberanas da Europa (vai-se lá saber o que é isso).

Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses - O PCTP/MRPP também é um pouco adverso às novas tecnologias. Ainda apela contra o Capital e apela à filiação contra a sua ilegalização. Talvez por ser um Partido que ainda defende a revolução armada. No entanto, encontra-se completamente centrado nas eleições europeias.

Movimento Partido da Terra - O MPT, em conjunto com o PPM, são partidos que se encontram representados na Assembleia da República. Foram ambos uma invenção de Pedro Santana Lopes, que se prepara para repetir a invenção para a Câmara de Lisboa. O MPT aposta na promoção do seu Deputado e o mesmo aproveita as vantagens das novas tecnologias. Deve ser dos poucos pequenos partidos que se assume Europeista, sem no entanto, referir a sua opção pela revisão do Tratado de Lisboa. Em destque surge o lamento do líder relativamente à "baixa política entre PS e PSD".

Partido da Nova Democracia - Eu suspeito que este partido não vai concorrer às Europeias, pois não vi qualquer referência a estas eleições no seu site institucional. O destaque vai para o exótico deputado da Assembleia Regional da Madeira.

O espectro político dos pequenos partidos em Portugal é bastante alargado, no entanto, acho que nenhum deles irá conseguir eleger algum eurodeputado. Encontram-se bastante afastados do centro das lutas políticas, sendo mesmo ignorados pelos 5 principais partidos.

Domingo, Maio 24, 2009

Dizem que é uma espécie de jornalismo...

E ao fim de algum tempo, apareceu alguém que disse que o já deveria ter sido dito há muito tempo.

Marinho Pinto, goste-se ou não, ao seu jeito, disse uma série de verdades à "jornalista" Manuela Moura Guedes, após constantes provocações e juízos de valores desta. Quando se fala em jornalismo travestido, só se pode estar a referir ao Jornal TVI de sexta-feira. O PM foi bastante criticado por interpor processos ao jornal e á "jornalista" em causa, mas após o visionamento no youtube da entrevista, fiquei com a opinião que interpor processos é uma perda de tempo. Dá-se demasiada importância ao circo, ao mau profissionalismo e aos comentadores com credibilidade duvidosa.

Para visualizar a entrevista é só seguir o link.

Segunda-feira, Maio 18, 2009

Montanha Russa

Este artigo é vertiginoso...

Começa no Obama, segue para a Bela Vista, passa outra vez no Obama, vai para os Afro-americanos, faz uma revista sobre os filhos dos pais divorciados que têm tendência para os comportamentos violentos e criminosos (raios, porque tenho de ser sempre eu a não seguir as "estatísticas"), segue para a Michelle Obama (que se veste mal segundo a autora do post), e acaba claro no principal responsável por isto tudo: o Governo Sócrates.

Nota: o artigo em causa foi escrito por uma das pensadoras do blog Papamayzena, um blog de apoio a Paulo Rangel.

Ora aí está mais uma verdade



Mas como não há dinheiro para nada...

Sameiro

Sameiro